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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Formas de Evoluções, Rituais, Emoções, Dimensões


1- FORMAS DE EVOLUÇÃO

Existem duas formas possíveis de evolução.
Uma é externa ou horizontal; a outra interna ou vertical.
Uma é a expansão; a outra a elevação. A expansão é tridimensional. Ela expande os limites da tua consciência pensante, racional, mental concreto. A elevação é a que permite a tua introdução em dimensões e reinos internos, fora da terceira dimensão.
A primeira pode ser a devoção por seres, por deuses, deus ou divindades, através das religiões; a outra é o caminho solitário do encontro interno.
O caminho externo também pode ser considerado evolutivo porque trás uma compreensão mais profunda da vida das relações e do próprio individuo que a siga (mas de forma horizontalizada). A segunda eu considero a verdadeira evolução porque, em considerar mais a parte interna, trabalha mais intimamente com a verdade imutável e na manifestação desta verdade interna na vida pratica.


2- VIVER NO MUNDO SEM SER DO MUNDO

Há algo de viver no mundo sem ser do mundo nisto. Esta é uma boa comparação. A escolha precisa ser feita num determinado momento, para saber-se o que escolher: o mundo corrente, da realidade externa, ou o mundo interno, da loucura santa e da realidade oculta (pela mente pensante e pela sociedade). Mas quando esta escolha é feita e o caminho trilhado, quando a certeza do mundo interno desperta e temos consciência que ele está em nós e que podemos ver esta realidade mais clara e mais calma, até, podemos voltar ao mundo, na tentativa de equilíbrio entre aquilo que vivenciamos no interno com o que temos que realizar e ser enquanto encarnados e vivendo aqui neste plano, neste mundo, com outros seres humanos que ainda não conseguiram perceber isto. E é só a partir deste ponto que ajudamos de fato, porque com a conquista da visão interna, que não é a visão de coisas ou fenômenos, mas a percepção da vida interna, então de fato conquistamos algo concreto. E isto nos torna fonte de toda energia e auxilio que outros possam querer.


3- RITUAIS

Quanto aos rituais, dentro do contexto todo que estou tentando mostrar, ele deve ser interno. Eles foram instituídos para recriar o movimento da energia percebida no plano interno, fruto do contato com seres e dimensões que antes estavam mais acessíveis para o ser humano, dada a densidade planetária. Hoje é no silencio que isto se recria. Por isto se diz que atualmente não se usa mais ritual.
As iniciações nas escolas esotéricas ou grupos que se utilizem desta prática seguem este mesmo princípio, da conexão entre o interno e o externo, mas atualmente existe uma forte interrupção deste contato, fruto mesmo da boa intenção dos que tentam auxiliar a elas, os iniciadores e os iniciantes. O que provoca esta interrupção são as misturas de energias e freqüências, elas limitam, dispersam, conectam com seres e forcas que desvirtuam a integridade original e até sagrada do método ao qual o iniciando esta sendo introduzido. Desta maneira, a chamada tolerância religiosa ou de praticas só funciona na “câmara externa”, pois na interna é impossível que iniciador e iniciando pertençam a correntes diferentes da que é necessária para a sua conexão. (lembra do “impossível servir a dois senhores”?)
Por exemplo, estou tentando formar com o MOINTIAN grupos de pessoas internamente fortes e conscientes naquilo que fazem e sejam a tal ponto que possam por si mesmas reformular suas praticas e processos para encontro interno. São pessoas que tem a força para a conexão interna, para a verdadeira iniciação. Desta maneira funciona ou pode acontecer o encontro ecumênico, porque nenhum precisa invadir o terreno do outro, pois sabe que qualquer um tem a força para despertar aos que encontrem.


4- EMOÇÕES

Nos dias de hoje, com o que já conquistamos - como humanidade, espiritualmente - não cabe mais a resolução de conflitos puramente emocionais. Exige-se uma elevação de certos conceitos e que devem refletir-se na vida pratica produzindo uma atitude mental que nos permita alcançar uma compreensão mais apurada do que sejam de fato as emoções.
Neste contexto, a cura emocional deve basear-se em reconhecer o que a vida nos oferece e não o que ela tenha nos retirado.
É uma simples mudança de perspectiva mas que faz toda a diferença. Além do que nos preserva de continuarmos no papel de sofredores e nos recoloca no papel de seres responsáveis, integrados e perfeitos.
Abraça o teu vizinho, o teu colega, mas não exige o abraço daqueles que não estão ao teu lado.
Mas sempre cuida para que este abraço não seja para retirar a energia boa da pessoa, mas para dar-lhe ou, no mínimo, para trocar.


5- PERCEBENDO DIMENSÕES

O interessante disto tudo é que nas diferenças das pessoas podemos ver e perceber diferentes dimensões de realidade. Como? Simples: cada um de nós (ou muitos grupos) vive em dimensões diferentes, realidades, de vida, de cultura, de consciência, completamente distintos. O fantástico disto é que de alguma forma interagimos, mas interagimos no que chamamos espaço próprio, que é o respeito pelo nosso ambiente. Interagimos com todas as dimensões, mas não emergimos nas dimensões dos outros. Veja como isto é certo quando olhamos a vida das pessoas. Quantas realidades, modos de vida, completamente diferentes. Mas interagimos porque percebemos estas realidades. Mas elas não fazem parte de nós. De certa forma estamos inseridos nelas ou as percebemos porque já tivemos alguns traços delas ou teremos, do contrario, não estariam na nossa percepção, no nosso quadro de percepção. Então esta pequena demonstração serve para que saibamos que vivemos em um mar de dimensões.
Da mesma maneira, observando as transformações que ocorrem em nossos corpos físicos no decorrer de nossa vida, bastando olhar para o passado, lembrar do passado, podemos perceber que fomos várias pessoas distintas. A única coisa imutável, e também em apenas alguns aspectos, porque houve transformações internas, foi nossa consciência. Quanto mais conscientes estivemos em cada fase de vida, mais imutável foi nossa essência enquanto nosso corpo se transformava. E isto que estamos analisando apenas a vida presente. Agora, se colocamos estes mesmos fatos para o interno e mais profundo, vamos poder relacionar isto com a vida da alma, da monada, e disto concluímos que a alma passa pelas mesmas transformações, mas apenas não percebemos ou não lembramos porque não estávamos totalmente conscientes da importância dos eventos que estávamos vivendo. Quando estas coisas de fato se tornam importantes, mais consciência tomamos, e as marcas se tornam permanentes, despertando as lembranças. E outro fator que não devemos esquecer é que temos diversos mecanismos em nossa mente que nos protege do excesso de informação. Como por exemplo, não estamos conscientes de todos os processos automáticos do nosso corpo, da mesma forma que não temos consciência do sem numero de informações que passam pela nossa mente e consciência durante um dia apenas. Agora, querer ter esta consciência expandida para anos passados e para outras vidas, realmente é muito complicado. Por isto que os eventos do passado devem aparecer naturalmente, quando são de fato transformadores e marcantes.

por Delci Jardim


Imagens GOOGLE

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O caminho para sair da depressão


"...Quando você está totalmente presente no aqui e no agora, e observa seus pensamentos, sentimentos e emoções, você reconhece que eles são pensamentos, sentimentos e emoções; eles não são a realidade. Você não é absorvido por eles. Você mantém sua liberdade, e isso é muito importante..."



Palestra do Dharma da véspera de Ano Novo
por Thich Nhat Hanh - 31 de dezembro de 2005

Nós temos o poder de reconhecer nossos pensamentos, nossos sentimentos, nossas emoções, nossas percepções. Nós não temos que suprimi-las. Mas nós queremos ter o tempo e o espaço para olhar para elas e as reconhecer tais como elas são. Esta é a prática básica. Fazer o que for preciso para ficar presente no aqui e no agora. Muitas vezes o nosso corpo está aqui, mas nossa mente está em outro lugar. Nossos filhos não sentem que estamos verdadeiramente presentes.

Quando você vai a uma casa e você quer encontrar alguém nela, você pergunta, “há alguém em casa?”. E se alguém diz “sim”, então você ficará feliz. Você não quer ir a uma casa onde não tem ninguém. Muito frequentemente nós não estamos em casa. Estamos perdidos em nossos pensamentos, nossas preocupações, nossos projetos, nossa ansiedade, nosso medo. Nós estamos completamente perdidos. Não estamos lá para ficarmos a par do que está acontecendo. A prática oferecida a nós pelo Buda não é estar no piloto automático, mas a prática da consciência, da vida consciente.

Se você está deprimido ou se você está com medo de entrar em depressão, é esta a saída. Se você puder ficar presente, se você puder identificar os tipos de sentimentos e pensamentos que são responsáveis pela sua depressão, você poderá ser livre. Você sabe que este tipo de pensamento, este tipo de sentimento causará uma recaída, e que a conscientização é o início da cura, da sua liberdade. Você não está com medo. Se você estiver realmente presente, pode permitir que os materiais difíceis venham para que você possa reconhecê-los. E você pode fazer algo para convidar os materiais maravilhosos a virem e ficarem com você, para lhe ajudar a processar os materiais que você precisa processar.

O Reino de Deus não é uma idéia. É uma realidade. Todas as vezes que estamos conscientes, todas as vezes que estamos concentrados, podemos entrar em contato com o Reino de Deus para nossa transformação e cura. É claro, o inferno está aqui no momento presente, mas o Reino de Deus também está aqui no momento presente, e nós temos que escolher entre os dois.

Há poucos dias atrás, eu disse que muitas pessoas que nasceram na França não tiveram a chance de ver todas as belezas da França como país. Mas muitos de nós que vêm de outros países, temos a chance de apreciar a beleza da França. O fato é que o território da sabedoria e da compaixão, o Reino de Deus, a Terra Pura do Buda, está disponível. Mas nós estamos preocupados demais com nosso estreito território de sucesso e fracasso, com nossa vida diária e nossa raiva, preocupações, desespero. Então nós não tivemos a chance de destrancar a porta do Reino de Deus.

Para que possamos destrancar a porta da felicidade, a porta do Reino, a porta da compaixão e amor, precisamos de uma chave. Esta chave, de acordo com os ensinamentos do Buda, é o triplo treinamento da plena consciência, concentração e insight. O Reino de Deus é um lugar onde nós podemos cultivar o insight e a compaixão.

Quando você cultiva milho, você tem milho para comer. Quando você cultiva trigo, você tem trigo para comer. Quando você cultiva entendimento e compaixão, você tem compaixão e entendimento, a base para sua própria paz, liberdade e felicidade. E para que você cultive entendimento e compaixão, você tem que estar presente. Entender nosso sofrimento, raiva e depressão é muito importante. Estar ciente do sofrimento e entender que nosso sofrimento é a porta para os domínios da felicidade. A menos que você entenda a natureza do sofrimento, a causa do sofrimento, você não verá nenhum caminho que leve à transformação do sofrimento em felicidade.

O Buda falou sobre as Quatro Nobres Verdades. A primeira é estar consciente do sofrimento. Olhando profundamente para a natureza do sofrimento, você encontra a segunda Nobre Verdade: a falta de entendimento, a falta de compaixão.

Há um caminho que leva ao sofrimento: o ignóbil caminho da visão incorreta, do pensamento incorreto, da fala incorreta, da ação incorreta. Há um caminho que leva à felicidade, à cessação do sofrimento: o caminho do pensamento correto, da visão correta, da fala correta e da ação correta. Nós somos capazes de parar, de deixar o caminho do sofrimento e começar a tomar o caminho da felicidade. Todos nós somos capazes de produzir o pensamento correto.

Suponha que você olhe para um monge e tem um pensamento de que talvez ele tenha dito algo para o Thay, e é por isso que o Thay não olhou para você esta manhã. Você sabe que este tipo de pensamento traz sofrimento porque é um pensamento incorreto. Mas se você está atento para o fato de que este pensamento pode levar à raiva, ao desespero e ao ódio, você está livre. Você diz a si mesmo: “Eu tenho que produzir outro pensamento que seja digno de um praticante. Thay pode ter uma percepção errônea e meu respeito, mas como ele é meu professor eu preciso ajudá-lo”.

A verdade é que seu professor pode não ter entendido mal você, mas no caso de ele ter realmente lhe entendido mal, você não se importa porque ele é seu professor. Você pode ajudá-lo a corrigir seu erro de percepção. E com isso você tem paz, tem amor. Este tipo de pensamento traz felicidade. Você não é uma vítima de seu pensamento.

Se você aprende a olhar as pessoas e a pensar deste modo, você sofrerá menos no mesmo instante. Você olha para seu parceiro, seu filho, sua filha, seu pai, com olhos de compaixão e entendimento. Mesmo que você veja um defeito naquela pessoa, mesmo que aquela pessoa tenha dito ou feito algo que o faz sofrer, você dirá que ele ou ela é uma vítima de percepções incorretas e você precisa ajudá-lo ou ajudá-la. Este tipo de pensamento irá libertá-lo de seu sofrimento. Você sabe que com a prática do ouvir profundo e da fala amorosa, pode ajudá-lo a corrigir a percepção incorreta. (...)

Talvez a resolução que você queira fazer hoje, no último dia do ano de 2005, seja: “Eu decido que no próximo ano, começando amanhã, eu irei aprender a produzir pensamentos positivos e praticar o pensamento correto. Eu quero que meu pensamento vá na direção do entendimento e da compaixão. Mesmo que a pessoa na minha frente não esteja feliz, que esteja agindo e falando a partir de uma base de sofrimento, eu ainda sou capaz de produzir pensamentos na linha do pensamento correto.

E quando você faz tal resolução, está fazendo baseado na visão correta, porque ela é o fundamento do pensamento correto.

A visão correta nos diz que todos sofrem. E se as pessoas não sabem como lidar com seu sofrimento, dirão coisas ou farão coisas que fazem com as pessoas a seu redor sofram. Como um praticante, você não tem que sofrer, mesmo que a ação ou fala de outra pessoa seja negativa. Se você for capaz de tocar a compaixão e a visão correta dentro de você, você não sofrerá. Se você disser: “bom, eu tenho que ajudá-lo. Eu não quero puni-lo, eu quero ajudá-lo”. Este é o pensamento correto. E o pensamento correto faz com que você se sinta muito, mas muito melhor. Ele tem um efeito positivo na sua saúde e na saúde do mundo.

Então eu faço o voto: “decido que amanhã, no início do ano de 2006, eu farei meu melhor para praticar o pensamento correto”. O pensamento correto consolida sua visão correta. A fala correta também ajuda você a consolidar sua visão correta.

O que é a visão correta? Quando você está totalmente presente no aqui e no agora, e observa seus pensamentos, sentimentos e emoções, você reconhece que eles são pensamentos, sentimentos e emoções; eles não são a realidade. Você não é absorvido por eles. Você mantém sua liberdade, e isso é muito importante. Mesmo se um pensamento negativo surgir, você está totalmente presente no aqui e no agora. Se você se lembrar que seu pensamento é apenas um pensamento, isso permitirá que sua sabedoria, sua compaixão seja acionada para ajudar você. Isso o manterá livre.

O Buda é alguém feito de plena consciência, concentração, e insight. Plena consciência, concentração, e insight te trazem liberdade. A prática da plena consciência o ajuda a viver sua vida. Plena consciência nos permite reconhecer os pensamentos negativos e tocar as coisas positivas, e nós podemos abrir a porta do Reino de Deus em nós. É possível para nós tocarmos as maravilhas do Reino de Deus todo dia. A chave para o Reino é ficar presente no aqui e no agora, e permitir a nós mesmos o tempo entrarmos em profundo contato com o que está acontecendo e não reagir de imediato do modo como sempre fizemos.

Há muitas coisas concretas que podemos fazer que poderão nos trazer muita felicidade e liberdade. Quando eu andar, eu ando de tal modo que cada passo pode me trazer liberdade. Eu não me perco andando. Eu não me perco no passado ou no futuro ou em meus projetos enquanto estou andando. Enquanto estiver andando, quero provar as maravilhas da vida, as maravilhas do Reino de Deus. Há aqueles entre nós que são capazes de andar deste modo.

Enquanto estiver respirando, seja em uma posição sentado seja em uma posição de pé, nós podemos respirar de tal modo que reconhecemos que estamos vivos, que estamos presentes. Nós podemos entrar em contato com as maravilhas da vida.

Enquanto estivermos comendo, sabemos que estamos totalmente presentes. Somos nós que realizamos o trabalho de comer e não a máquina. Nós não estamos no piloto automático. Estamos vivendo de modo consciente.

O maior sucesso, o mais significativo tipo de sucesso é a liberdade. Nós temos que lutar por nossa liberdade. E não é indo para algum lugar, ou para o futuro, que temos liberdade; é exatamente no aqui e agora. O modo de começar é ficar presente, ficar vivo, ser você mesmo em todos os momentos.

Quando você escova seus dentes, por exemplo, você pode escolher escová-los de tal modo que a liberdade, alegria e felicidade sejam possíveis. Você pode estar no Reino de Deus escovando seus dentes, ou você pode estar no inferno escovando seus dentes. Isso depende do modo como você vive sua vida.

Liberdade é o solo para a felicidade, e o caminho da liberdade é o caminho da plena consciência. A prática da plena consciência como é apresentada em Plum Village é aprender como viver inteiramente presente a cada momento de sua vida diária. Este tipo de treinamento deve continuar se você não quiser cair no abismo do sofrimento e da depressão.

Porque temos uma Sangha que pratica viver em plena consciência, somos sustentados pela Sangha. A Sangha que está praticando plena consciência, concentração e liberdade, carrega dentro dela a presença do Buda e a presença da Terra Pura do Buda, o Reino de Deus.

Enquanto estamos reunidos nesta véspera de Ano Novo, nós percebemos que a Sangha está sempre lá para nós. Nós podemos nos refugiar na Sangha. Refugiar-se na Sangha significa refugiar-se no Buda, no Dharma. Isso significa viver sempre na Terra Pura do Buda, no Reino de Deus.

(Palestra do Dharma da véspera de Ano Novo por Thich Nhat Hanh -31 de dezembro de 2005)

Traduzido por Letícia Rothen


Sobre Thich Nhat Hanh

Monge budista vietinamita, poeta e ativista dos direitos humanos. É o autor de mais de 60 livros. No ano de l967, devido ao seu imenso esforço e pregação sem violência, pela reconciliação entre o Vietnam do Norte e o do Sul, ele foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz por Martin Luther King, Jr.
Em 1969, Thich Nhat Hanh chefiou a Delegação Budista Vietnamita da Paz na Conferência de Paz em Paris e após a Assinatura do Acordo de Paz, quando tentou retornar ao país, não mais foi permitido seu ingresso no Vietnam, e até hoje ele vive em exílio na França.
Em 1982, tendo como colaboradora a monja Chân Không, sua colega de muitos anos, fundou Plum Village, uma comunidade budista para monges e monjas, situada próxima a cidade de Bordeaux, no sudeste da França, onde ensina a "Arte de Viver em Plena Consciência". Em seus retiros participam a cada ano milhares de pessoas, procedentes de todas as partes do mundo. É autor de inúmeros livros sobre meditação, cura e transformação, e também inúmeros poemas e dirige retiros em vários lugares do mundo. Thay, como seus estudantes carinhosamente o chamam, continua a ensinar budismo engajado, responsabilidade social e dissolução da violência através da prática do viver consciente.
Quando ainda no Vietnã, exerceu o principal papel no "budismo engajado" - renovação religiosa da qual foram gerados inúmeros projetos, combinando ajuda às vítimas e oposição não violenta à guerra. 'Budismo engajado", como era conhecido esse movimento, segundo palavras do próprio Thich Nhat Hanh, "é um termo redundante, já que budismo significa estar consciente, estar desperto para o que está acontecendo no seu próprio corpo, sentimentos e mente, como também no mundo que o cerca. Se você está desperto, não pode agir de outra forma senão compassivamente para aliviar o sofrimento que vê ao redor.
O budismo é, portanto, implicitamente engajado. Se não é engajado, não é budismo".

http://www.viverconsciente.com/

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

DNA E AS EMOÇÕES

"...Busque algo pelo qual você possa estar
alegre todos os dias, cada hora se possível, momento
a momento, ainda que sejam alguns poucos minutos.
Esta é a mais fácil e melhor das proteções
que você poderá ter..."

Imagem Google

por Vera Helena Tanze

Experiências e respostas do DNA em relação às nossas emoções
(por Gregg Braden)

A seguir, três assombrosos experimentos com o DNA (ADN) que provam as qualidades e sua autocura em consonância com os sentimentos da pessoa (...)

EXPERIMENTO 1

O primeiro experimento foi realizado pelo Dr. Vladimir Poponin, um biólogo quântico. Nessa experiência começou-se por esvaziar um recipiente (quer dizer que se criou um vazio em seu interior) e o único elemento deixado dentro foram fótons (partículas de luz). Foi medida a distribuição desses fótons e descobriu-se que estavam distribuídos aleatoriamente dentro desse recipiente.

Esse era o resultado esperado. Então foi colocada dentro do recipiente uma amostra de DNA e a localização dos fótons foi medida novamente. Dessa vez os fótons haviam se ORGANIZADO EM LINHA com o DNA. Em outras palavras, o DNA físico produziu um efeito nos fótons não-físicos.
Depois disso, a amostra de DNA foi removida do recipiente e a distribuição dos fótons foi medida novamente. Os fótons PERMANECERAM ORDENADOS e alinhados onde havia estado o DNA.
A que estão conectadas as partículas de luz?

Gregg Braden diz que estamos impelidos a aceitar a possibilidade de que exista um NOVO campo de energia e que o DNA está se comunicando com os fótons por meio desse campo.

EXPERIMENTO 2

Esse experimento foi levado a cabo pelos militares. Foram recolhidas amostras de leucócitos (células sanguíneas brancas) de um número de doadores. Essas amostras foram colocadas em um local equipado com um aparelho de medição das mudanças elétricas. Nessa experiência, o doador era colocado em um local e submetido a "estímulos emocionais" provenientes de videoclipes que geravam emoções ao doador. O DNA era colocado em um lugar diferente do que se encontrava o doador, mas no mesmo edifício.
Ambos, doador e seu DNA, eram monitorados e quando o doador mostrava seus altos e baixos emocionais (medidos em ondas elétricas) o DNA expressava RESPOSTAS IDÊNTICAS e AO MESMO TEMPO. Não houve lapso e retardo de tempo de transmissão. Os altos e baixos do DNA COINCIDIRAM EXATAMENTE com os altos e baixos do doador.
Os militares queriam saber o quão distantes podiam ser separados o doador e seu DNA e continuarem observando este efeito. Pararam de experimentar quando a separação atingiu 80 quilômetros entre o DNA e seu doador e continuaram tendo o MESMO resultado. Sem lapso e sem retardo de transmissão. O DNA e o doador tiveram as mesmas respostas ao mesmo tempo. Que significa isso?
Gregg Braden diz que as células vivas se reconhecem por uma forma de energia não reconhecida anteriormente. Essa energia não é afetada pela distância e nem pelo tempo. Essa não é uma forma de energia localizada, é uma energia que existe em todas as partes e todo o tempo.

EXPERIMENTO 3

O terceiro experimento foi realizado pelo Instituto Heart Math e o documento que lhe dá suporte tem este título: Efeitos locais e não locais de freqüências coerentes do coração e alterações na conformação do DNA (Não se fixem no título, a informação é incrível!) Esse experimento relaciona-se diretamente com a situação com o antrax. Nesse experimento tomou-se o DNA de placenta humana (a forma mais prístina de DNA) e colocou-se em um recipiente onde se podia medir suas alterações. 28 amostras foram distribuídas, em tubos de ensaio, ao mesmo número de pesquisadores previamente treinados. Cada pesquisador havia sido treinado a gerar e SENTIR sentimentos, e cada um deles podia ter fortes emoções. O que se descobriu foi que o DNA MUDOU DE FORMA de acordo com os sentimentos dos pesquisadores.
1. Quando os pesquisadores sentiram gratidão, amor e apreço, o DNA respondeu RELAXANDO-SE e seus filamentos esticando-se. O DNA tornou-se mais grosso.
Quando os pesquisadores SENTIRAM raiva, medo ou stress, o DNA respondeu APERTANDO-SE. Tornou-se mais curto e APAGOU muitos códigos.
Você há se sentiu alguma vez "descarregado" por emoções negativas?
Agora já sabe por que seu corpo também se descarrega!
Os códigos de DNA conectaram-se novamente quando os pesquisadores tiveram sentimentos de amor, alegria, gratidão e apreço.
Essa experiência foi aplicada posteriormente a pacientes com HIV positivo.
Descobriram que os sentimentos de amor, gratidão e apreço criaram RESPOSTAS DE IMUNIDADE 300.000 vezes maiores que a que tiveram sem eles.
Assim, temos aqui uma resposta que nos pode auxiliar a permanecer com saúde, sem importar quão daninho seja o vírus ou a bactéria que esteja flutuando ao redor. Mantendo os sentimentos de alegria, amor, gratidão e apreço. Essas alterações emocionais foram mais além de seus efeitos eletromagnéticos. Os indivíduos treinados para sentir amor profundo foram capazes de mudar a forma de seu DNA.

Gregg Braden diz que isso ilustra uma nova forma de energia que conecta toda a criação. Essa energia parece ser uma REDE ESTREITAMENTE TECIDA que conecta toda a matéria. Podemos influenciar essencialmente essa rede de criação por meio de nossas VIBRAÇÕES.

RESUMO:

O que tem a ver os resultados dessas experiências com nossa situação presente?
Essa é a ciência que nos permite escolher uma linha de tempo que nos permite estar a salvo, não importa o que aconteça. Como Gregg explica em seu livro O EFEITO DE ISAÍAS, basicamente o tempo não é apenas linear (passado, presente e futuro) mas também é profundidade. A profundidade do tempo consiste em todas as linhas de tempo e de oração que possam ser pronunciadas ou que existam. Essencialmente, suas orações já foram respondidas. Simplesmente ativamos a que estamos vivendo por meio de nossos SENTIMENTOS.
É assim que criamos nossa realidade, ao a escolhermos com nossos sentimentos. Nossos sentimentos estão ativando a linha do tempo por meio da rede de criação, que conecta a energia e a matéria do universo. Lembre-se que pela Lei do Universo atraímos aquilo que colocamos em nosso foco. Se você focar em temer qualquer coisa, seja lá o que for, estará enviando uma forte mensagem ao Universo para que te envie aquilo a que você mais teme.
Em troca, se você puder se manter com sentimentos de alegria, amor, apreço ou gratidão e focar-se em trazer mais disso para sua vida, automaticamente conseguirá afastar o negativo. Com isso, você estaria escolhendo uma LINHA DE TEMPO diferente com esses sentimentos.
Pode-se prevenir o contágio do antrax, ou de qualquer outra gripe ou vírus, ao se permitir sentimentos positivos que mantêm um sistema imune extraordinariamente forte. Sendo assim, essa é uma proteção para o que vier. Busque algo pelo qual você possa estar alegre todos os dias, cada hora se possível, momento a momento, ainda que sejam alguns poucos minutos. Esta é a mais fácil e melhor das proteções que você poderá ter."

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