"...ser capaz de ter determinação e avançar ou ser flexível e recuar, e não se atolar em nenhum lado..."
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Força(yang), suavidade(yin)
A filosofia do I Ching ensina que quando agimos com equilíbrio e harmonia, os elementos de força(yang) e suavidade(yin) estão balanceados. Porém, se uma postura yang predominar em excesso, estaremos em desequilíbrio para o lado da força (rigidez, obsessão, idéia fixa) e, fatalmente, trombaremos de frente com a realidade.
Por um outro lado, se uma postura yin predominar em excesso, estaremos em desequilíbrio para o lado da suavidade (fraqueza, apatia, ausência) e, certamente, seremos atropelados pela dinâmica da vida.
É sempre bom lembrar que na filosofia do I Ching, o “caminho do meio” não significa ficar imobilizado, em cima do muro, meio yin e meio yang, entre a força e a suavidade. Muitas vezes na estratégia do I Ching, o equilíbrio está na sábia utilização dos extremos: ser capaz de ter determinação e avançar (yang) ou ser flexível e recuar (yin), e não se atolar em nenhum lado – o eixo está sempre de acordo com a necessidade. É esse o “caminho do meio”.
Alguns cuidados básicos devem ser observados na utilização do yin e do yang: existem circunstâncias próprias e impróprias tanto para se recolher (através de poucas palavras, gestos e manifestações) e cultivar a vida, como para se expandir (por meio de dinamismo, audácia e força) e avançar.
No momento yin, em que se dispõe de pouca energia, é preciso não se desgastar, sobrecarregar, e saber fluir, acompanhar o momento, e se resguardar. Já no momento yang, de expansão e vitalidade pessoal, é preciso saber canalizar a força para um objetivo determinado, a fim de que ela não transborde de maneira indevida e venha causar problemas e desequilíbrios físicos ou psíquicos.
Os homens sábios são aqueles capazes de compreender o processo que estão vivendo. A sabedoria do I Ching ensina a cultivar e valorizar tanto o avanço (yang) quanto o recuo (yin). É preciso saber atuar com força e determinação na hora yang de materializar as coisas. Ao mesmo tempo, é necessário saber desapegar-se, renunciar, resgatar a “yin-teriorização” e viver a hora yin de recolhimento para alcançar a quietude e a paz interior.
Oscar Maron, Tao do Taoísmo, ano 4 - nº 19
Adoreeeeiii!
ResponderExcluirGostei demais deste post,grata!!!
abç de luz
MYS
Oi, Mys.
ResponderExcluirTambém gostei demais deste artigo. Explica bem o que é realmente o "caminho do meio", equilíbrio não é ficar encima do muro pendendo para um lado e outro e sim saber alternar com sabedoria a força e suavidade conforme a necessidade.
Obrigado pela visita.
Um abraço forte.