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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O caminho para sair da depressão


"...Quando você está totalmente presente no aqui e no agora, e observa seus pensamentos, sentimentos e emoções, você reconhece que eles são pensamentos, sentimentos e emoções; eles não são a realidade. Você não é absorvido por eles. Você mantém sua liberdade, e isso é muito importante..."



Palestra do Dharma da véspera de Ano Novo
por Thich Nhat Hanh - 31 de dezembro de 2005

Nós temos o poder de reconhecer nossos pensamentos, nossos sentimentos, nossas emoções, nossas percepções. Nós não temos que suprimi-las. Mas nós queremos ter o tempo e o espaço para olhar para elas e as reconhecer tais como elas são. Esta é a prática básica. Fazer o que for preciso para ficar presente no aqui e no agora. Muitas vezes o nosso corpo está aqui, mas nossa mente está em outro lugar. Nossos filhos não sentem que estamos verdadeiramente presentes.

Quando você vai a uma casa e você quer encontrar alguém nela, você pergunta, “há alguém em casa?”. E se alguém diz “sim”, então você ficará feliz. Você não quer ir a uma casa onde não tem ninguém. Muito frequentemente nós não estamos em casa. Estamos perdidos em nossos pensamentos, nossas preocupações, nossos projetos, nossa ansiedade, nosso medo. Nós estamos completamente perdidos. Não estamos lá para ficarmos a par do que está acontecendo. A prática oferecida a nós pelo Buda não é estar no piloto automático, mas a prática da consciência, da vida consciente.

Se você está deprimido ou se você está com medo de entrar em depressão, é esta a saída. Se você puder ficar presente, se você puder identificar os tipos de sentimentos e pensamentos que são responsáveis pela sua depressão, você poderá ser livre. Você sabe que este tipo de pensamento, este tipo de sentimento causará uma recaída, e que a conscientização é o início da cura, da sua liberdade. Você não está com medo. Se você estiver realmente presente, pode permitir que os materiais difíceis venham para que você possa reconhecê-los. E você pode fazer algo para convidar os materiais maravilhosos a virem e ficarem com você, para lhe ajudar a processar os materiais que você precisa processar.

O Reino de Deus não é uma idéia. É uma realidade. Todas as vezes que estamos conscientes, todas as vezes que estamos concentrados, podemos entrar em contato com o Reino de Deus para nossa transformação e cura. É claro, o inferno está aqui no momento presente, mas o Reino de Deus também está aqui no momento presente, e nós temos que escolher entre os dois.

Há poucos dias atrás, eu disse que muitas pessoas que nasceram na França não tiveram a chance de ver todas as belezas da França como país. Mas muitos de nós que vêm de outros países, temos a chance de apreciar a beleza da França. O fato é que o território da sabedoria e da compaixão, o Reino de Deus, a Terra Pura do Buda, está disponível. Mas nós estamos preocupados demais com nosso estreito território de sucesso e fracasso, com nossa vida diária e nossa raiva, preocupações, desespero. Então nós não tivemos a chance de destrancar a porta do Reino de Deus.

Para que possamos destrancar a porta da felicidade, a porta do Reino, a porta da compaixão e amor, precisamos de uma chave. Esta chave, de acordo com os ensinamentos do Buda, é o triplo treinamento da plena consciência, concentração e insight. O Reino de Deus é um lugar onde nós podemos cultivar o insight e a compaixão.

Quando você cultiva milho, você tem milho para comer. Quando você cultiva trigo, você tem trigo para comer. Quando você cultiva entendimento e compaixão, você tem compaixão e entendimento, a base para sua própria paz, liberdade e felicidade. E para que você cultive entendimento e compaixão, você tem que estar presente. Entender nosso sofrimento, raiva e depressão é muito importante. Estar ciente do sofrimento e entender que nosso sofrimento é a porta para os domínios da felicidade. A menos que você entenda a natureza do sofrimento, a causa do sofrimento, você não verá nenhum caminho que leve à transformação do sofrimento em felicidade.

O Buda falou sobre as Quatro Nobres Verdades. A primeira é estar consciente do sofrimento. Olhando profundamente para a natureza do sofrimento, você encontra a segunda Nobre Verdade: a falta de entendimento, a falta de compaixão.

Há um caminho que leva ao sofrimento: o ignóbil caminho da visão incorreta, do pensamento incorreto, da fala incorreta, da ação incorreta. Há um caminho que leva à felicidade, à cessação do sofrimento: o caminho do pensamento correto, da visão correta, da fala correta e da ação correta. Nós somos capazes de parar, de deixar o caminho do sofrimento e começar a tomar o caminho da felicidade. Todos nós somos capazes de produzir o pensamento correto.

Suponha que você olhe para um monge e tem um pensamento de que talvez ele tenha dito algo para o Thay, e é por isso que o Thay não olhou para você esta manhã. Você sabe que este tipo de pensamento traz sofrimento porque é um pensamento incorreto. Mas se você está atento para o fato de que este pensamento pode levar à raiva, ao desespero e ao ódio, você está livre. Você diz a si mesmo: “Eu tenho que produzir outro pensamento que seja digno de um praticante. Thay pode ter uma percepção errônea e meu respeito, mas como ele é meu professor eu preciso ajudá-lo”.

A verdade é que seu professor pode não ter entendido mal você, mas no caso de ele ter realmente lhe entendido mal, você não se importa porque ele é seu professor. Você pode ajudá-lo a corrigir seu erro de percepção. E com isso você tem paz, tem amor. Este tipo de pensamento traz felicidade. Você não é uma vítima de seu pensamento.

Se você aprende a olhar as pessoas e a pensar deste modo, você sofrerá menos no mesmo instante. Você olha para seu parceiro, seu filho, sua filha, seu pai, com olhos de compaixão e entendimento. Mesmo que você veja um defeito naquela pessoa, mesmo que aquela pessoa tenha dito ou feito algo que o faz sofrer, você dirá que ele ou ela é uma vítima de percepções incorretas e você precisa ajudá-lo ou ajudá-la. Este tipo de pensamento irá libertá-lo de seu sofrimento. Você sabe que com a prática do ouvir profundo e da fala amorosa, pode ajudá-lo a corrigir a percepção incorreta. (...)

Talvez a resolução que você queira fazer hoje, no último dia do ano de 2005, seja: “Eu decido que no próximo ano, começando amanhã, eu irei aprender a produzir pensamentos positivos e praticar o pensamento correto. Eu quero que meu pensamento vá na direção do entendimento e da compaixão. Mesmo que a pessoa na minha frente não esteja feliz, que esteja agindo e falando a partir de uma base de sofrimento, eu ainda sou capaz de produzir pensamentos na linha do pensamento correto.

E quando você faz tal resolução, está fazendo baseado na visão correta, porque ela é o fundamento do pensamento correto.

A visão correta nos diz que todos sofrem. E se as pessoas não sabem como lidar com seu sofrimento, dirão coisas ou farão coisas que fazem com as pessoas a seu redor sofram. Como um praticante, você não tem que sofrer, mesmo que a ação ou fala de outra pessoa seja negativa. Se você for capaz de tocar a compaixão e a visão correta dentro de você, você não sofrerá. Se você disser: “bom, eu tenho que ajudá-lo. Eu não quero puni-lo, eu quero ajudá-lo”. Este é o pensamento correto. E o pensamento correto faz com que você se sinta muito, mas muito melhor. Ele tem um efeito positivo na sua saúde e na saúde do mundo.

Então eu faço o voto: “decido que amanhã, no início do ano de 2006, eu farei meu melhor para praticar o pensamento correto”. O pensamento correto consolida sua visão correta. A fala correta também ajuda você a consolidar sua visão correta.

O que é a visão correta? Quando você está totalmente presente no aqui e no agora, e observa seus pensamentos, sentimentos e emoções, você reconhece que eles são pensamentos, sentimentos e emoções; eles não são a realidade. Você não é absorvido por eles. Você mantém sua liberdade, e isso é muito importante. Mesmo se um pensamento negativo surgir, você está totalmente presente no aqui e no agora. Se você se lembrar que seu pensamento é apenas um pensamento, isso permitirá que sua sabedoria, sua compaixão seja acionada para ajudar você. Isso o manterá livre.

O Buda é alguém feito de plena consciência, concentração, e insight. Plena consciência, concentração, e insight te trazem liberdade. A prática da plena consciência o ajuda a viver sua vida. Plena consciência nos permite reconhecer os pensamentos negativos e tocar as coisas positivas, e nós podemos abrir a porta do Reino de Deus em nós. É possível para nós tocarmos as maravilhas do Reino de Deus todo dia. A chave para o Reino é ficar presente no aqui e no agora, e permitir a nós mesmos o tempo entrarmos em profundo contato com o que está acontecendo e não reagir de imediato do modo como sempre fizemos.

Há muitas coisas concretas que podemos fazer que poderão nos trazer muita felicidade e liberdade. Quando eu andar, eu ando de tal modo que cada passo pode me trazer liberdade. Eu não me perco andando. Eu não me perco no passado ou no futuro ou em meus projetos enquanto estou andando. Enquanto estiver andando, quero provar as maravilhas da vida, as maravilhas do Reino de Deus. Há aqueles entre nós que são capazes de andar deste modo.

Enquanto estiver respirando, seja em uma posição sentado seja em uma posição de pé, nós podemos respirar de tal modo que reconhecemos que estamos vivos, que estamos presentes. Nós podemos entrar em contato com as maravilhas da vida.

Enquanto estivermos comendo, sabemos que estamos totalmente presentes. Somos nós que realizamos o trabalho de comer e não a máquina. Nós não estamos no piloto automático. Estamos vivendo de modo consciente.

O maior sucesso, o mais significativo tipo de sucesso é a liberdade. Nós temos que lutar por nossa liberdade. E não é indo para algum lugar, ou para o futuro, que temos liberdade; é exatamente no aqui e agora. O modo de começar é ficar presente, ficar vivo, ser você mesmo em todos os momentos.

Quando você escova seus dentes, por exemplo, você pode escolher escová-los de tal modo que a liberdade, alegria e felicidade sejam possíveis. Você pode estar no Reino de Deus escovando seus dentes, ou você pode estar no inferno escovando seus dentes. Isso depende do modo como você vive sua vida.

Liberdade é o solo para a felicidade, e o caminho da liberdade é o caminho da plena consciência. A prática da plena consciência como é apresentada em Plum Village é aprender como viver inteiramente presente a cada momento de sua vida diária. Este tipo de treinamento deve continuar se você não quiser cair no abismo do sofrimento e da depressão.

Porque temos uma Sangha que pratica viver em plena consciência, somos sustentados pela Sangha. A Sangha que está praticando plena consciência, concentração e liberdade, carrega dentro dela a presença do Buda e a presença da Terra Pura do Buda, o Reino de Deus.

Enquanto estamos reunidos nesta véspera de Ano Novo, nós percebemos que a Sangha está sempre lá para nós. Nós podemos nos refugiar na Sangha. Refugiar-se na Sangha significa refugiar-se no Buda, no Dharma. Isso significa viver sempre na Terra Pura do Buda, no Reino de Deus.

(Palestra do Dharma da véspera de Ano Novo por Thich Nhat Hanh -31 de dezembro de 2005)

Traduzido por Letícia Rothen


Sobre Thich Nhat Hanh

Monge budista vietinamita, poeta e ativista dos direitos humanos. É o autor de mais de 60 livros. No ano de l967, devido ao seu imenso esforço e pregação sem violência, pela reconciliação entre o Vietnam do Norte e o do Sul, ele foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz por Martin Luther King, Jr.
Em 1969, Thich Nhat Hanh chefiou a Delegação Budista Vietnamita da Paz na Conferência de Paz em Paris e após a Assinatura do Acordo de Paz, quando tentou retornar ao país, não mais foi permitido seu ingresso no Vietnam, e até hoje ele vive em exílio na França.
Em 1982, tendo como colaboradora a monja Chân Không, sua colega de muitos anos, fundou Plum Village, uma comunidade budista para monges e monjas, situada próxima a cidade de Bordeaux, no sudeste da França, onde ensina a "Arte de Viver em Plena Consciência". Em seus retiros participam a cada ano milhares de pessoas, procedentes de todas as partes do mundo. É autor de inúmeros livros sobre meditação, cura e transformação, e também inúmeros poemas e dirige retiros em vários lugares do mundo. Thay, como seus estudantes carinhosamente o chamam, continua a ensinar budismo engajado, responsabilidade social e dissolução da violência através da prática do viver consciente.
Quando ainda no Vietnã, exerceu o principal papel no "budismo engajado" - renovação religiosa da qual foram gerados inúmeros projetos, combinando ajuda às vítimas e oposição não violenta à guerra. 'Budismo engajado", como era conhecido esse movimento, segundo palavras do próprio Thich Nhat Hanh, "é um termo redundante, já que budismo significa estar consciente, estar desperto para o que está acontecendo no seu próprio corpo, sentimentos e mente, como também no mundo que o cerca. Se você está desperto, não pode agir de outra forma senão compassivamente para aliviar o sofrimento que vê ao redor.
O budismo é, portanto, implicitamente engajado. Se não é engajado, não é budismo".

http://www.viverconsciente.com/

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Para desenvolver a intuição, um conhecimento original


Nos níveis mais profundos da consciência existem respostas para todas as indagações. Saber disso é o primeiro passo para a intuição fluir livremente e trazer-nos essas soluções.

Intuição é a compreensão direta e clara de aspectos da realidade, e decorre do contato entre a consciência externa do indivíduo e seu mundo abstrato. Emerge sem que se lance mão do raciocínio. Independe da atividade mental, que pode até obstaculizá-la. Introduz-se na mente e imprime-se no cérebro no intervalo entre pensamentos. Quanto maior esse intervalo, mais nítida e completa será sua captação.

Para a intuição desenvolver-se, é importante o indivíduo plasmar as ideias de modo claro e coerente e entregá-las com desapego aos próprios núcleos internos. Assim, a energia do amor sabedoria inerente a esses núcleos pode fluir com maior liberdade e permear os corpos externos, advindo daí novo equilíbrio que propicia à intuição revelar-se.

Nesse processo, o fator fé é essencial. Sem a fé na luz existente no âmago do ser, fica-se envolvido em questões psicológicas e intelectuais e restrito a meras teorias.

A intuição é delicada, tênue, não se impõe. Às vezes faz-se presente, mas não chega a ser percebida, ou esvai-se tão logo se tente retê-la. Em geral, não se lhe dá importância por não corresponder a esquemas conhecidos. Todavia, com a prática de se abrir a ela, seu mecanismo desenvolve-se pouco a pouco e prevalece sobre o pensamento automatizado.

A intuição é universal, sintética, considera a realidade presente, única a cada instante, abarca a globalidade das conjunturas envolvidas e coloca cada detalhe no devido lugar. Surge pronta, completa, sem elaborações prévias e sem acarretar dúvida alguma.

O ceticismo, a crítica, o orgulho, o autoritarismo, a dissimulação, a complacência com tendências retrógradas da personalidade, o descontrole no uso da palavra, a convicção, o apego, a curiosidade, a impaciência e a inflexibilidade mental, entre outros fatores, costumam abafar-lhe a voz. Em geral a intuição se faz sentir de maneira mais nítida quando se entra em estados de calma, quietude, silêncio; quando se está vazio e totalmente receptivo. Ela não nasce de um estado emocional ou mental, mas advém de níveis profundos. O primeiro sinal de uma intuição verdadeira é não trazer consigo nenhuma forma de excitação: não provoca alegria, entusiasmo, tristeza, angústia. Vem de maneira clara e sem julgamentos. Às vezes é tão suave que sequer é notada.

O importante é estar imparcial diante das experiências pessoais e de experiências dos outros. Ao se manter essa neutralidade, tem-se clareza sobre o que vem à consciência. É fundamental não confundir intuição com convicção pessoal, que pode até ser positiva, mas se faz de fora para dentro; nasce na mente e se impõe ao ser. É parcial e não substitui a verdade. Estar convencido de alguma coisa não é o mesmo que receber intuição; pelo contrário: uma forte convicção pode ser obstáculo para captá-la.

A tarefa diante do próprio mundo interior, intuitivo, é estarmos receptivos e tranquilos, é sabermos que na essência a solução está pronta, à nossa espera.

"Primeiro desapegai-vos de vossas preferências e expectativas. Em seguida, renunciai a todo e qualquer resultado, reconhecendo a suprema sabedoria que tudo rege. Logo, aquietai-vos e entregai-vos a essa sabedoria. Porém, se realmente entregardes a vós mesmos e o vosso problema, não tenteis tomá-los de volta com o pensamento".

Trigueirinho

sábado, 8 de janeiro de 2011

Nova Terra


"...Tudo está vindo à tona para que você se perdoe e aprenda..."

"...Os que não forem conosco não se
lembrarão de terem nos conhecido e vice-versa.
Sem sofrimento para os dois lados.
Os animais de estimação poderão
estar lá nos esperando para o nosso deleite
(essa parte eu amei!).
Eu tenho uma tropa de amigos felinos me esperando!..."

por Vera Ghimel
veraghimel@oi.com.br everaghimmel@yahoo.com.br

Estamos nos aproximando do momento em que a Terra, ou o espírito de Gaia se desdobrará numa nova manifestação material. A 5ª Dimensão! Para quem não sabe é como se fôssemos receptores de uma TV que passará a receber o sinal de TV a cabo digitalizada. Nossa sintonia é que vai separar o joio do trigo. Nós nos auto-escolheremos. Essa manifestação já está pronta e tem gente já habitando por lá. E quem se projeta fora do corpo pode ir lá visitar. É uma natureza exuberante e serena, sem maremotos, terremotos, tsunamis, etc. Os animais não mais serão predadores uns dos outros e nós poderemos nos aproximar de leões, tigres (vide os tigres da Tailandia) e qualquer outra espécie dentro da escala evolutiva. Nem todas as espécies lá estarão, pois os insetos, em sua grande maioria não estão evoluídos. Portanto baratas, mosquitos, pulgas, carrapatos etc. fazem parte da terceira dimensão.
As espécies vegetais, minerais e animais também possuem uma escala de evolução e apenas lá estarão aquelas que já fizeram o seu "upgrade". Os seres humanos deverão estar numa vibração de amor e solidariedade. Recentemente, por orientação dos mentores espirituais fiz uma campanha para um asilo e para um grupo de socorro aos animais e enviei para cerca de 5 mil pessoas de minha lista. Obtive 10 respostas sendo 5 contribuições, ou seja 0,2% de pessoas antenadas. As 4.990 pessoas restantes não demonstraram interesse sequer. E foi assim que os mentores me disseram qual a quantidade de pessoas aptas a irem viver na 5ª dimensão.

Esse contingente de seres humanos aptos são os que vivem aqui na Terra cuidando do meio ambiente, ensinando as crianças a respeitarem as regras básicas, os que acreditam na lealdade, na gratidão, no acolhimento ao próximo, os que doam parte do seu tempo ao atendimento das necessidades do outro (Chico Xavier, a excepcional médium Célia, madre Tereza de Calcutá, Francisco de Assis, entre outros), os que trazem a inocência da criança, a leveza da alma, a ternura e delicadeza das pequenas atitudes, os que salvam os animais das mãos dos perversos; os idosos das mãos dos predadores carrascos. Eles são fontes de referência e inspiração para uma preparação para essa nova convivência nessa nova dimensão. É o céu na Terra, a Era do Ouro, tão prometido e propagado em que você viverá com o seu corpo físico (ou seja, não precisará desencarnar), mas que terá a alternativa de mudar de corpo, pois lá a co-criação estará ao seu alcance.

A morte, a doença, a sujeira e a pobreza que são flagelos de 3ª dimensão, não estarão presentes. Não comeremos carne e nem precisaremos nos alimentar a não ser pela forma mais natural que é de luz. Aliás, já tivemos a introdução dessa forma de alimentação por aqui. O sistema financeiro não precisará existir, pois obteremos todas as nossas necessidades sem precisar comprar nada, apenas criando. Consequentemente, não haverá competição e ponto para quem nunca acreditou que não é preciso que alguém sofra para o outro se dar bem na vida. Meu slogan sempre foi "tem que ser bom pra todo mundo, pois se não for bom pra um, alguma coisa está errada".  Essa dimensão nos permite criar o que precisamos e como estamos numa outra sintonia, ninguém ficará "criando" carros, casas, riquezas, lanchas, castelos, pois essa pessoa certamente não estará lá. A simplicidade e a certeza de que tudo poderá ser suprido sem precisar tirar nada de ninguém fará com que as pessoas se aproximem por afinidades de talentos, missões e gostos. Como somente uma pequena parte da humanidade fará essa mudança de realidade, não há problema de superpopulação. E a 5ª dimensão é apenas um degrau dos tantos a subir. Esse estágio é o inicio de uma jornada para as dimensões maiores e que nos dá uma idéia do que se pode esperar no futuro.

As capacidades psíquicas individuais estarão desenvolvidas e o DNA terá as 12 hélices despertadas. As crianças nascidas, em sua grande maioria na década de 2000 já têm o passaporte carimbado. O planeta Terra terá, na 3ª dimensão, as conseqüências das atitudes tomadas ao longo dessa jornada. E não sou eu quem diz, são os cientistas australianos que já definiram a data da morte dos oceanos que será entre 2030 e 2050. Os corais estão brotando totalmente brancos que é o primeiro sinal da 6ª extinção da vida na Terra.

As pessoas que têm ainda a possibilidade de viverem nessa dimensão (5ª) estão tendo acelerados o seu processo de neutralização de "karma" que nada mais é do que ter consciência daquilo que ainda precisa aprender. Para muitos está sendo difícil, pois é como você estar na sala de uma faculdade tendo que fazer 5 anos em 1. Tudo está vindo à tona para que você se perdoe e aprenda. O nosso projeto reencarnatório, feito antes de nascer, por nós mesmos, muitas vezes é fundamentado num sentimento de remorso, culpa ou vergonha. Se mudarmos o foco e entendermos que de nada adianta ficar nessa e que se nos perdoarmos e procurarmos outra forma de executar aquela experiência que foi desastrosa em outras vidas ou mesmo nessa, o alívio será imediato e você funcionará pelo caminho do amor.

Em alguns locais do planeta já podemos ver a sintonia da 5ª dimensão, como aconteceu recentemente nas Montanhas Foja, na ilha indonésia da Nova Guiné, onde foi descoberto um paraíso escondido, com mais de 700 tipos de plantas e animais. O local se manteve intocado pelos humanos. São os sinais desse céu na Terra. Algumas cidades no mundo serão aproveitadas como matrizes de réplica e no Brasil já temos várias. Viverei breve numa delas. Alguns grupos estão sendo orientados para se instalarem nelas. Então, se alguém se sentir impelido para se mudar para um local que viva em consonância com a natureza, que as casas sejam todas alicerçadas no chão. Não precisa ser longe da costa, pois a clonagem desse local para a 5ª dimensão não trará perigo de invasão de águas, o que não será possível para quem ficar em 3ª dimensão.

Uma das informações que os mentores me disseram foi que nessa dimensão encontraremos com quem quisermos e que já tenha partido pelo desencarne. Não que necessariamente estejam lá morando, pois algumas dessas pessoas ainda estão numa jornada de ascensão, mas haverá essa possibilidade de matar a saudade. Não haverá sentimento de perda, pois o desapego será uma constante. Os que não forem conosco não se lembrarão de terem nos conhecido e vice-versa. Sem sofrimento para os dois lados. Os animais de estimação poderão estar lá nos esperando para o nosso deleite (essa parte eu amei!). Eu tenho uma tropa de amigos felinos me esperando! Como não haverá hospitais, penitenciárias, delegacias, farmácias, laboratórios, consultórios, entre outros, por total falta de público, haverá muito mais de centros de estudos, universidades, teatros, cinemas, quadras de prática de esporte sem a preocupação de ganhar, ganhar, ganhar... A sociedade será organizada em torno de estudo, esporte, cultura e arte.

A vida traz uma democrática forma de compensar. Aqueles que fizeram bem feito na sua estadia por aqui terão essa recompensa de viver em Paz, com pessoas afins, reconhecendo suas almas gêmeas para até casarem, vivendo a saúde, o amor, a abundância, a solidariedade, e a tão sonhada PAZ!

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