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sábado, 21 de janeiro de 2012

A Animagogia e a Ilusão da Morte


Transcriação da palestra A animagogia e a ilusão da morte

PARTE I

por  Adilson Marques

Existe um conto indiano que narra a seguinte história:

Um discípulo procura o seu mestre e lhe pergunta:
_ mestre, qual é o seu segredo para nunca se enfurecer e ser sempre amável?
E o mestre lhe respondeu:
_ não sei se posso falar sobre o meu segredo, mas eu sei qual é o seu...
E o discípulo curioso, perguntou:
_ e qual é o meu segredo?
Compenetrado, o mestre disse: você vai morrer em uma semana.
Assustado com as palavras do mestre, o discípulo procurou, na semana seguinte, tratar os amigos e os familiares com muita afeição e, no sétimo dia, deitou-se em sua cama e pediu que chamassem o seu mestre.
Quando este chegou, o discípulo lhe disse: “abençoe-me, sábio mestre, pois estou morrendo”.
Após abençoar o discípulo, o mestre lhe perguntou: “e como você passou a semana? Brigou com a família, com os amigos?”
E o discípulo lhe respondeu: “obviamente que não. Eu os amei intensamente.”
Após ouvir isso, o mestre lhe falou: você acabou de descobrir o meu segredo. Eu sei que posso morrer a qualquer momento, por isso, procuro ser sempre amável com todas as pessoas de minhas relações.”

Curiosamente, muitas pessoas que passam por experiências radicais, como são as experiências de quase morte (EQM), mudam profundamente sua forma de viver, passando a amar e a valorizar muito mais seus familiares, o meio ambiente e as demais pessoas com as quais se relaciona. Essa mudança de sensibilidade é conhecida como metanóia, na qual uma atitude egoísta diante dos fatos é substituída por uma atitude amorosa.

O egoísmo é fruto, basicamente, do medo da morte. E a maioria das pessoas teme a morte porque possui uma consciência equivocada, acreditando que a morte é o oposto da vida. Mas, na verdade, o que se opõem à morte é o nascimento.

A vida está além da morte e do nascimento. Ela antecede o nascimento e continua além da morte. O que nós conhecemos por vida é apenas um de seus ciclos, formado por um nascimento e uma morte. Vamos, nesse encontro, chamar esse ciclo de existência.

O egoísmo se alimenta do medo da morte e vice-versa. Todos nós queremos permanecer vivos e como acreditamos que a morte é o oposto da vida, temos medo de morrer e lutamos arduamente por aquilo que acreditamos ser a vida: a matéria. Acumulando bens materiais, buscando a felicidade no consumo ou na posse de outras pessoas, acreditamos que isso nos faz vivos e nos afasta da morte.

Todos desejam viver eternamente. E é justamente isso o que acontece. A vida é realmente eterna. Apenas cada existência, ou seja, cada ciclo de nascimento e morte, é finito.

Em nossa palestra, vamos falar sobre a morte, mas não do ponto de vista das religiões, e sim, da ciência não-oficial, ou seja, daquela que ainda é marginal no meio acadêmico, sobretudo no Brasil, e que já aceita a hipótese da continuidade da vida após a morte física.

Aliás, evidências desse fato podem ser encontradas ao longo da história e nas mais diferentes civilizações. Apesar de muitos católicos ou evangélicos negarem o chamado intercâmbio com os seres incorpóreos, esse fato é registrado inclusive, na Bíblia, no livro II de Samuel, no qual o ex-rei Saul conversa com o espírito de Samuel através da intermediação de uma pitonisa, nome que identificava as médiuns ou sensitivas naquele contexto cultural.

A psicologia transpessoal, por exemplo, estuda cientificamente esses registros de comunicação com os seres incorpóreos. Além desse fato, ela estuda também as chamadas EQM (experiências de quase morte), as projeções astrais (que são saídas conscientes do corpo físico e a locomoção tanto pelo espaço material como naquele chamado de astral) e as experiências de regressão de memória às vidas passadas.

Todos esses fenômenos humanos, que nenhuma relação possuem com as religiões, fornecem evidências de que a vida não se extingue com a morte física. A maior parte das pessoas que passa por tais experiências diz perder o medo da morte e, o que é mais importante: passa a valorizar ainda mais a experiência na Terra, ou seja, a sua existência neste mundo material. Ao invés da apatia, da melancolia e do hedonismo, essas pessoas afirmam que passaram a dar mais atenção à família, deixaram de brigar por picuinhas, cuidam com mais amor do meio ambiente e dos animais, entre outras coisas. Em suma, amam mais e são mais felizes, sem tantas ambições ou desesperos, assim como o mestre da história indiana que contamos no inicio da palestra. É como se tomassem consciência de que o mundo após a morte é o real, o verdadeiro lar e que este que vivenciamos atualmente é uma passagem ou uma realidade impermanente, onde não estamos por acaso, mas para aprender uma lição: aprender a colocar em prática o amor e a felicidade incondicional.

Curiosamente, essa consciência que nasce a partir dessas experiências vividas vem ao encontro das descobertas cientificas atuais. De fato, o mundo material parece ser uma grande ficção, pois tudo o que chamamos de matéria não passa, em sua essência, de bilhões e bilhões de átomos, onde o que mais existe é vazio e não matéria, como podemos ver nessas ilustrações que nos ajudam a compreender porque esse mundo que vivenciamos não é o real.

Vamos imaginar que somos físicos quânticos estudando o interior da matéria. Então, vamos entrar dentro da matéria até chegarmos nos átomos e, em seguida, vamos entrar dentro deles e dentro de seus núcleos para ver o que vamos encontrar.

Comecemos por essa bola de basquete. Vamos entrar dentro dela. Essas bolas brancas são os átomos, a menor parte de qualquer objeto material, seja o nosso corpo físico, a bola de basquete ou até mesmo as paredes que nos envolvem. Em suma, toda a matéria é formada por átomos.

Agora, vamos entrar dentro dos átomos. Eles que pareciam sólidos, agora vão se transformando em algo parecido com nuvens. E essas luzes brancas são os elétrons que circulam em torno do núcleo a uma velocidade de aproximadamente 940 km/s. Observem a semelhança com o sistema solar. Aqui, os planetas giram em torno do sol. No átomo, são os elétrons que giram em torno de um núcleo. Mas em ambos os casos, e respeitando suas respectivas escalas, o que mais existe dentro deles é o vazio.

Vamos imaginar como seria uma foto de um átomo, congelando os elétrons. Nesta imagem, podemos ver o núcleo do átomo, que é esse ponto amarelo e as posições em que cada elétron se encontra. Observem como dentro de cada átomo existe muito mais área vazia do que ocupada por matéria.

Em suma, todo e qualquer corpo material é apenas isso: Bilhões de átomos que, por sua vez, são formados por bilhões de pequenos núcleos e elétrons circulando no entorno destes. Mas será que o núcleo do átomo é a menor parte da matéria? Os físicos quânticos, ao estudá-lo, descobriram que dentro dele só há energia. A partir dessa descoberta concluíram que, na essência, a matéria não existe. Pois tudo o que chamamos de matéria deriva de uma mesma fonte energética. Tudo é feito de energia.

Essa conclusão vem ao encontro das sabedorias milenares do Oriente, que sempre afirmaram que a matéria é uma grande ilusão. Mas por que ao invés de átomos e elétrons nós enxergamos e nos relacionamos com mesas, cadeiras, árvores, corpos físicos e outros objetos materiais?



PARTE II

A resposta nós vamos encontrar nos estudos atuais sobre o cérebro. Apesar dele, na essência, também ser um aglomerado de átomos e elétrons, ele tem para os seres humanos e para os demais animais um papel muito importante. É ele que transforma as diferentes ondas visuais e as demais ondas captadas pelos sentidos em formas materiais, em percepções e em sensações.

Assim, tudo aquilo que chamamos de realidade não passa de uma imagem e de percepções formadas pelo cérebro a partir de diferentes ondas energéticas captadas pelos sentidos.

Vamos compreender como o cérebro cria a imagem de um pequeno recipiente com frutas. As ondas luminosas chamadas de fóton partem do objeto e atingem o cristalino do olho e, em seguida, são focadas na retina. Depois, elas se transformam em pulsos elétricos que seguem por nervos e neurônios até uma área especifica do cérebro onde a imagem será criada. Neste outro exemplo, podemos ver a imagem da vela criada dentro do cérebro daquela pessoa. O cérebro é o instrumento que fará a decodificação daquele monte de átomos para podermos enxergá-los na forma de vela.

E isso acontece não só com as percepções visuais, mas com todas e quaisquer percepções. O olfato, a audição, o paladar e o tato também são criados pelo cérebro. O papel dos sentidos é o de captar as ondas energéticas que estão no ambiente, enquanto o cérebro os decodifica em formas materiais, em percepções e em sensações.

Vamos usar um outro exemplo para esclarecer. Alguém consegue ver as ondas emitidas pela TV globo ou pelas outras emissoras de televisão? Não. Porém, essas ondas estão circulando aqui dentro e se ligarmos uma televisão com uma antena, nesse exato momento, será possível captar essas ondas e transformá-las em imagens e em sons audíveis. A antena funciona de forma similar aos nossos sentidos e a televisão de forma similar ao nosso cérebro.

Mas se você ainda não se convenceu que a realidade não passa de ondas e energias, acreditando que real é tudo aquilo que pode ser visto e sentido, eu lhe pergunto: o sonho é real? Nele também não vemos formas materiais e não temos percepções e sensações? Como tudo isso é criado? Enquanto estamos vivenciando um sonho, nós temos consciência que estamos sonhando ou somente ao acordarmos é que podemos afirmar que sonhamos?

Em suma, tanto a experiência vivenciada durante o sonho como essa experiência que chamamos de realidade apenas existem dentro do nosso cérebro. Não há diferença alguma entre elas. Por isso, podemos fazer a seguinte analogia. A Morte é similar ao despertar de um sonho. Quando acordamos, tomamos consciência que tudo aquilo que vivenciamos durante o período em que estávamos deitados em uma cama era um sonho. Assim será ao morrermos. Gradativamente vamos tomar consciência que tudo aquilo que vivenciamos quando estávamos ligados ao cérebro e ao corpo físico foi mais uma existência humana que se encerrou.

Em suma, o que chamamos de morte é apenas o desligamento de nossa consciência daquelas imagens e percepções criadas pelo cérebro. Por isso falamos que a morte não é o oposto da vida, mas o oposto do nascimento.

Em linhas gerais, o que apresentei para vocês é o trabalho que realizo sob o nome de Animagogia. Através de uma abordagem cientifica e possibilitando experiências enriquecedoras ao participante, a Animagogia é uma forma de educação que visa despertar o ser humano para a vida eterna, para que ele possa superar a consciência da finitude.e também, o que é mais importante, a dor advinda por uma falsa consciência.

Vou terminar essa fala com uma frase que li, mas não me recordo o autor:

"Lembre-se que a dor é um mero alerta,
não redime, não expurga nem resgata nada,
apenas indica que algo está errado conosco,
para que tomemos uma atitude."

Podemos dizer que o momento em que sentiremos uma dor (e aqui não me refiro apenas à dor física, mas também as dores morais, da consciência, da perda de um ente querido etc.) já estava escrito. Não pelo fato de tudo estar programado nos mínimos detalhes por Deus, mas porque nos desviamos de uma rota de luz e amor traçada por Deus. Assim, quando "saímos dos trilhos", recebemos um alerta. Porém, esse alerta, no caso, a dor, é apenas um sinal. Muitas pessoas dizem que devemos amar a dor, outras que devemos imaginar que a dor é uma punição ou castigo de Deus e outras dizem que ela nem existe, que é uma ilusão. Porém, a dor, como afirma o autor acima, é um sinal para que busquemos aquilo que está errado em nós. É o momento de parar e ver se não estamos sendo injusto com outras pessoas, se não estamos deixando de amar, de perdoar etc. Como diz o autor, é necessário tomar uma atitude. E, por atitude, entendemos uma ação interior, uma ação sentimental.

Assim, é hora de abandonar a atitude egoísta por uma amorosa; abandonar a atitude de passividade por uma pacífica; abandonar a atitude de desespero por uma de esperança. A metanóia, ou seja, a mudança de sensibilidade, faz com que a dor desapareça como por encanto. Mude sua atitude, mas não se conforme à dor.

Ela é apenas um sinal que Deus amorosamente permite que você sinta para mudar o rumo de sua vida. E a dor da perda de um ente querido também é um alerta. Quando compreendermos que não perdemos ninguém e que a vida não se extingue com a morte física, a dor desaparece. Podemos, obviamente, sentir saudade daquele que retornou para o verdadeiro lar, como sentimos de um filho que vai estudar no exterior ou que se casa e vai morar em outra cidade, mas não mais aquela dor, aquela tristeza ou aquele desespero que nos afligia a alma quando ainda temíamos a morte, por não compreendê-la e aceitá-la plenamente.

Para encerrar, observe esse quadro e me diga: quantas bolinhas pretas existem nele? As bolinhas pretas são a morte. Observem que não existem pontos pretos. Eles são uma ilusão criada pelo seu cérebro. Em suma, o mesmo acontece com a morte. É apenas uma ilusão criada em seu cérebro...

Fonte AQUI

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

COMO OBTER ENERGIA DO VAZIO

"...Estamos sintonizados com este
campo de energia infinita,
mas isto também significa
infinito amor e consciência infinita..."


"...No espaço em que nos encontramos
agora mesmo,
há mais luz do que na superfície do Sol..."

Assim como entramos numa “nova era” para compreender o tempo, também entramos em uma “nova era” para compreender o espaço. Compreendemos que o tempo é uma dimensão superior à da mente. Quando falamos de espaço, geralmente pensamos no espaço tridimensional; todavia, na realidade, vivemos num Universo multidimensional e existem infinitas dimensões para o espaço; nossa consciência humana ordinária, em geral, está sempre consciente unicamente do espaço tridimensional. Entretanto, oculto dentro destas três dimensões, está o selo de todas as outras dimensões superiores. Assim, por exemplo, quando projetamos uma sombra com a nossa mão, essa sombra tem a forma da nossa mão, mas lhe falta uma dimensão. Ela está em um plano, está em duas dimensões. Do mesmo modo, nossos corpos e tudo o que se move nestas três dimensões são sombras de dimensões superiores.

Normalmente pensamos que estas sombras, que estas projeções são reais e esquecemos que estão sendo projetadas a partir de dimensões superiores. Não obstante, nos últimos 30 anos, a ciência conseguiu descobrir a evidência de dimensões superiores dentro destas três dimensões. Foi descoberto que o que chamamos espaço vazio – o vaziona realidade está repleto de imensa energia potencial. A conclusão ordinária de considerar o espaço como o nada, o lugar onde se situa a matéria, evidentemente converteu-se em nosso espaço.

Mas o vazio tem mais energia do que a matéria que está nesse vazio e, de fato, a matéria e o vazio são uma mesma coisa, há uma continuidade. Foi descoberto que há mais energia em um centímetro cúbico de vazio do que em todo o universo manifestado visível e que qualquer “descoberta” nele certamente pareceria invisível. Significa que cada ponto no vazio tem energia infinita convergindo em um só ponto. Ao deduzir que cada ponto de energia tem energia infinita que está convergindo de todas as direções para esse ponto e, tendo em vista que essa energia infinita está provindo simultaneamente de todas as direções, então há um momento de cancelamento; cancelam-se mutuamente e é por isso que essa quantidade de energia no espaço é invisível. É como, por exemplo, os vetores, quando há um ponto no centro e então um vetor sai por um lado e outro em direção ao lado contrário, mas como são iguais e opostos, então cancelamse e isso é o cancelamento que sucede; há grande quantidade de energia, mas ela cancela-se e é por isso que não a vemos. É uma energia universal que se cancela a si mesma. Como obter energia do vazio onidirecionalmente. Este processo de cancelamento onidirecional é tão perfeito que, inclusive, uma quantidade infinita de energia parece estar oculta no espaço vazio.

Essa idéia de que o espaço está infinitamente cheio de energia, tem imensas implicações quanto a nossa maneira de ver o Universo. Assim, cada ponto no qual há total vazio, é onde a energia se está cancelando de maneira perfeita. Mas se, em qualquer ponto, o processo de cancelamento onidirecional não se completa, se há um pequeno desequilíbrio no processo de balanço energético (um vetor sobressai um pouco mais), então há aí uma distorsão neste ponto e é desta distorção no cancelamento que resulta a manifestação como matéria. A partir deste ponto de vista toda a matéria, todo o mundo manifestado não é mais que uma temporal assimetria no vazio que se cancela. Isto nos permite fazer com que a ciência comprove que está certo o que os mestres vinham dizendo há muito tempo: que a matéria e o vazio são na realidade a mesma coisa. Esta é uma maneira científica de compreender o que a sabedoria mística nos revelou sempre.

No Sutra, o coração do Budismo, está estabelecido que “a forma é nada e o nada é a forma”. É uma assertiva algo misteriosa, que, todavia, agora é totalmente compreensível em termos da ciência porque, de acordo com a Física da Energia Ponto Zero, toda matéria não é nada mais do que uma modificação do vazio.

As implicações destas perspectivas são enormes porque, em lugar de considerar o vazio como uma vacuidade morta, totalmente vazia, resulta que na verdade é um infinito campo exuberante de abundância e potencial, e nós mesmos e nossos corpos somos parte de uma continuidade dessa infinita abundância. Atualmente, existem várias pessoas que estão trabalhando para conseguir elaborar aparelhos que nos permitam obter energia elétrica a partir da Energia Ponto Zero, e que conseguiram comprovar que isto é possível. É evidente que existe grande resistência para mostrar tudo o que se sabe sobre isso. A ciência da Energia Ponto Zero demonstra que a realidade mais benéfica é a abundância e não a escassez. Tristemente, como sabemos, todo o sistema econômico mundial se baseia na escassez. Os recursos são escassos e se baseiam no medo. Fala-se que existe uma escassez de energia e que devemos competir para conseguir esses recursos limitados. Claro, é assim, se pensarmos somente a partir do petróleo puro e da energia atômica deste tipo. Todos estes métodos de produzir energia contaminam e tem resíduos daninhos para o Planeta.

O problema (que na verdade não considero um
problema) com a Energia Ponto Zero, é que ela é abundante e grátis. Esta tecnologia, de fato, nos permite um
mundo no qual teremos toda a energia que quisermos,
grátis e limpa, sem nenhum prejuízo para o planeta.

Existem várias pessoas que desenvolveram esta tecnologia e estão tendo graves problemas para trazê-la para o mercado. O problema evidente é que isso vai limitar a enorme ganância que produz a energia escassa. Eu poderia falar-lhes por horas acerca desta tecnologia e de possíveis maneiras de conseguir que ela seja de boa qualidade, mas, na verdade, desejo enfocar outro aspecto.

Quero falar-lhes sobre as implicações espirituais desta nova maneira de pensar sobre o espaço.

Considero que as implicações espirituais são ainda mais revolucionárias do que as implicações econômicas e outras. Considero que assim como a consciência da humanidade se eleva com novas freqüências, estas tecnologias que demonstram a abundância poderão vir à luz. E digo mais: considero que isto é inevitável. A única resistência a isto é a consciência do medo, a escassez e a cobiça. Entretanto, à medida que mais e mais pessoas reconheçam a infinita abundância dentro de si mesmas, será fácil reconhecer a abundância externa.

Creio que a implicação mais importante desta maneira de considerar o espaço é saber que estamos conectados a uma fonte infinita e que esta fonte infinita é a abundância infinita do amor e da compaixão (magnetismo, coesão). Considero que a partir desta ótica podemos ver toda a matéria como cristalizações do vazio.

Nossos corpos, então, são complexos de assimetria no
vazio, que estão sintonizados com este campo de potencial infinito.

O que os cientistas chamam energia, para os místicos chama-se espírito e consciência. A energia não é mais que apenas a superfície de um imenso oceano de espiritualidade viva. Então, em termos de nosso desenvolvimento espiritual, o mais importante é que nós devemos acessar e nos conectar a este campo de potencialidade pura no espaço. É preciso que cheguemos a estar convencidos de que está ali, de que existe e que é infinitamente
abundante. Nossas crenças são o mais importante fator que constrói a realidade em nossas vidas.

Apesar de vivermos em um oceano infinito de abundância, se nós não pudermos crer nele, então não poderemos experimentar
esta abundância.

Nossas crenças têm o poder de bloquear-nos e evitar que acessemos esses campos infinitos; mas se conseguirmos crer que estamos conectados a essa fonte infinita de amor, compaixão e abundância, descobriremos que, de fato, realmente estamos e será possível, para nós, aproveitar e canalisar esta energia infinita em nossas vidas.

Essa energia pode curar qualquer enfermidade, qualquer problema da mente, corpo ou espírito, porque toda enfermidade não é mais que uma função de desequilíbrio entre o corpo, a mente e o espírito.

Então, a ciência agora está demonstrando cientificamente como é que sucedem os milagres e que eles de fato sucedem todos os dias. Nossa própria existência é um milagre incrível. Então, se nos damos conta da classe de milagre que é estar por aqui, experimentando este momento, qualquer outro milagre não nos surpreenderá.

A intensidade de energia e de luz que nos acompanha a todo momento é imensa, enorme. O vazio está ao nosso redor, no espaço. Está cheio de luz. É uma vacuidade radiante que cria todas as formas.

Recentemente eu fiz uns cálculos acerca de quanta luz está presente ao nosso redor. Na ciência da Física Quântica, o vazio está emitindo em todo momento o que poderíamos chamar fótons de vazio. A intensidade dos fótons que provém do vazio é cem vezes a intensidade da luz da superfície do Sol. Portanto, isto é algo como nadando em luz todo o tempo. No espaço em que nos encontramos agora mesmo, há mais luz do que na superfície do Sol. E se não podemos ver isto com nossos sentidos físicos, é porque nossos sentidos físicos foram sintonizados para captar as diferenças, para notar as manifestações de matéria. Então, esta imensa luz sempre presente fica ao fundo e não a vemos com nossos olhos. Todavia, as pessoas que alcançaram níveis místicos elevados, confessaram ver enormes quantidades de luz branca.

Essa percepção que os místicos têm da luz branca foi tomada pela antiga ciência como um desequilíbrio químico raro nos cérebros destas pessoas, porque os cientistas não podiam compreender que esta luz radiante está presente sim. Agora podemos compreender que o que os místicos percebiam era a manifestação do que realmente existe. Nos estados místicos, o sistema nervoso e os sentidos estão sincronizados de maneira que se pode ver o que aparentemente não está aí.

Esta energia brilhante, sempre presente, também nos pode ajudar a explicar outros fenômenos paranormais. Agora se compreende, na ciência da Parapsicologia, que a intenção humana pode dirigir estes fótons de vazio e que, se conseguirmos sintonizar-nos suficientemente, poderemos inclusive controlar estes fótons para que eles movam a matéria, ou seja, a telecinésia, e também nos permite compreender como pessoas bem sincronizadas podem servir de canal para curar através das mãos. De fato, estas pessoas estão dirigindo conscientemente estes fótons de vazio de uma maneira que podem ser aproveitados para curar. Porém, a mais importante implicação desta nova visão do espaço como um campo infinito, é que nós podemos despojar-nos de todas nossas falsas crenças.

O principal obstáculo que temos para manifestar o PARAÍSO NA TERRA é precisamente a obstinação da mente humana na limitação e na escassez.

A humanidade começou a depositar sua fé na ciência destes dias, a qual descobriu o que a mente racional pode compreender. É, então, enormemente significativo que a mente racional, por fim, através da nova ciência, possa reconhecer que existe esta abundância infinita. Isto nos traz uma visão do potencial humano que é absolutamente ilimitado. Estamos sintonizados com este campo de energia infinita, mas isto também significa infinito amor e consciência infinita.

Todos os problemas no mundo são a função das crenças errôneas e do pensamento limitado. Se nos ensinaram que vivemos num mundo finito, com recursos finitos, que não podem ser suficientes para todos e isto chegou a ser uma realidade porque o que nós cremos logo se manifesta, é hora de mudarmos essa situação.

Se cremos na escassez e na existência de recursos limitados, então o temor das pessoas de que não há recursos suficientes para todos vai provocar uma situação em que começarão a guardar mais e então, na realidade, vai haver escassez. Assim, se as pessoas guardam e conservam para si mais do que necessitam, haverá uma manifestação real de que não há o suficiente. Por isso, o problema está na consciência humana. A escassez está na consciência humana e não no Universo. Eu creio que esta nova ciência da Energia Ponto Zero, de que o vazio está repleto de energia infinita, tem como propósito liberar a mente humana da idéia de limitação e da escassez.

Quando conseguirmos convencer-nos de que a abundância é a realidade, já não necessitaremos guardar mais do que necessitamos, não mais teremos que competir, e nossa tarefa então será o compartilhar esta abundância de uma maneira amorosa e criativa. E isto mudará a aparência do mundo de uma maneira muito dramática, porque a estrutura do mundo humano está hoje baseada totalmente na crença da escassez.

Agora, se esta crença (limitante) na escassez desaparece, não haverá nada que não possamos manifestar. Só o fato de que em um centímetro cúbico de vazio existem milhões e milhões de energia, mais do que toda a raça humana poderia chegar a necessitar alguma vez, resulta absolutamente ridículo falar de escassez energética.

O que temos é uma abundância energética em escala muitíssimo maior do que a mente humana poderia chegar a compreender. E, não obstante, a mente humana é tão incrível que conseguiu dentro desta infinita abundância seguir crendo na escassez. Nós temos vivido em um mundo aonde todos estamos escravizados e obrigados a trabalhar duramente para sair da escassez. Uma vez que uma massa crítica suficiente de humanos comece a operar novamente na freqüência da abundância, provocará uma ativação na qual todos necessitaremos trabalhar muito menos e poderemos satisfazer nossas necessidades de vestir-nos, comermos, etc com apenas uma pequena parte do esforço que temos de fazer atualmente.

Os extraterrestres deram uma mensagem ao contactado Carlos Diaz, na qual informaram que “eles estão muito interessados em observar a raça humana em nosso atual estado”, já que eles foram algum dia tal como nós.

Eles também foram, em um dado momento, uma espécie adolescente cativa em uma tridimensionalidade e com conceitos políticos, e além disso, fora da consciência da vitalidade na Biosfera”.

Disseram a Carlos que eles “também estiveram a ponto de destruir sua Biosfera”, pelo imenso temor que tinham da escassez. O ponto, o limite histórico que marcou a diferença, foi quando começaram a crer e descobrir a realidade da abundânciae da unicidade: que somos uma só coisa e não separados. Uma vez que começaram a compartilhar os seus recursos com um espírito de abundância, então propuseram-se a reorganizar sua sociedade sobre uma base de compartilhar, chegaram a comprovar que tinham que ocupar apenas uns 15% do tempo para satisfazerem suas necessidades e os 85% restantes podiam empregar em seu desenvolvimento espiritual.

Uma vez que começaram a compartilhar a abundância e a cooperar, muito rápida e naturalmente derrubaram todas as fronteiras entre os seus países, pois reconheceram que todos eram uma só fraternidade e que eram emanação da fonte universal e imediatamente estabeleceram uma cultura global em paz e harmonia e uma vez que isto sucedeu, precisaram apenas de uns mil anos para evoluir e poder abster-se inclusive da matéria.

Começaram a evoluir para dimensões superiores e disseram que puderam chegar até a décima dimensão. E, desde a décima dimensão, sentem que estão apenas começando a explorar um leque infinito de dimensões. É assim que eles regressam para visitar seus irmãozinhos tridimensionais aqui na Terra para dar-nos uma mensagem de compaixão e de apoio.

É muito importante saber que o ponto que lhes marcou a diferença, foi o reconhecimento de que vivemos em uma infinita abundância. É por isso que creio que esta nova ciência da Energia do Vazio é importantíssima para reorientar a humanidade e, como eu disse antes, parte das manifestações desta nova maneira de pensar sobre o vazio é uma nova tecnologia que nos permite obter energia elétrica de uma maneira gratuita, limpa e livre de qualquer monopólio. Muita gente quando escuta pela primeira vez sobre esta ciência da Energia Ponto Zero, imediatamente enfoca as possibilidades tecnológicas e suas implicações. Apesar de que estas possibilidades tecnológicas são evidentemente revolucionárias, estimo que esta revolução tecnológica é pouca coisa comparada com a revolução espiritual que surge a partir da crença na abundância.

Vencer a ilusão do medo e da separação como espécie é muito mais revolucionário do que sair com uma nova tecnologia. É importantíssimo que compreendamos que aquilo em que acreditamos fortemente com o coração, manifesta-se, torna-se real. De fato, o ponto de vista do qual nós nos olhamos, imediatamente se converte na manifestação que vemos a nosso redor. Podemos dizer: assim como acreditamos, assim aparece. O medo cria suas próprias justificações imediatamente. Se você crê que há algo a temer, então você vai atuar como se, em verdade, houvesse realmente algo a temer. Mas para que exista o medo, é necessária a crença em um outro separado e se também podemos ver que não há separação, que só há uma continuidade de um ser divino, então é impossível pensar com medo.

O medo só existe baseado na crença da separação. Eliminar a crença na separação vai desfazer o fundamento do medo. Esta ciência do vazio nos demonstra que não há separação, que há só uma continuidade, um só corpo e um só campo de radiação. De fato, todas as manifestações materiais que nossos sentidos conseguem perceber como indivíduos, não são outra coisa que um só campo.

Tudo na Terra é um só organismo vivo. A idéia que temos de seres separados, de objetos separados e demais coisas separadas, é uma função das limitações dos nossos sentidos. É, ademais, uma função de nossa limitada capacidade para sentir. Se pudéssemos abrir nossa capacidade para sentir, abrir nosso coração, começaríamos a sentir mais além da divisão dos objetos separados. De fato, começaríamos a experimentar este Ser que é tudo o que vive no Universo e saberíamos que somos um com esse Ser. É como se o Ser Divino estivesse agora tendo este incrível sonho, sonhando com todos nós.

O que está acontecendo agora é que os humanos individuais que acreditam estarem separados, estão começando a despertar e a dar-se conta de que somos unos com esse Ser infinito. Como os humanos estão despertando deste sonho de separação, então todo o fundamento do medo desaparece. Portanto, creio que este novo conhecimento da ciência sobre a Energia Ponto Zero nos está ajudando a perceber com uma claridade maior a verdade espiritual de nossa unicidade.

As estruturas que constróem os humanos no mundo exterior, estruturas políticas, sociais, etc são o reflexo fiel da estrutura na qual operamos. Portanto, se queremos mudar o mundo, a chave está em mudar as estruturas de nosso pensamento, que estão em nosso interior e veremo surgir as mudanças externas de maneira automática. Qualquer esforço de mudar o mundo sem o esforço de mudar a estrutura do nosso pensamento, do nosso interior, está também destinado ao fracasso. Assim é que a ponta de lança da nossa evolução social e cultural é nossa evolução espiritual.

Trabalhando nosso interior, mudaremos nosso exterior de uma maneira natural. Portanto o que a ciência sobre a Energia Ponto Zero está enfocando é que devemos mudar primeiro nossa estrutura interior para poder mudar as estruturas ao nosso redor. Assim começaremos a experimentar imensamente este campo de amor infinito no qual todos os seres estão mudando, crescendo e evoluindo. De fato, o que esta nova ciência nos está demonstrando, é que toda a matéria e energia são formas cristalizadas de amor. A luz é amor cristalizado e a matéria é luz cristalizada. Assim é que, no fundo, tudo está feito de amor, só que em diferente espaço ou formas. Do mesmo modo que o vapor, a água e o céu são uma coisa só, o amor, a luz e a matéria são uma coisa só: o amor que nos está sendo revelado e que nos está revelando a nós mesmos.

Para concluir, estou imensamente feliz de poder demonstrar que, por fim, teremos uma ciência que está baseada no amor e que derrubará todas as falsas crenças de separação e limitação.

http://calendariodapaz.com.br/homeLuaHarmonicaVermelha/movimento.php?cdItem=4&cdSubItem=8
Texto do cientista americano
MARK COMINGS
,
do Movimento Mundial de Paz
e de Mudança para o Calendário
de 13 Luas e 28 dias.
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