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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O silêncio


Desconheço poder maior que o do silêncio. A Mãe Terra germina as sementes no silêncio; a fonte de água cristalina nasce no silêncio; as flores desabrocham... em silêncio; as melhores idéias sugem no silêncio; pode-se evitar um confronto através do silêncio, e tantas outras realizações contam com o silêncio para chegarem à sua conclusão. O ser humano tem uma necessidade incrível de falar, expressar opiniões, criticar, elogiar, perguntar, responder, complementar uma idéia, argumentar, convencer, contrapor, concordar, discordar, comentar......

Perdemos preciosas oportunidades de ficar em silêncio e, muitas vezes, provocamos uma discórdia em função do mau uso do poder da palavra! O silêncio é parte da criação, carrega de energia o projeto que está sendo elaborado em silêncio e ainda permite manter pura a imagem original do que se deseja criar. Quando nos sentimos ansiosos, o melhor remédio é uma respiração profunda e ... o silêncio. Quando não sabemos o que dizer, a melhor postura é o silêncio. quando não sabemos o que fazer (ou que atitude tomar) a melhor postura ainda é o silêncio. Se fica difícil suportar o silêncio, é hora de analisar nossas posturas mentais e nossas emoções que necessitam de uma mudança, afim de que a nossa atenção possa voltar-se para o ser interno. É no silêncio que encontramos nosso Deus Interno, nossa Luz, nossa Essência e nosso Poder Maior. É através do silêncio exterior que podemos ouvir a Voz Interior (intuição) que nos guia e protege. Abençoado o silêncio que lhe permite a conexão consigo para descobrir o Ser maravilhoso que habita o seu interior!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Para desenvolver a intuição, um conhecimento original


Nos níveis mais profundos da consciência existem respostas para todas as indagações. Saber disso é o primeiro passo para a intuição fluir livremente e trazer-nos essas soluções.

Intuição é a compreensão direta e clara de aspectos da realidade, e decorre do contato entre a consciência externa do indivíduo e seu mundo abstrato. Emerge sem que se lance mão do raciocínio. Independe da atividade mental, que pode até obstaculizá-la. Introduz-se na mente e imprime-se no cérebro no intervalo entre pensamentos. Quanto maior esse intervalo, mais nítida e completa será sua captação.

Para a intuição desenvolver-se, é importante o indivíduo plasmar as ideias de modo claro e coerente e entregá-las com desapego aos próprios núcleos internos. Assim, a energia do amor sabedoria inerente a esses núcleos pode fluir com maior liberdade e permear os corpos externos, advindo daí novo equilíbrio que propicia à intuição revelar-se.

Nesse processo, o fator fé é essencial. Sem a fé na luz existente no âmago do ser, fica-se envolvido em questões psicológicas e intelectuais e restrito a meras teorias.

A intuição é delicada, tênue, não se impõe. Às vezes faz-se presente, mas não chega a ser percebida, ou esvai-se tão logo se tente retê-la. Em geral, não se lhe dá importância por não corresponder a esquemas conhecidos. Todavia, com a prática de se abrir a ela, seu mecanismo desenvolve-se pouco a pouco e prevalece sobre o pensamento automatizado.

A intuição é universal, sintética, considera a realidade presente, única a cada instante, abarca a globalidade das conjunturas envolvidas e coloca cada detalhe no devido lugar. Surge pronta, completa, sem elaborações prévias e sem acarretar dúvida alguma.

O ceticismo, a crítica, o orgulho, o autoritarismo, a dissimulação, a complacência com tendências retrógradas da personalidade, o descontrole no uso da palavra, a convicção, o apego, a curiosidade, a impaciência e a inflexibilidade mental, entre outros fatores, costumam abafar-lhe a voz. Em geral a intuição se faz sentir de maneira mais nítida quando se entra em estados de calma, quietude, silêncio; quando se está vazio e totalmente receptivo. Ela não nasce de um estado emocional ou mental, mas advém de níveis profundos. O primeiro sinal de uma intuição verdadeira é não trazer consigo nenhuma forma de excitação: não provoca alegria, entusiasmo, tristeza, angústia. Vem de maneira clara e sem julgamentos. Às vezes é tão suave que sequer é notada.

O importante é estar imparcial diante das experiências pessoais e de experiências dos outros. Ao se manter essa neutralidade, tem-se clareza sobre o que vem à consciência. É fundamental não confundir intuição com convicção pessoal, que pode até ser positiva, mas se faz de fora para dentro; nasce na mente e se impõe ao ser. É parcial e não substitui a verdade. Estar convencido de alguma coisa não é o mesmo que receber intuição; pelo contrário: uma forte convicção pode ser obstáculo para captá-la.

A tarefa diante do próprio mundo interior, intuitivo, é estarmos receptivos e tranquilos, é sabermos que na essência a solução está pronta, à nossa espera.

"Primeiro desapegai-vos de vossas preferências e expectativas. Em seguida, renunciai a todo e qualquer resultado, reconhecendo a suprema sabedoria que tudo rege. Logo, aquietai-vos e entregai-vos a essa sabedoria. Porém, se realmente entregardes a vós mesmos e o vosso problema, não tenteis tomá-los de volta com o pensamento".

Trigueirinho
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