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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O melhor momento para assistir a chuva de meteoros do cometa Halley

A partir da uma da madrugada de domingo, 21 de outubro de 2012. Se não estiver chovendo ou com tempo encoberto, é claro… belo espetáculo com 60 ou mais meteoros por hora. Na direção aproximada da  constelação de Órion (“Três Marias”), que devem se elevar a leste, perto da meia-noite.


Estamos em plena época da chuvas de meteoros conhecida como orionídas, por que seu radiante está na direção aproximada da constelação de Órion. As chuvas de meteoros orionídas são criadas pelos detritos do cometa Halley, e acontecem na metade do mês de outubro.

Desde o ano 2006, a chuva de meteoros orionídas tem proporcionado belos espetáculos, com 60 ou mais meteoros por hora. Nada menos é esperado para este ano.

Para quem quiser assistir o espetáculo, é preciso procurar um lugar longe da poluição luminosa das cidades (poluição luminosa é como os astrônomos chamam o excesso de luz das cidades, que ao iluminar a poeira suspensa na atmosfera, cria um halo luminoso que dificulta a observação das estrelas mais fracas).

Como equipamento adicional, eu acrescentaria uma cadeira confortável, um chimarrão (ou uma térmica de café) e um cobertor por causa do frio da madrugada. Cuidado para não ficar muito confortável e acabar dormindo…

Como o radiante está próximo da constelação de Órion, o melhor é olhar naquela direção, a partir da uma hora da madrugada. Se você não sabe qual é a constelação de Órion, procure pelas “Três Marias”, que devem se elevar a leste, perto da meia-noite.

O espetáculo vai até o céu clarear.

Chuvas de meteoros, ou, enquanto o cometa não vem…

Os cometas são descritos apropriadamente como bolas de gelo sujo. Quando esta bola de gelo se aproxima do sol, começa a criar jatos de vapor.

Estes jatos de vapor arrastam consigo partículas do cometa que, apesar de se afastarem do mesmo, continuam essencialmente a fazer uma órbita em torno do sol, bastante parecida com a do cometa de onde saíram.

Estas partículas sólidas são geralmente menores que um grão de areia, e queimam ao entrar em alta velocidade na nossa atmosfera, desaparecendo antes de tocar o chão.

Outra forma pela qual são produzidas as chuvas de meteoros parece estar associada à destruição ou ruptura do cometa. Como estas partículas seguem a mesma órbita do cometa original, a chuva de meteoros acontece sempre que a Terra atravessa a sua órbita original.

Outra consequência de terem a mesma órbita do cometa do qual saíram é que todos os meteoros parecem vir do mesmo ponto do céu, chamado de “radiante”. Esta é a maneira de diferenciar um meteoro que pertencente a uma chuva de meteoros de um meteoro comum. [Gizomodo, PhysOrg]


Fonte: Aqui



domingo, 24 de janeiro de 2010

Astronomia: a beleza de Órion vista de dois hemisférios diferentes

Em gramática, a palavra constelação significa o coletivo de estrelas, mas para os astrônomos é uma região do céu composta de qualquer objeto celeste, mesmo que não tenha qualquer relação entre si, bastando estar na mesma área quando vistos da Terra. Ao todo existem 88 constelações, sendo 44 no hemisfério norte e 44 no hemisfério sul, com algumas delas visíveis em ambos os hemisférios.




Clique para ampliar

Por estarem próximas à linha do equador terrestre, as constelações visíveis nos dois hemisférios recebem o nome de equatoriais e entre as mais conhecidas estão Órion, Cão Maior, Cão Menor e Pégasus, entre outras. De todas elas, a mais familiar é sem dúvida a constelação de Órion, onde desde pequenos aprendemos a reconhecer as "Três Marias", inseridas dentro de um grande retângulo.

Acima das Três Marias - Mintaka, Alnilam e Alnitak - a constelação abriga a nebulosa M42. Distante 1500 anos-luz da Terra, a nebulosa é uma gigantesca região de formação estelar, onde enormes massas gasosas são submetidas a altíssimas pressões e temperaturas e começam a brilhar, dando origem a novas estrelas.

Apesar da constelação e dos objetos em seu interior serem os mesmos e praticamente imóveis, a constelação não é vista da mesma maneira nos dois hemisférios e à medida que nos afastamos da região equatorial os objetos em seu interior mudam de posição. Em alguns casos a diferença é tanta que tudo em seu interior parece estar invertido.

A imagem acima mostra claramente o fenômeno, retratando o céu noturno em duas regiões diferentes do planeta. Apesar de ambas as cenas terem sido feitas no mês de dezembro, a constelação de Órion aparece totalmente invertida em cada um dos hemisférios. À imagem da esquerda foi feita no hemisfério sul, em uma praia da Ilha de Bruny, na costa da Tasmânia, na Austrália, enquanto a cena da direita retrata o mesmo céu visto a partir das montanhas Alborz, no norte do Irã, no hemisfério norte.

Nas cenas, a inversão é quase absoluta. A nebulosa M42, que para nós no Brasil aparece acima das Três Marias, é vista no hemisfério norte acima delas. O longo braço horizontal que liga Belatrix ao outro grupo de estrelas aparece também completamente invertido em ambas as fotos.

Experimente!

Apesar de apresentarem essa inversão aparente devido à diferença de latitude em que as fotos foram feitas, nenhuma das estrelas de fato mudou de posição, mas sem dúvida nos proporcionou uma interessante observação a partir de um ponto de vista diferente do habitual, tornando a constelação de Órion ainda mais bela.

Se você quiser ver a constelação de Órion da mesma forma que os moradores do hemisfério norte, a notícia é boa e não precisará gastar nenhum dinheiro para isso. Basta ficar de cabeça para baixo e contemplar o céu. O problema é que seus vizinhos e amigos poderão achar que você não anda muito bom da cabeça, mas isso não fará a menor diferença. Bons céus!

Fotos: Cenas captadas pelo astrofotógrafo iraniano Babak Tafreshi mostram a constelação de Órion como vista nos dois hemisférios. Crédito: Nasa/Apod/Babak Tafreshi/Twan/Apolo11.com

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