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segunda-feira, 28 de maio de 2012

O significado do iminente retorno do Cristo para a humanidade


"...Por energia crística entendemos o amor-sabedoria como síntese de vibração emitida pelo centro espiritual deste sistema solar..."


Foto: Hora Cósmica - Pôr do Sol em Porto Alegre-RS - 24/01/12 - 19:24


O que sempre foi profetizado se cumprirá

Muitos perguntam saber sobre o retorno do Cristo. Mas, se o Cristo, como consciência, nunca esteve ausente da Terra, o que significa o seu retorno? Se os tempos estiverem maduros, se a humanidade invocar intensamente e com fé, Ele poderia manifestar-se de forma inequívoca. Mas, se essas condições não estão presentes, como poderemos ter o Cristo entre nós caminhando fisicamente?

Helena Roerich em suas cartas afirma que: "Se o Cristo reaparecer em corpo físico, talvez não chegue a ser condenado à morte, mas será difícil escapar da prisão ou que escape da desmoralização pública". Helena Roerich continua: "A alcunha de anticristo lhe seria colocada por teólogos e autoridades eclesiásticas e Ele seria renegado como aconteceu há séculos".

Por energia crística entendemos o amor-sabedoria como síntese de vibração emitida pelo centro espiritual deste sistema solar. Isso, assim irradiado, inclusive nos níveis mais materiais, seria a oportunidade máxima para os que não encontraram o Cristo até hoje em seu próprio interior, como é o caso da maioria. Se o retorno é considerado como a manifestação do Cristo no interior dos seres, então, a estes seres se desvelaria o plano evolutivo e eles seriam impulsionados ao serviço, a doação de si mesmos, a união com a vida, enfim.

Diz o Mestre Tibetano que Sua vinda depende de estabelecermos corretas relações humanas, sem divisões ideológicas e com a compreensão amorosa. Ele permanecerá aguardando por isso. Diz ainda que, apesar da pouca receptividade, a hora do retorno chegou, porque se está beirando extremos quase insuportáveis de desequilíbrio e o planeta correria perigo se esse retorno não se der.

Não sabemos datas, nem o momento do Seu retorno. Talvez Sua vinda dependa também do nosso apelo, mesmo que silencioso, e da pureza das nossas intenções. Em todas as épocas e nas grandes crises humanas, nas horas de maior necessidade como estas que estamos atravessando, um intermediário entre a humanidade e a consciência superior sempre surgiu e deu um novo impulso as civilizações.

Nas escrituras de Mateus está anunciado que a vinda do Cristo será como um relâmpago que sai do oriente e se mostra até o ocidente. E nas escrituras de Marcos consta que Ele viria sobre as nuvens com grande poder e glória e que enviaria seus anjos para recolher os escolhidos. Há também afirmações de algumas Hierarquias que naves extraterrestres recolherão os que não devem participar dos traumas durante os períodos mais agudos da transição da Terra.

Na fé ou na interna percepção se poderá estar seguro sobre esse assunto, mas este é um tema misterioso que na consciência de cada ser humano repercute em diferentes proporções. Grande parte da humanidade evita refletir sobre isso porque teme o que é desconhecido. Esta experiência que se possa viver de união com a presença interior não depende de filiação a religiões formais. Essa experiência é íntima e consiste em reconhecer a ligação do próprio ser com a cósmica consciência.

Mas, apesar das aparências e das forças contrárias, a humanidade prepara-se para uma nova expansão de consciência. O planeta também está passando por uma transição e isso tudo é consequência do que acontece no plano cósmico. No plano cósmico a própria entidade Cristo passa por expansões, garantindo, assim, a elevação geral de toda a vida.

Trigueirinho



Publicado no Jornal OTEMPO em 27/05/2012

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Ressurgimento Do Cristo Em Meio A Atual Transição Planetária


"...A suprema Consciência regente deste planeta sempre enviou seus Mensageiros à humanidade, a fim de transmitir-lhe as verdades eternas e os preceitos que a conduziram pelos caminhos da retidão, luz e paz..."


"...O reaparecimento do Cristo refere-se ao retorno da energia crística entre os homens... despertar da chama crística, que está acontecendo na parcela resgatável da humanidade..."


"...Esse despertar do Cristo Interno já é uma realidade para muitos seres..."



"...Na vinda do Senhor, Ele virá como um ladrão à noite..."

Por Trigueirinho

Em um remoto passado, quando no ser humano foram despertadas as potencialidades mentais, uma dádiva rara lhe estava sendo concedida: por intermédio delas, ele poderia conectar-se com realidades internas e espirituais e relacionar-se com a vida material segundo a compreensão de leis superiores, que então atuariam em auxílio ao desenvolvimento da humanidade em geral. Porém, essa dádiva encerrava uma prova: ela somente revelaria seu valor se o homem a utilizasse em favor da harmonia universal.

A suprema Consciência regente deste planeta sempre enviou seus Mensageiros à humanidade, a fim de transmitir-lhe as verdades eternas e os preceitos que a conduziram pelos caminhos da retidão, luz e paz. O auge de uma importante fase desse processo, que ocorreu por ocasião da vinda do próprio Cristo aos níveis materiais, consuma-se na atual transição planetária e no que é chamado o reaparecimento do Cristo.

O reaparecimento do Cristo refere-se ao retorno da energia crística entre os homens, profetizado nos ensinamentos espirituais. Diz respeito ao despertar da chama crística, que está acontecendo na parcela resgatável da humanidade. Esse despertar do Cristo interno já é uma realidade para muitos seres.

Vários são os caminhos evolutivos que a Consciência regente de um planeta, o seu Logos, pode seguir. O Logos planetário é o Núcleo regente da existência de um planeta. Toda a vida planetária e as diversas consciências que a constituem recebem desse Logos o alento que as nutre e vivifica. O Logos que regeu a Terra na etapa que ora se finda assumiu o Caminho do Sacrifício, opção que se estendeu por toda a Hierarquia, canal de transmissão e de realização do propósito logóico. Assim, a cruz, símbolo do perfeito inter-relacionamento da existência material (haste horizontal da cruz) com a vida interior, espiritual e cósmica (haste vertical da cruz), oculta seu mistério na mais profunda essência da vida planetária, a qual acolheu a tarefa de estabelecer a harmonia e o equilíbrio de expressões aparentemente opostas da energia.

Esse Caminho do Sacrifício é conscientemente escolhido pelos seres que se doam plenamente ao trabalho em prol da manifestação, em todos os níveis da vida, do propósito sagrado que ela encerra. Assim, a conotação negativa que o termo sacrifício tem agora é substituída pelo sentido da realidade interna que lhe é própria e que corresponde à realização de um "sagrado ofício".

O Cristo, como canal de manifestação do Amor-Sabedoria, ao assumir realizar na Terra uma parcela da tarefa de unir a matéria com o espírito, testifica a inefável doação do Logos planetário. Esse processo é muito dinâmico e, ao trazer abaixo o que está acima, eleva toda a densa vibração dos planos materiais terrestres. Assim, Cristo afirmou, diante de Pilatos: "O meu Reino não é deste mundo."

Há dois mil anos, em Jesus, a energia crística de Amor-Sabedoria manifestou-se em meio à humanidade, expressando-se da forma mais plena possível por intermédio de um ser encarnado no nível físico da superfície da Terra; a maioria dos homens, porém, não quis acolhê-la.

Hoje, processo semelhante ocorre e poucos respondem "sim" ao chamado crístico, poucos reconhecem a Luz do Amor e da Sabedoria. A coligação com essa Luz independe de crenças, está embasada na unificação do ser à essência crística, que é universal.

Publicado no Jornal OTEMPO  em 08/04/2012
Palestras do autor poderão ser ouvidas, gratuitamente, no site: http://www.irdin.org.br.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Divina Presença

"...A "segunda vinda" de Cristo será uma transformação da consciência humana, uma conversão do tempo para a presença, do pensamento para a pura consciência, e não a chegada de algum homem ou mulher..."


Não se apegue a nenhuma palavra. Poderá substituir "Cristo" por presença, se isso significar mais para si. Cristo é a sua essência divina ou o Eu, como por vezes é chamado no Oriente. A única diferença entre Cristo e Presença é que Cristo se refere à sua divindade íntima independentemente de você estar ou não consciente disso, ao passo que presença significa a sua divindade desperta ou essência divina.

Muitos mal-entendidos e falsas crenças sobre Cristo desaparecerão se você compreender que em Cristo não existe passado nem futuro. Dizer que Cristo foi ou será é uma contradição. Jesus foi. Foi um homem que viveu há dois mil anos e se apercebeu da Presença Divina, da sua verdadeira natureza. E por isso ele disse: "Antes de Abraão ter sido, EU SOU." Ele não disse: "Eu já existia antes de Abraão ter nascido." Isso teria significado que ele ainda se encontrava na dimensão do tempo e na identidade da forma.

As palavras "EU SOU" usadas numa frase que começa no pretérito passado indicam uma mudança radical, uma descontinuidade na dimensão temporal. É uma afirmação Zen muito profunda. Jesus tentou comunicar directamente, e não através do pensamento discursivo, o significado de Presença, de auto-realização. Ele passara para além da dimensão da consciência dominada pelo tempo para o reino do intemporal.

A dimensão da eternidade chegara a este mundo. A eternidade, evidentemente, não significa tempo sem fim, mas a ausência de tempo. Assim, o homem Jesus tornou-se Cristo, um veículo de pura consciência. E qual é a definição que, na Bíblia, Deus dá de si próprio? Deus disse: "Eu sempre fui e eu sempre serei"? Claro que não. Isso teria dado realidade ao passado e ao futuro. Deus disse: "EU SOU AQUELE QUE É". Não há aqui tempo, apenas Presença.

A "segunda vinda" de Cristo será uma transformação da consciência humana, uma conversão do tempo para a Presença, do pensamento para a pura consciência, e não a chegada de algum homem ou mulher. Se "Cristo" voltasse amanhã sob uma forma, que poderia ele ou ela dizer-lhe que não fosse isto: "EU SOU a Verdade. EU SOU a Divina Presença. EU SOU a Vida Eterna. EU Estou dentro de si. EU Estou aqui. EU SOU o Agora."

Nunca personalize Cristo. Não faça de Cristo uma forma de identidade. Como pessoas, os avatares, as mães divinas, os mestres iluminados (os pouquíssimos que são verdadeiros), não são especiais. Sem um falso eu para os apoiar, defender e alimentar, eles são mais simples e mais comuns do que o homem ou a mulher comum. Alguém com um ego forte considerá-los-ia insignificantes ou, mais provavelmente, nem sequer os veria.

Se se sentir atraído para a Presença de um mestre iluminado, é porque já existe Presença suficiente em si para você reconhecer a Presença no outro. Houve muitas pessoas que não reconheceram Jesus ou Buda, assim como há, e sempre houve, muitas pessoas que se sentem atraídas para os falsos mestres. O ego é atraído por um ego maior. As trevas não podem reconhecer a luz. Apenas a luz pode reconhecer a luz. Por isso, não pense que a luz está fora de si ou que ela só poderá surgir através de alguma forma particular. Se apenas o seu mestre for uma incarnação de Deus, quem será você então? Qualquer espécie de exclusividade resulta da identificação com a forma, e a identificação com a forma resulta do ego, por mais disfarçado que ele esteja.

Use a Presença do mestre para que ela crie um reflexo da sua própria identidade, para além do nome e da forma, e para você próprio se tornar mais intensamente presente. Depressa compreenderá que não existe nem "meu" nem "teu" na Presença. A Presença é só uma.
Texto extraído do livro:
O Poder do Agora,
Eckhart Tolle
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