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sábado, 12 de junho de 2010

As três galáxias que podemos ver a olho nu


Guilherme Murici Corrêa (Monitor UFMG/Frei Rosário)

Galáxias

Todos os planetas do nosso Sistema Solar orbitam o Sol, que é apenas uma dentre bilhões de estrelas que compõe a nossa galáxia: A Via Láctea. Observada e nomeada desde tempos muito remotos, foi apenas descoberto que o “caminho de leite” na verdade se tratava de um imenso número de estrelas, quando o famoso astrônomo Galileu Galilei a observou.

Quando observamos o céu em uma noite sem nuvens podemos ver milhares de estrelas dependendo das condições do local de onde observamos. Todas estas estrelas fazem parte desta galáxia em que o sistema solar está localizado. Se abstrairmos um pouco e pensarmos cada vez mais distante, haverá um momento em que será possível distinguir uma forma para esta organização de estrelas, no caso da via Láctea será uma forma espiralada praticamente planar, ou seja, a grande maioria das estrelas está localizada em um plano, o “disco” galáctico. O primeiro astrônomo a chegar a esta conclusão foi o também famoso William Herschel que mais tarde obteve confirmação de suas observações quando Harlow Shapley descreveu como as estrelas estariam organizadas em relação ao centro (bojo) da galáxia e também demonstrou que o Sol está mais próximo à borda da Via Láctea.

Fotografia da Via Láctea

As galáxias são, portanto, formadas de estrelas, milhões ou bilhões delas. Existem várias classificações para cada uma dependendo de sua forma, como por exemplo, galáxias irregulares, elípticas, espirais, como é o caso da Via Láctea, Andrômeda, entre outras. As galáxias espirais também podem possuir um formato característico que é denominado de espiral barrada.

Entre as estrelas se encontra também muito gás e poeira, de fato ¾ da massa de uma galáxia está na forma de gás e poeira. Este é o material que restou de estrelas que já “se foram” e é também o material que novas estrelas utilização para se formar. Comentando de maneira breve: Estrelas são formadas principalmente por nuvens de gás, principalmente hidrogênio, que é o elemento mais simples existente e o primeiro a sofrer o processo de fusão nuclear no ciclo de reações que ocorrem durante o período de atividade de uma estrela.

Toda essa poeira e gases existentes nas galáxias também emitem luz porque seus átomos estão sendo excitados de alguma forma pela radiação das estrelas vizinhas e quando seus respectivos elétrons retornam ao estado fundamental, estes emitem fótons. Repare estas regiões nebulosas observando, por exemplo, as partes de cores azuis e rosas nesta fotografia da galáxia M66:

M66

Observando em todas as direções é possível ver galáxias que podem estar tão perto como algumas centenas de milhares de anos luz até galáxias tão distantes que são necessários telescópios de grande porte para se fotografar e estudar. Devido a estas grandes distancias envolvidas no estudo e observação de galáxias, parece pouco provável observa-las à vista desarmada ou mesmo com pequenos telescópios ou binóculos.

Galáxia do Triangulo

Felizmente isto não é verdade, a Via Láctea possui algumas galáxias satélites, isso mesmo, assim como a lua é um satélite natural da Terra, existem galáxias pequenas quando comparadas à Via Láctea que estão gravitacionalmente relacionadas “conosco”. Este fato intrigante nos permite observar dois objetos muito interessantes que são melhores observados de latitudes mais austrais devido à suas localizações no céu.

Todas estas características peculiares são o motivo da descoberta relativamente tardia das nuvens de Magalhães. Como o nome já sugere, estes objetos que mais tarde foram estudados e percebidos como galáxias, foram descobertos pelo navegador Fernão de Magalhães em torno de 1519.

Juntamente com as nuvens de Magalhães, a grande galáxia de Andrômeda também pode ser observada à vista desarmada.

O que é possível observar a olho nu?

Infelizmente todos os detalhes, contornos e cores como visíveis por estas fotos acima somente podem ser observados através de telescópios de grande abertura que são utilizados para realizar fotografias de exposição, realçando e evidenciando características que o olho nu não conseguirá distinguir.

Por outro lado, observar o céu a olho nu é uma atividade simples e prazerosa. Quando uma observação sem instrumentos é feita com cuidado muitos objetos interessantes podem se revelar. E embora pareça difícil observar uma galáxia devido aos fatos de que estes corpos estão muito distantes e também que o brilho proveniente de uma galáxia não é concentrado como o brilho visível de uma estrela, ainda sim é possível observar estas três galáxias: A galáxia de Andrômeda, A Grande Nuvem de Magalhães e a Pequena Nuvem de Magalhães. Esta observação auxilia o conhecimento dos objetos celestes e fornece um maior contato com o que observamos, já que se torna bem mais fácil observar objetos quando possuímos uma noção de orientação, das constelações e assim em diante.

É possível reconhecer que estes objetos, a primeira vista apenas manchas no céu, são de fato grupos de estrelas e, de uma maneira bem geral, vários outros objetos próximos serão melhores observados quando conseguimos identificar suas localizações como aglomerados estelares e nebulosas.

A Pequena Nuvem de Magalhães

Pequena Nuvem de Magalhães e o Aglomerado de 47 Tucano

Esta galáxia irregular está próxima à constelação do Tucano e está a menos de 200 mil anos luz da nossa galáxia. É uma galáxia satélite da nossa e possui diversos objetos nebulosos próximos como o famoso aglomerado globular de 47 Tucano. É importante lembrar que para observa-la é necessário um local com pouca poluição luminosa, além de ser mais facilmente observada quando a Lua não estiver no céu. A mancha tênue ligeiramente esbranquiçada não será confundida quando o observador se lembrar de sua localização:

Carta celeste indicando localizações das nuvens de Magalhães observando na direção E-SE e baseando-se em estrelas brilhantes

NGC 104 ou 47 tucanae é o segundo aglomerado globular mais brilhante de todo o céu

A Grande Nuvem de Magalhães

Assim como a Via Láctea e a pequena nuvem de Magalhães, a grande nuvem de Magalhães também pertence ao grupo local de galáxias e é do tipo irregular. Trata-se de um objeto que está próximo à constelação de Dorado e está a apenas cerca de 170 mil anos luz da Via Láctea. Estende-se por uma extensão consideravelmente maior que Pequena Nuvem de Magalhães e possui, similarmente, muitos objetos nebulares próximos muito interessantes como a nebulosa da tarântula.

A grande nuvem de Magalhães (LMC) e a nebulosa da tarântula, acima à esquerda.

Uma curiosidade sobre a grande nuvem de Magalhães é que sua órbita é praticamente circular ao redor da via Láctea. Observações e estudos foram realizados e este objeto é uma fonte de estudos para questões como a matéria escura (dark matter) na nossa própria galáxia.

A Nebulosa da Tarântula

A galáxia de Andrômeda

O objeto mais distante que é possível de se observar à vista desarmada, é uma grande galáxia que junto com as duas anteriores também faz parte do grupo local. Galáxia do tipo espiral que possui um diâmetro de aproximadamente 250 mil anos luz, (mais do que o dobro do diâmetro da via Láctea!) e está distante cerca de 2.9 milhões de anos luz da nossa galáxia. Possui galáxias satélites e está localizada na constelação de Andrômeda, a princesa, um dos personagens da mitologia grega. Melhor observada do hemisfério norte, possui a seguinte localização:


Também conhecida como M31, objeto 31 do catálogo do astrônomo francês Charles Messier, Andrômeda possui uma aparência bem uniforme quando observada a olho nu. O mais desafiador dos objetos desta lista é também uma bela indicação de uma região do céu próxima a estrelas muito conhecidas, principalmente no hemisfério norte. Um local com pouquíssima iluminação deve ser buscado para observar a região mais central da galáxia. Se observado por binóculos ou pequenos telescópios, o formato oval é facilmente distinguível, já quando observado por telescópios de maior abertura, detalhes mais profundos são revelados.



Três fotos da Galáxia de Andrômeda

Observar galáxias definitivamente não é uma tarefa fácil, contudo é muito interessante e divertido. Observadores que desejam ir além do sistema solar, têm um bom ponto de partida. Estas três galáxias podem ser o início de uma grande jornada através de objetos difusos mais complexos como nebulosas e galáxias mais distantes. Mesmo um observador despretensioso vai com certeza encontrar motivação para conhecer por si mesmo estes objetos.

Fonte: http://www.observatorio.ufmg.br/dicas06.htm

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Cientista garante que a verdade sobre ETs será revelada em breve

"...cientistas que podem exibir essas evidências
estão com medo,
não apenas daqueles que participam da suposta
conspiração, mas também de
admitir que a ciência estava errada..."

Imagem Google
Saiu na imprensa
em 11/06/10

WASHINGTON - O físico Stanton Friedman, que trabalhou por décadas em desenvolvimento de foguetes para algumas das maiores agências espaciais do planeta, diz que os alienígenas existem, estão nos visitando há muito tempo e que essa verdade será revelada em breve. "Alguns óvnis são espaçonaves inteligentemente controladas, e essa é a maior história do milênio. Estou convencido de que estamos lidando com um Watergate cósmico", diz Friedman. As informações são do Live Science.

Friedman afirma que há duas razões principais para que as fortes evidências de aliens não sejam conhecidas melhor. A primeira seria uma suposta grande conspiração que perdura há décadas e que envolveria oficiais de alto escalão. De acordo com ele, a outra é que cientistas que podem exibir essas evidências estão com medo, não apenas daqueles que participam da suposta conspiração, mas também de admitir que a ciência estava errada.

Por outro lado, o físico diz acreditar que a verdade sobre os óvnis será revelada em breve. "Eu continuo otimista, antes de morrer, e eu tenho 75 anos, eu vou pegar pelo menos uma parte dessa história, de que não estamos sozinhos no universo", diz o pesquisador.

Friedman se junta a um grupo de cientistas e famosos que está convencido de que existe vida extraterrestre inteligente e que esta já chegou até nós.

Junto com o físico, está o astronauta Edgar Mitchell, que participou do programa Apollo, que também afirma que os aparecimentos de ETs é escondida pelos governos (o próprio Mitchell disse nunca ter visto um óvni, mas acredita no alien de 1947 em Roswell, no Novo México).

Segundo a reportagem, outro defensor de que os ETs existem é o psiquiatra John Mack, ex-professor da Universidade de Harvard, que passou anos estudando pessoas que dizem ter sido abduzidas, sondadas e sofrido experimentos de aliens.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Críticas à Humanidade

Imagem Google

por Vera Helena Tanze - vhct@uol.com.br

Mal a criança acaba de nascer e gozar da liberdade de se mexer fora do útero materno, já lhe amarram em novas cadeias, envolvendo-a em panos que não lhe permitem mudar de posição.

O homem nasce, vive e morre na escuridão: ao nascer lhe envolvem em cueiros e ao morrer o encerram em um caixão, conservando a figura humana acorrentada às vossas instituições, dando a falsa impressão de que a liberdade não é inerente à condição humana.

O homem nasce livre, mas a sociedade o condiciona a necessidades que se conflitam com sua origem livre de dogmas e fronteiras, que lhe vão sendo impostas na proporção em que perde sua identidade.

A ciência não serve a Deus, nem ao chamado plano da salvação. A Teologia possui conhecimento de um “Deus”, porém lhe atribui qualidades humanas de sonhos e desejos. Um Deus igual ao representado sobre vossa Terra não existe, pois seria apenas um ídolo. Baseados em nossos conhecimentos sustentados mais que cientificamente por meio de experiência pessoal, tão genuína como o Sol que brilha sobre vós, dizemo-nos: ninguém em vossa Terra é tão perfeito no pensar e em todas as virtudes, tão sábio e desprovido de preconceitos, que possa se achar à altura de fazer uma crítica real sobre a existência de Deus.

Não existe um representante de Deus sobre a Terra, sendo os chefes de igrejas escolhidos pelos homens. A Terra possuía um representante com poderes divinos que foi barbaramente morto, porque conhecia Suas Leis e condenava a falsificação. O derramamento de sangue não foi uma libertação, ao contrário, acarretou um enorme carma grupal.

Para nós, religião não significa indagar sobre a existência de Deus, mas é sim uma real e estreita união entre todas as almas existentes nesta ou em outra esfera.
Não podemos de modo algum entender como podeis despender enormes somas em vossa moeda, para provocar hecatombes e o domínio de um povo sobre outro, enquanto a verdade cósmica é totalmente oprimida.

Líderes religiosos e teólogos deste planeta, que resultado tirais de vosso ensinamento religioso? E ainda vos perguntamos, com quais leis e ensinamentos relacionados com Deus, persuadistes o homem terrestre a evitar guerras cruéis?

Queremos alertar que o Comando Ashtar bem como outros seres da Confederação Intergaláctica, incomodam seres trevosos, revoltados que criaram uma rebelião formando uma cópia de todo o Comando, enviando mensagens freqüentes e inúteis a egos mal trabalhados.

Não temos necessidade de despender energias para envio de mensagens a qualquer hora e sem motivo concreto com conteúdos vazios ou negativos.
Nossos representantes e contatados na Terra são poucos e se submetem a rígidos conceitos e comportamentos por nós exigidos, dada a importância da missão.

Mensagens vazias e alarmistas, não são nossas.
Existe uma espécie de “buraco negro” para onde são atraídos os seres que se conectaram com esta energia.

Entre o Céu e a Terra existe um portal de energia azul dourada, auxiliando no resgate dos seres que se conectarem com a Luz. Este portal abriga uma grande rede de pontos de luz que vão se acendendo pouco a pouco conforme ocorre o despertar das consciências, num infinito abraço das almas da Terra.

Cresçam, Filhos das estrelas! Nós somos vocês amanhã, num futuro que se faz próximo.
A terra é um ser vivo que está sendo aprimorado para viver dentro da esfera galáctica de Unidade plena. Está adentrando, suavemente, numa consciência real, onde manifestará o novo padrão arquetípico do homem, como centelha Divina.
Tudo é questão de freqüência, abrindo os canais de percepção de uma nova realidade que já existe, mas que seus olhos tridimensionais ainda não distinguem com precisão.
As diferenças entre os povos se dissiparão e todos serão motivados por um só propósito, que é a Paz sem fronteiras.
A maior dádiva de um ser é descobrir Deus dentro de si...
Nenhum canal contata uma energia que não seja parte dele mesmo...

Paz em todos os Quadrantes
Paz em todas as Fronteiras

Ashtar Sheran

http://sol777.com/ArtigosVera/criticashumanidade.htm

Nossa Grandiosa Vizinha Andrômeda


Igor Yuri (Monitor OAFR)
19/02/09

Introdução

Um imenso grupo de estrelas, como também poeira cósmica, gases e outros, interagindo gravitacionalmente, constituem o que chamamos de galáxia. As galáxias podem possuir centenas de bilhões de estrelas e estima-se a existência de bilhões delas no Universo. Mas esses grandes conjuntos de corpos celestes nem sempre foram interpretados dessa maneira pelos astrônomos com o passar dos séculos. Antes do século XX acreditava-se que a Via Láctea – a galáxia onde está o Sistema Solar – englobava tudo o que existe no Universo. Foi necessário muito tempo até que descobríssemos que a Via Láctea não é tudo, existindo objetos celestes muito distantes e maiores que a mesma. Ou seja, outras galáxias.

O grupo onde estamos

Ao contemplarmos a beleza proporcionada pelo céu noturno, exibindo uma infinidade de estrelas distribuídas na Esfera Celeste, é provável que alguma vez na vida já pensamos que essa vastidão de pontos brilhantes se espalha em todas as direções até o infinito. Mas na verdade, caro leitor, a estrutura organizacional do Universo é mais do que estrelas distribuídas em todas as direções de maneira desordenada. Como já mencionado, sabe-se atualmente que as estrelas estão organizadas em imensos grupos, constituindo o que chamamos de galáxias. Que por sua vez podem ter centenas de bilhões de estrelas. Todas as estrelas que vemos a olho nu fazem parte da Via Láctea. Esta pertence a um aglomerado de galáxias com cerca de 40 membros, denominado Grupo Local. Nesse grupo, as maiores galáxias são Via Láctea (também chamada de Galáxia – iniciada com gê maiúsculo), Andrômeda e Triângulo. A galáxia de Andrômeda, situada a aproximadamente 2,5 milhões de anos-luz da Terra, é o objeto celeste mais distante visível a olho nu. O ano-luz é uma unidade de comprimento usada em Astronomia, sendo que 1 (um) ano-luz equivale à distância que a luz percorre durante 1 (um) ano viajando no vácuo – algo próximo de 9,5 trilhões de quilômetros –.

De nebulosa a galáxia

Muitos objetos extensos e difusos observados antes do século XX foram chamados de "nebulosas". Objetos como aglomerados estelares, nebulosas planetárias e até mesmo galáxias hoje conhecidas (chamadas de “nebulosas espirais” naquela época) foram colocados na categoria de nebulosas. Aproximadamente 15 mil nebulosas estavam catalogadas até o início daquele século. Várias delas eram de fato aglomerados de estrelas ou nebulosas de gás e poeira. Contudo, ainda não se compreendia muito bem o que realmente eram as “nebulosas espirais”. Esta figura mostra a galáxia Triângulo (M33 ou NGC 598), na constelação do Triângulo, a aproximadamente 2,9 milhões de anos-luz da Terra; o aglomerado estelar globular Ômega Centauro (NGC 5139), na constelação de Centauro, a aproximadamente 15 mil anos-luz; a nebulosa da Lagoa (M8) na constelação de Sagitário, localizada a cerca de 5 mil anos-luz da Terra.

Da esquerda para a direita: M33, NGC 5139 e M8 (Imagens: Robert Gendler)

Os astrônomos discordavam entre si quanto ao fato das “nebulosas espirais” pertencerem a Via Láctea ou não. A grande dificuldade era conhecer a distância entre nós e esses objetos. Na década de 1920 o astrônomo estadunidense Edwin Powell Hubble (1889-1953), usando o telescópio de Mount Wilson, Califórnia, Estados Unidos, identificou uma Cefeida na “nebulosa espiral” Andrômeda. Cefeida é uma estrela variável, sendo o período de variação do brilho proporcional ao seu brilho absoluto. Usando a relação entre luminosidade e período de variáveis Cefeidas da Via Láctea e medindo o brilho aparente da Cefeida situada em Andrômeda, Hubble obteve a distância entre nós e a “nebulosa espiral”, encontrando, segundo a equipe de Cosmic Times, do site Imagine the Universe!, NASA, um valor próximo de 900 mil anos-luz. Essa distância ultrapassava os limites da Via Láctea que, na época, de acordo com os trabalhos do astrônomo estadunidense Harlow Shapley (1885-1972), possuía aproximadamente 300 mil anos-luz de diâmetro. Com essa descoberta as chamadas “nebulosas espirais” passaram a ser consideradas sistemas independentes, constituindo outras galáxias. A partir daí, a Via Láctea não mais englobava tudo o que existe no Universo, sendo apenas uma entre bilhões de galáxias distribuídas pelo espaço.

A Andrômeda que conhecemos hoje

Catalogada como M31 no catálogo Messier e NGC 224 no Novo Catálogo Geral (do inglês New General Catalogue), a galáxia de Andrômeda está situada na constelação com esse mesmo nome e, como já mencionado, a uma distância de aproximadamente 2,5 milhões de anos-luz da Terra. Isso significa que a Andrômeda que vemos hoje é aquela de 2,5 milhões de anos atrás, pois a luz que sai dessa galáxia e nos possibilita enxerga-la demorou todo esse tempo para chegar até aqui. Com mais de 200 mil anos-luz de diâmetro, mais que o dobro do diâmetro da nossa Galáxia (com cerca de 100 mil anos-luz), M31 é um dos membros com maior massa do Grupo local, ao lado de Via Láctea e Triângulo. O grande tamanho de Andrômeda talvez possa também ser atribuído a uma possível captura, ao longo de bilhões de anos, de matéria (como gás, poeira e estrelas) de galáxias menores próximas a ela.

A próxima imagem exibe Andrômeda com seus braços espirais partindo de uma região central protuberante denominada bojo ou núcleo galáctico, sendo essa uma forte característica para classificá-la como uma galáxia espiral. As estrelas desse tipo de galáxia orbitam o bojo, podendo levar centenas de milhões de anos para dar uma volta completa ao redor dele.

Galáxia de Andrômeda (M31 ou NGC 224) (Imagem: Robert Gendler)

Centenas de bilhões de estrelas pertencentes à M31 são a causa da luz difusa vista na imagem. Na parte inferior e à direita do centro da galáxia está M110 e um pouco acima e à esquerda do mesmo centro, bem na borda da galáxia, encontra-se M32. Ambas galáxias satélites de Andrômeda. Os demais pontos luminosos que estão isolados em torno de M31 são estrelas da nossa Galáxia.

Observando Andrômeda

Para apreciar a beleza desta galáxia, saiba que ela pode ser vista a olho nu na constelação de Andrômeda. Porém, ao observar sem nenhum instrumento, M31 parecerá uma mancha esbranquiçada, muito pequena, no céu. A Grande Nuvem de Magalhães e a Pequena Nuvem de Magalhães também são galáxias que podemos ver a olho nu e, assim como elas, Andrômeda pode ser melhor observada com uso de telescópios de maior abertura, de modo que maior quantidade de luz seja captada deste objeto pouco luminoso quando visto da Terra.

As figuras abaixo mostram a constelação de Andrômeda. Na primeira vemos a constelação representada artisticamente, com as estrelas no fundo. Já na segunda figura observamos apenas as estrelas da constelação. Em ambos os casos, suas estrelas mais brilhantes estão ligadas por segmentos vermelhos.

Constelação de Andrômeda. Abaixo e à esquerda, parte da constelação de Peixes. Acima e à direita, parte da constelação de Cassiopéia. (Imagem obtida no Stellarium 0.9.1)

Constelação de Andrômeda. Abaixo e à esquerda, parte da constelação de Peixes e, mais acima, constelação do Triângulo. Acima e à direita, parte da constelação de Cassiopéia. (Imagem obtida no Stellarium 0.9.1)

Para localizar M31, observe uma estrela mais brilhante chamada Beta de Andrômeda (conhecida como Mirach). Nas figuras acima é um ponto “grande” e amarelado. Após isso, observe um pouco mais à direita de Mirach uma mancha muito pequena, semelhante a uma estrelinha difusa. Pois bem, essa é a galáxia de Andrômeda! Nas imagens, M31 está bem no centro da “mira” com bordas azuis.

É importante lembrar que dependendo da data, do horário e do local onde se observa a constelação de Andrômeda, nem sempre M31 estará à direita de Mirach. Isso ocorre porque a constelação como um todo pode variar seu ângulo em relação à posição em que se encontra nas figuras acima, de acordo com a localização do observador na superfície da Terra e com a data e horário da observação. Por isso, pode ser que no momento da observação, a galáxia de Andrômeda esteja, por exemplo, mais abaixo ou mais acima da posição vista nas imagens.

Se você for usar um telescópio e quiser apontá-lo consultando as coordenadas, abaixo está a localização de Andrômeda no sistema equatorial.

Ascensão Reta: 0h43m22s Declinação: +41º22’15’’

Qualquer que seja a maneira usada para observar Andrômeda, essa galáxia é sempre uma maravilha no céu noturno. Além de toda a sua beleza, M31 nos mostra que nossa Galáxia é apenas um entre tantos “pequenos universos” distribuídos por todo esse espaço de dimensões inimagináveis.

Fonte: http://www.observatorio.ufmg.br/dicas11.htm
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