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quinta-feira, 7 de junho de 2012

A nebulosa que se parece com uma cabeça humana


Uma foto espetacular de um telescópio da NASA revelou uma nebulosa azulada que se parece muito com uma cabeça humana gigante.

Ela se encontra há 1.500 anos-luz da Terra, na constelação do Cisne. Na foto, a “cabeça” – que tem até pescoço – parece estar de perfil, olhando para a esquerda.

Essa “ilusão de ótica” é o resultado de uma explosão estelar gigante, que aconteceu entre cinco e oito mil anos atrás. “A supernova original foi brilhante o suficiente para ser vista da Terra a olho nu”, afirmou a NASA. A nebulosa também ocupa uma área correspondente a três luas terrestres. Maravilhoso, não? [LiveScience]

Fonte AQUI

quinta-feira, 28 de julho de 2011

“Olho de Sauron” é descoberto em galáxia distante


Por Natasha Romanzoti em 21.03.2011

Cientistas descobriram um buraco negro supermassivo que gerou uma estrutura que se parece com o “Olho de Sauron”, da trilogia de J.R.R. Tolkien, “O Senhor dos Anéis”.

O buraco negro está no centro de uma galáxia espiral chamada NGC 4151, há 43 milhões de anos-luz da Terra. A imagem tirada do objeto é uma composição de dados de vários telescópios diferentes, revelando uma gigantesca estrutura que os astrônomos dizem que lembra o ‘olho que tudo vê’.

Na “pupila” do olho, raios-X (parte azul) vistos de um observatório da NASA se misturam com dados de luz visível (parte amarela) pegados por outro telescópio, indicando emissões de hidrogênio carregadas positivamente. A parte vermelha, ao redor da “pupila”, mostra hidrogênio neutro, detectado por meio de observações de rádio. As bolhas amarelas intercaladas ao longo da borda vermelha são regiões onde a formação estelar ocorreu recentemente.

A emissão de raios-X perto do coração da galáxia foi provavelmente causada por uma explosão alimentada pelo buraco negro supermassivo. Os cientistas propuseram dois cenários diferentes para explicar a emissão de raios-X.

Uma possibilidade é que o buraco negro central estava crescendo muito mais rapidamente cerca de 25.000 anos atrás. Segundo a teoria, a radiação produzida pelo material que cai dentro do buraco negro foi tão brilhante na época que os elétrons foram atirados longe. Raios-X foram emitidos quando os elétrons se recombinaram com os átomos ionizados.

O segundo cenário pressupõe um material espiralando dentro do buraco negro, que gerou um vigoroso fluxo de gás a partir da superfície de um disco de acreção. Este fluxo, no seu caminho, aqueceu o gás a temperaturas emissoras de raios-X.

Ambos os cenários prevêem que uma explosão aconteceu em um passado relativamente recente. Segundo os cientistas, os períodos de alta atividade são comuns, tornando-se pelo menos 1% do tempo de vida do buraco negro.

Como a NGC 4151 é uma das galáxias mais próximas à Terra que contém um buraco negro em crescimento ativo, oferece uma das melhores oportunidades para estudar a interação entre um buraco negro e o gás circundante da sua galáxia anfitriã.

Essa interação, ou “feedback”, é conhecida por desempenhar um papel chave no crescimento de buracos negros e galáxias hospedeiras. Se a emissão de raios-X em NGC 4151 se originar a partir do gás quente aquecido na saída do buraco negro central, seria uma forte evidência para o “feedback” de buracos negros. [MSN]

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Descoberta a maior e mais antiga massa de água já detectada no universo

 Crédito: NASA / ESA

Os astrônomos descobriram a maior e mais antiga massa de água já detectada no universo – uma nuvem gigantesca de 12 bilhões de anos, abrigando 140 trilhões de vezes mais água que todos os oceanos da Terra juntos.

A nuvem de vapor de água circunda um buraco negro supermassivo, chamado de quasar, localizado a 12 bilhões de anos-luz da Terra. A descoberta mostra que a água tem sido predominante no universo durante toda a sua existência.

De acordo com os pesquisadores, a luz vista foi emitida por este quasar há mais de 12 bilhões de anos. Isso significa que essa água existiu cerca de 1,6 bilhões de anos após o início do universo, empurrando a detecção da substância um bilhão de anos mais perto do Big Bang.

Quasares são os objetos mais luminosos, poderosos e energéticos do universo. Eles são alimentados por enormes buracos negros que sugam o gás e poeira ao seu redor e expelem enormes quantidades de energia.

O quasar estudado pela equipe abriga um buraco negro 20 bilhões de vezes mais massivo do que o sol, que produz tanta energia quanto um quatrilhão de sóis.

O vapor de água no quasar é distribuído ao redor do buraco negro em uma região que abrange centenas de anos-luz. A nuvem tem uma temperatura de menos 53 graus Celsius e é 300 trilhões de vezes menos densa que a atmosfera da Terra.

Isso parece frio e fino, mas significa que a nuvem é cinco vezes mais quente e de 10 a 100 vezes mais densa do que a maioria das encontradas em galáxias como a Via Láctea.

Os astrônomos usaram dois telescópios diferentes, um no Havaí e um na Califórnia, para detectar e confirmar a existência do vapor de água em torno do quasar.

Os cientistas acreditam que a água estava presente até mesmo no início do universo. Assim, encontrar uma nuvem com essa idade não é nenhuma surpresa.

No entanto, o tamanho da nuvem deixou alguns em estado de choque. O quasar contém quatro mil vezes mais vapor d’água do que Via Láctea. Isso pode ser porque grande parte da água da nossa galáxia está em forma de gelo ao vez de vapor.[LiveScience]

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Tempestade cósmica varrendo galáxia

Galáxia infravermelha ultra-luminosa revela os gigantescos ventos cósmicos capazes de varrer o gás molecular que alimentaria a formação de novas estrelas na galáxia.
  [Imagem: ESA/AOES Medialab]

Ventos cósmicos

O Telescópio Espacial Herschel detectou tempestades gigantescas de gás molecular varrendo os centros de várias galáxias.

Algumas dessas correntes maciças atingem velocidades de mais de 1.000 quilômetros por segundo - milhares de vezes mais rápido do que os furacões terrestres.

As observações mostram que as galáxias mais ativas contêm ventos descomunais, que podem esvaziar o reservatório de gás de uma galáxia inteira, inibindo tanto a formação de estrelas quando o crescimento do buraco negro central.

Esta descoberta é o primeiro indício conclusivo da importância dos ventos galácticos na evolução das galáxias, mostrando que eles não são meros coadjuvantes ou "componentes menores".

Esquema mostra como os fluxos de gás molecular podem ser detectados no espectro das galáxias usando o Telescópio Espacial Herschel. Os astrônomos usam uma linha espectral particular da molécula hidroxila (OH), que apresenta um formato característico, resultado de uma combinação de emissões do buraco negro central da galáxia e da própria nuvem
  
"Ao detectar correntes no gás molecular frio a partir do qual nascem as estrelas, podemos finalmente testemunhar o seu impacto direto sobre a formação das estrelas," afirmou Eckhard Sturm, um dos autores do estudo. "A formação de estrelas é interrompida quando o gás que alimenta o processo é soprado para fora dos centros das galáxias com uma taxa de até mil massas solares por ano."


Evolução das galáxias


As observações são inéditas ao revelar um estágio intermediário da evolução das galáxias, passando de galáxias de disco com muitas estrelas jovens e uma grande quantidade de gás para galáxias elípticas com estrelas mais velhas e pouco gás.
Além disso, elas podem explicar uma outra propriedade empírica: A massa do buraco negro no centro das galáxias e a massa de estrelas nas regiões do interior de uma galáxia parecem estar correlacionadas.
Essa correlação pode ser explicada como uma consequência natural dessas correntes de gases moleculares agora identificadas, que removem o reservatório de gás, inibindo assim tanto a formação de estrelas quanto o crescimento do buraco negro galáctico.


Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=tempestade-cosmica-varrendo-galaxia&id=010175110509

sábado, 12 de março de 2011

NASA descobre dois planetas dividindo a mesma órbita

NASA/Ames/JPL-Caltech

O telescópio Kepler, da NASA, fez uma descoberta incrível: em episódio inédito, dois planetas foram flagrados compartilhando a mesma órbita.

Os planetas descobertos co-orbitando se localizam no sistema de quatro planetas KOI-730.

Além da teoria não comprovada de que a nossa lua foi criada quando um corpo partilhou a órbita da Terra, chocando-se com ela, até agora ninguém tinha encontrado evidências de planetas co-orbitantes em outros lugares do universo.

Segundo a ciência, é possível que tal fenômeno ocorra quando a matéria em torno de uma estrela recém-nascida forma planetas.

Na órbita de um planeta em torno de uma estrela, há dois lugares onde um terceiro corpo poderia orbitar com segurança. Estes pontos, conhecidos como pontos de Lagrange, são 120 graus para a frente e para trás do corpo menor.

Os plantes co-orbitantes estão sempre a 120 graus de distância, objetos permanentes nos céus noturnos um do outro.

Tal ideia dá gás à teoria da nossa lua. 50 milhões de anos após o nascimento do nosso sistema solar, a lua pode ter sido formada a partir dos restos de uma colisão entre a Terra e um corpo do tamanho de Marte, chamado Theia. Para que isso seja verdade, Theia teria de ter batido na Terra a uma velocidade relativamente baixa.

Isso só poderia ter acontecido se Theia tivesse se originado em um ponto de Lagrange. A descoberta dos planetas KOI-730 mostra que isso é possível.

Talvez um dia estes co-orbitais se colidirão e formarão uma outra lua. Mas isso não vai acontecer tão cedo, já que as simulações dos cientistas mostram que os planetas continuarão a compartilhar órbita durante pelo menos 2,22 milhões de anos, ou mais.


quarta-feira, 2 de março de 2011

Belíssima Imagem da Galáxia Espiral do Escultor, a NGC 247 - Novos cálculos trazem galáxia para mais perto de nós

Astrônomos atualizam distância de galáxia espiral;
veja imagem.

Crédito: AFP/ESO - Novo cálculo aponta que galáxia espiral (foto) do Escultor está a um milhão de anos-luz mais perto da Via Láctea


Vizinha mais próxima

Astrônomos afirmam que esta orientação muito inclinada da galáxia NGC 247, quando vista a partir da Terra, explica porque sua distância de nós havia sido calculada incorretamente.

A galáxia espiral NGC 247 é uma das galáxias espirais do céu austral mais próximas de nós.

Nesta nova imagem, obtida com o instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO, no Chile, podem observar-se nos braços em espiral um grande número de estrelas individuais que compõem a galáxia, assim como muitas nuvens de hidrogênio cor-de-rosa brilhantes, que marcam regiões de formação estelar ativa.

Cálculo de distâncias astronômicas

A NGC 247 faz parte do Grupo do Escultor, um conjunto de galáxias associadas à galáxia do Escultor. Este é o grupo de galáxias mais próximo do nosso Grupo Local, o qual inclui a Via Láctea. No entanto, é difícil ter um valor preciso para tais distâncias celestes.

Para medir a distância da Terra à galáxia mais próxima, os astrônomos têm que se basear em um tipo de estrelas variáveis chamadas Cefeidas, que funcionam como um marcador de distância.

As Cefeidas são estrelas muito luminosas, cujo brilho varia a intervalos regulares. O tempo que a estrela demora para ficar mais luminosa e para diminuir o seu brilho pode ser utilizado numa relação matemática simples para calcular o seu brilho intrínseco.

Quando comparamos esse valor com o brilho medido podemos saber a distância que a estrela se encontra.
No entanto, este método é falível, uma vez que os astrônomos acreditam que esta relação período-luminosidade depende da composição da Cefeida.

Existe ainda outro problema: Uma da radiação da Cefeida pode ser absorvida pela poeira no seu trajeto até a Terra, fazendo com que ela pareça menos brilhante do que é na realidade e, consequentemente, mais afastada.

Este é um problema particular no caso da NGC 247 porque, como a sua orientação é bastante inclinada, a linha de visão das Cefeidas passa através do disco de poeira da galáxia.

Um milhão de anos-luz mais próxima

Uma equipe de astrônomos está agora estudando os fatores que influenciam estes marcadores de distâncias celestes, em um estudo chamado Projeto Araucária. O Projeto Araucária é uma colaboração entre astrônomos de instituições do Chile, Estados Unidos e Europa.

A equipe garante que a NGC 247 se encontra mais próxima da Via Láctea em mais de um milhão de anos-luz do que se calculava anteriormente, o que lhe dá uma distância de um pouco mais de 11 milhões de anos-luz.

Além da própria galáxia, esta imagem revela inúmeras galáxias brilhando ao fundo. Em cima, à direita, podemos observar três galáxias espirais proeminentes formando uma linha e, mais longe ainda, por trás delas, vemos imensas galáxias, algumas brilhando mesmo através do disco da NGC 247.

Esta imagem a cores foi criada a partir de um grande número de exposições monocromáticas obtidas através dos filtros azul, amarelo/verde e vermelho ao longo de vários anos. Foram incluídas, e coloridas de vermelho, exposições obtidas através de um filtro que isola a emissão do gás de hidrogênio.

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