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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ASTERÓIDE, METEORO E COMETA. QUAL A DIFERENÇA?


Se você é uma daquelas pessoas que “entende quando escuta, mas se tiver que explicar não sabe”, nós podemos ajudar – pelo menos, no que diz respeito ao que está no céu. Essas palavras comuns no título do artigo significam claramente coisas diferentes. Mas quem sabe dizer o que é que realmente é diferente entre elas?

Pois bem, um asteróide é um corpo de rocha que orbita o sol. Ele tem diâmetro menor do que 1.000 quilômetros, e é normalmente composto de carbono e metais. A maioria dos asteróides do nosso sistema solar estão no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter.

Apesar de existirem milhões de asteróides no cinturão, muitos deles com diâmetro superior a 100 km, a massa de todos eles juntos ainda seria inferior a 5% da nossa lua.

Já os cometas, como o Harley, são bolas de poeira e gelo. Eles se formam no Cinturão de Kuiper ou na Nuvem de Oort. Os cometas também orbitam o Sol, mas suas órbitas são muito maiores do que as dos asteróides, que são geralmente mais elípticas. Conforme os cometas se aproximam do sol, a energia solar começa a evaporar seu gelo, e isso é o que cria a sua famosa cauda.

O espaço, entretanto, ainda comporta outras coisas. Existem também diferenças substanciais entre os meteoróides, os meteoros e os meteoritos. Um meteoróide é um objeto sólido que se desloca no espaço interplanetário, de tamanho consideravelmente menor do que um asteróide e significativamente maior do que um átomo.

Já um meteoro, na maioria dos casos, são restos de uma colisão de asteróides, ou simplesmente um meteoróide que entrou na atmosfera da Terra. Quando isso acontece, eles queimam-se tipicamente e criam estrias no céu. Esse processo foi o que deu ao meteoro seu apelido de “estrela cadente”. Por fim, um meteorito é um meteoro que sobreviveu a essa queima na atmosfera e aterrissou no planeta.

sexta-feira, 18 de março de 2011

O sol “rouba” os cometas de outras estrelas

Segundo uma nova pesquisa, o sol pode ser um ladrão cósmico que rouba a maioria de seus cometas de outras estrelas.

As novas simulações de computador sugerem que bilhões de cometas que cruzam o sistema solar (a maioria deles) se originaram longe da nossa “vizinhança”, mas acabaram agarrados e atraídos pela gravidade do nosso sol mais tarde.
Esse cenário vai contra o modelo de longa data da evolução dos cometas, que afirma que a maioria dos cometas locais vem de uma mesma região, onde o sol e os planetas se formaram. Essa região, conhecida como a Nuvem de Oort, circunda o sistema solar e se estende muito além de Plutão.
Segundo os pesquisadores, no entanto, o modelo padrão não consegue explicar ou chegar ao número de cometas que realmente existem. Cometas são pequenos corpos gelados que se inflamam conforme se aproximam do sol, e a radiação solar vaporiza seu gelo para criar uma cauda brilhante.

A distância da Nuvem de Oort da Terra faz com que seja difícil de observar, muito menos fixar, o número exato de cometas que contém. A quantidade de cometas que existem lá é inferida a partir da observação dos cometas que se acendem ao passar perto do sol.

Mas, com base nesses dados, parece haver em torno de 400.000 milhões de cometas pairando além de Plutão. Em comparação, o modelo convencional prevê apenas 6.000 milhões. Isso é uma enorme discrepância, demasiado grande para ser explicada por erros nas estimativas. Segundo os pesquisadores, só pode haver algo de errado com o modelo em si.

O novo modelo diz que os cometas são resíduos da formação planetária do nosso próprio sistema solar e que nossos planetas, gravitacionalmente, os “chutaram” a enormes distâncias, povoando a Nuvem. Esse processo provavelmente ocorreu também em torno de outras estrelas, e cada uma deu origem à sua própria nuvem de detritos de cometa. Mas as estrelas podem não ter “segurado” suas nuvens de cometas iniciais.



Como muitas outras estrelas, o sol nasceu de um agrupamento de estrelas que se desintegrou ao longo do tempo. Esses aglomerados, normalmente contendo entre dez e mil estrelas atoladas em um espaço minúsculo, têm um raio médio não muito diferente da atual Nuvem de Oort. A proximidade das estrelas dentro desses grupos poderia ter permitido que elas “roubassem” os cometas incipientes das outras.

Segundo os cientistas, uma estrela não precisa ser a maior para ser a ladra mais bem-sucedida. Se um cometa passou longe o suficiente da sua estrela-mãe e perto o suficiente do sol, por exemplo, a gravidade do sol poderia prendê-lo mesmo que a estrela fosse significativamente mais maciça.
Os pesquisadores lembram que as órbitas dos cometas de longo período parecem apoiar a conclusão do novo modelo. Suas órbitas altamente oblongas os levam para longe nas profundezas do espaço. Então, eles não poderiam ter nascido em órbita ao redor do sol, eles tiveram que se formar perto de outras estrelas e, em seguida, serem “sequestrados” por aqui.

Os cometas são geralmente considerados excelentes fotos dos primórdios do sistema solar, porque passam grande parte de suas vidas envoltos em gelo. Mas, se alguns desses cometas vêm de fora do nosso sistema solar, então eles podem falar algo sobre suas estrelas-mãe também.
Os pesquisadores querem estudar as órbitas dos cometas e colocar a sua química no contexto de onde e em torno de quais estrelas eles se formaram. [MSN]



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Cometa “Hartley II” vai passar “perto” da Terra em breve


Muito já se comentou sobre o famoso cometa Halley só ser visível no céu para nós, a olho nu, aproximadamente a cada 76 anos. Como sua última aparição foi em 1985, a próxima (faça as contas) será apenas em 29 de julho de 2061. Se você não pretende viver tanto ou tem medo de se esquecer do cometa até lá, marque aí na agenda: no dia 20 de outubro 2010, um cometa de nome parecido, chamado Hartley II, poderá ser visto.

Entre este cometa e nós, serão pouco mais de 17,5 milhões de quilômetros (dez vezes menos a distância que separa a Terra do Sol), o que permitirá enxergá-lo com simples telescópios e até binóculos. Os astrônomos mais otimistas afirmam inclusive que, em certas áreas do mundo onde o céu esteja bem escuro e sem nuvens nesta data, seja possível enxergá-lo a olho nu mesmo. O Hartley II passa nesta posição a cada 6 anos e meio.

Ao longo do ano, mais de dez cometas passam por perto da Terra a uma distância boa o suficiente para se enxergar com telescópios. Mas esta é ocasião é especial, devido à curtíssima distância deste encontro: não mais do que quatro vezes por século nós podemos presenciar um astro passando tão perto.

Os cometas, em geral, têm seu formato não esférico (que lhe confere peculiaridade) devido a um fator físico e gravitacional. Composto de rochas, gelo, poeira e gases congelados, ele é, grosso modo, “leve demais” para manter uma forma esférica sofrendo a ação de sua própria gravidade. É dessa forma que eles vagam em órbita pelas galáxias. Oito dias depois de passar por aqui, o Hartley atingirá seu periélio, ou seja, atingirá o ponto mais próximo possível do Sol.

O horário previsto para a passagem mais próxima será ali pelas 4 da manhã do observatório de Massachussets (EUA), ou seja, às seis da manhã daqui. Como o dia já estará amanhecendo, o ideal para nós brasileiros será levantar um pouco antes, com o céu ainda escuro, acionar o telescópio e observar o cometa, ainda que não esteja no seu ápice de aproximação. A NASA, contudo, já se previniu, e colocou uma sonda para filmar e fotografar esse raro espetáculo.




Eu pesquisei e achei a posição, é próximo a estrela Capela na constelação de Auriga. Não tenho exatamente as coordenadas mas será +- para o norte de madrugada. Se usar o softwere stelariun – gratuito tem no baixaki, dá para configurar para qualquer cidade do Brasil e fica fácil a localização.

sábado, 14 de novembro de 2009

Sonda Rosetta

"CAÇADORA DE COMETAS"


Ilustração artista da sonda Rosetta e do seu lander Philae.
Crédito: ESA


Rosetta, a sonda espacial "caçadora de cometas" da Agência Espacial Europeia (ESA), se aproximou da Terra no dia 13 de Novembro para ganhar energia orbital e começar a etapa final da sua viagem de 10 anos, até o exterior do Sistema Solar.




O ponto alto da missão será a liberação do módulo Philae, que pousará no cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko para estudar a sua superfície.[Imagem: ESA]


Um projeto de 1 bilhão de euros (US$ 1,5 bilhão), passou perto da Terra para ganhar impulso e velocidade para realizar o encontro com um cometa no espaço remoto em 2014.


Ilustração do asteróide Stéins, o primeiro asteróide alvo da sonda Rosseta.

O nome Rosetta vem da famosa Pedra de Rosetta, a partir da qual se conseguiu decifrar os hieróglifos egípcios, cerca de 200 anos atrás. Da mesma forma, os cientistas esperam que a sonda Rosetta consiga lançar uma luz sobre os mistérios e a origem do nosso Sistema Solar.

Os cometas são de grande interesse para os cientistas, já que sua composição reflete como o Sistema Solar era em seu nascimento, cerca de 4,6 bilhões de anos atrás. Ao pousar no cometa Churyumov-Gerasimenko, a Rosetta deverá coletar informações essenciais para o entendimento da origem e da evolução do Sistema Solar.

Mas ela deverá também ajudar a descobrir se os cometas contribuíram para o início da vida na Terra. Os cometas carregam complexas moléculas orgânicas que, chegando ao nosso planeta, podem ter desempenhado um papel importante na origem da vida.

A sonda Rosetta consiste de uma caixa de três toneladas e três metros de altura, com painéis solares medindo 14 metros. Na caixa estão um módulo de órbita e outro de pouso. O módulo que deverá pousar no cometa mede um metro de comprimento por 80 centímetros de altura. A sonda leva 21 experimentos no total, sendo 10 no módulo de pouso e 11 no módulo orbital.




Esta foto acima da Terra foi feita pela Sonda Rosetta entre 13 e 15 de novembro de 2007, onde a Austrália pode ser vista entre nuvens. A sonda Rosetta da Agência Espacial Européia, fez diversas imagens do planeta.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,a-caminho-de-cometa-sonda-fotografa-o-planeta-terra,84086,0.htm


SONDA MAPEIA NUVENS NA ATMOSFERA DE MARTE


Marte é fotografado em cores naturais pela sonda Rosetta. (Foto: ESA)

A sonda européia Rosetta passou por Marte basicamente para obter aceleração à custa da gravidade do planeta vermelho, mas os cientistas não perderam a oportunidade de fazer estudos. As imagens enviadas pela espaçonave revelaram, por exemplo, a complexa dinâmica de nuvens daquele mundo.

Na imagem em cor natural (o equivalente ao que os olhos humanos veriam), elas são pouco perceptíveis. Mas, com a ajuda de filtros que incluem dados de luz ultravioleta e infravermelha, a Rosetta revelou a presença de muitas nuvens, algumas delas na alta atmosfera marciana.


Imagem com filtros realça nuvens na atmosfera marciana. (Foto: ESA) em 26/2/2007

As nuvens são compostas basicamente por dióxido de carbono evaporado. Como Marte está no inverno no hemisfério Sul, a calota polar austral está maior. Conforme o planeta avança em sua órbita e o inverno vai chegando ao hemisfério Norte, a calota boreal aumenta, enquanto a austral diminui -- e a transferência do dióxido de carbono se dá pela atmosfera, na forma de nuvens.

Claro, como a atmosfera marciana é rarefeita, suas nuvens também o são, e por isso é mais difícil observá-las do que na Terra, quando vista do espaço.

A passagem por Marte (26/2/2007) ajudou no teste dos instrumentos da sonda -- um ensaio para seu verdadeiro objetivo, que é encontrar e estudar o cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko.

Ao longo dos próximos meses, os cientistas continuarão analisando as imagens obtidas pela Rosetta, que agora tem um encontro marcado com a Terra, mais uma vez para ganhar velocidade em sua longa jornada à custa da gravidade do planeta. A chegada ao cometa deve ocorrer somente em 2014.


SONDA ROSETTA CAPTA IMAGENS NOTURNA DE TERRA
(22/11/2007)


A Rosetta captou imagens de cidades da Europa, Oriente Médio e do delta do Nilo.
(Foto: ESA) (22/11/2007)

A caminho do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, a sonda Rosetta passou próxima da Terra na primeira quinzena de novembro e fez fotos noturnas do nosso planeta. Os últimos dados foram divulgados pela agência espacial européia (ESA) esta semana.

As imagens mostram a Europa e cidades do Oriente Médio e da África, principalmente a área densamente povoada do delta no rio Nilo. Viajando a cerca de 10 mil km/h, o satélite estava a 5,3 mil km de distância da Terra no momento da captação.

Lançada em março de 2004, a sonda Rosetta já cumpriu quase a metade da sua jornada de 7,1 bilhões de km rumo ao cometa. A viagem deve acabar em 2014, quando ela encontrará o corpo celeste no centro do Sistema Solar.


PRÓXIMA À TERRA, SONDA ESPACIAL ROSETTA FOTOGRAFA ATMOSFERA
12 de novembro de 2009


Imagem feita em 12 de novembro de 2009 pela câmera Osiris mostra a Terra de uma distância de 633 mil km
Foto: AFP

ESA, agência espacial europeia, divulgou nesta quinta-feira uma imagem da Terra captada pela sonda espacial Rosetta a apenas 633 mil km de distância. O telescópio se aproximou da Terra nesta sexta-feira com o objetivo de ganhar impulso e velocidade para realizar o encontro com um cometa em 2014.

Durante 24 horas, a Rosetta captará uma série de imagens da atmosfera terrestre por meio do seu sistema de vídeo, chamado Osiris, enquanto completa uma rotação completa ao redor do planeta azul. Na imagem, o Pólo Sul pode ser visto na parte inferior (ao Sul), assim como o contorno da Antártida está visível sob as nuvens que se formam também no Sul. Os pontos brilhantes em destaque são resultado do forte reflexo do gelo litorâneo.

Os cientistas da ESA (ESA) se entusiasmaram com a perspectiva de ver de perto a Rosetta, lançada ao espaço em 2004. A sonda espacial fará uma viagem de 10 anos e 7,1 bilhões de km que deve levá-la a um encontro com um dos cometas que percorrem o sistema solar.

Segundo as previsões, Rosetta deve se encontrar com o cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko em maio de 2014, antes de lançar um pequeno laboratório, do tamanho de um frigorífico, batizado Philae, que vai se ancorar à superfície da rocha em busca de pistas sobre o passado do Sistema Solar. Depois, ela seguirá o cometa durante dois anos, estudando o mesmo na viagem ao redor do Sol.

Mas para isto, a sonda precisa primeiro ganhar velocidade e a gravidade da Terra, utilizada como um estilingue, é a chave. Às 7H46 GMT (5H46 de Brasília) de sexta-feira, era o prazo para Rosetta estar no ponto de seu percurso mais próximo do planeta. Neste momento (20h43min-12/11/2009), o aparelho deve sobrevoar o Oceano Índico a 2.480 km de altitude ao sul da ilha indonésia de Java.

A velocidade da nave é de 13,3 km por segundo, ou seja, 47.800 km/h, segundo a agência espacial. Com o "empurrão" da Terra, esse número deve subir para 3,5 km/s (12.960 km/h).


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