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terça-feira, 17 de maio de 2011

Existem pessoas “magnéticas”? Isso existe?


Um menino croata de 6 anos chamado Ivan Stoiljkovic está chamando a atenção da mídia por sua aparente capacidade de atrair objetos metálicos: prataria, controles remotos, telefones celulares e até uma frigideira parecem milagrosamente grudar na pele do menino. A família de Ivan alega que ele é “magnético”. Isso existe?

De acordo com Benjamin Radford, um renomado cético e editor da revista Skeptical Inquirer, não. “Muitas vezes quando você vê estes vídeos, dá para perceber que as pessoas estão se inclinando ligeiramente para trás”, alerta. “Se realmente existisse alguma atração magnética, a pessoa deveria ser capaz de fazer exatamente o contrário e se inclinar para frente para que pudéssemos ver a força magnética capaz de superar a gravidade”, afirma.

Em segundo lugar, um controle remoto não-metálico, junto com objetos de metal, são mostrados pendurados no peito de Ivan. “Plástico não é magnético”, destaca Radford. Portanto, o que o plástico e o metal no corpo de Ivan têm em comum? “Uma superfície muito lisa. Magnetismo, não”, assegura.

Isso mostra que o que acontece é um efeito bastante diferente do magnetismo. “Essas pessoas não são magnéticas, elas só possuem a pele lisa, ideal para segurar objetos”, conta Redford. Segundo ele, quando uma bússola é pendurada no pescoço dessas pessoas, o objeto não aponta em direção a elas, como seria o correto se elas fossem de fato magnéticas o suficiente para atrair colheres. “Em vez disso, a bússola aponta normalmente para o polo norte magnético da Terra”, diz.

A verdadeira questão é por que os objetos lisos, como colheres e pratos, grudam na pele de algumas pessoas.

Gabor Somorjai, professor de química na Universidade da Califórnia, explica que o fenômeno é “muito simples”. “Sua pele é coberta de gordura e óleos. Você pode limpá-la com sabão, mas em menos de um minuto, ela voltará a estar coberta com óleos”. A gordura da pele tem uma energia de superfície, devido ao fato de que é um líquido. “Seus átomos estão unidos somente por ligações fracas”, explica.

Em contrapartida, os metais, com suas ligações atômicas fortes e difíceis de romper, têm energias de superfície muito elevadas. “Coisas que têm energia de superfície elevada querem entrar em um estado de energia mais baixo e é por isso que elas tendem a se grudar na pele”, conclui.

Além disso, quanto mais suave for o objeto e maior a sua área de superfície, mais forte será o contato que ele vai  fazer com a pele, e, assim, mais fácil será de ele ficar preso. [LifesLittleMysteries]

segunda-feira, 15 de março de 2010

Alimentação e Magnetismo

"...o real propósito dos cuidados com alimentação
é o refinamento continuo dos corpos, para que
energias magnéticas mais puras
impregnem toda a vida externa do ser..."


Alimentação e Magnetismo

As orientações que se seguem são dedicadas aos que se dispõem a colaborar na criação de novos estados e de condições propícias para a expressão do magnetismo do seu ser interno.

O ato de alimentar-se deve, a certa altura da evolução dessas pessoas, transformar-se em verdadeiro cerimonial. Isso ocorre naturalmente quando elas se tornam conscientes dos aspectos ocultos da alimentação e do seu auxilio na formação e sutilização dos corpos.

Pela digestão, as substancias não passam só pelo processo fisiológico de quebra de suas cadeias químicas materiais, mas também liberam suas qualidades sutis. O reconhecimento desse processo misterioso de desmaterialização e de liberação progressiva das energias aprisionadas nas substancias pode ajudar-nos a lidar de melhor modo com a escolha e elaboração diária dos alimentos, bem como assumir uma postura reverente durante as refeições.

Antes de tudo, a alimentação deve servir de apoio á busca interior. A partir desse propósito puro, passa-se a valorizar o aspecto essencial dos alimentos. Os corpos passam a suprir-se mais de energia sutil do que propriamente de elementos densos.

Os alimentos são usados tendo-se em vista necessidades biológicas e necessidades evolutivas e não o prazer em si mesmo. Cultiva-se o espírito antes da matéria.

Alimento vivo
Para facilitar a expressão do magnetismo superior do ser, devemos seguir, em toda a vida prática, os ritmos da natureza e cultivar harmonia para com seus reinos. O alimento que a natureza produz é vivo, pois está inserido em um grande universo de forças e de energias criadoras.

Ao ser colhido, inicia-se um lento processo de perda de vitalidade, pois ele se desliga de seu âmbito natural criador. Devemos, então, procurar as formas mais adequadas de lidar com os alimentos, para que se mantenham o mais plenos de vida possível até serem consumidos.

Nossa atitude amorosa ao manipulá-los e elabora-los, nossa gratidão e reverencia para com o universo, a alegria em aceitá-los, tudo nisso influencia positivamente na manutenção de suas qualidades energéticas e nutritivas e pode potencializá-las. Devemos ter presente também que a salivação é decisiva na liberação das qualidades essenciais dos alimentos e em toda digestão, e é influenciada diretamente pelo nosso estado de consciência.

Lembretes para quem busca novas formas de alimentação

Os alimentos devem ser usados com moderação, ponderação e discernimento, procurando-se descobrir as combinações mais benéficas para cada momento. De preferência devem ser ingeridos no estado natural, e sem muitas misturas. Mas saiba-se que condimentos, bem empregados, ajudam a digestão. É bom não nos abstermos de produtos de forma irrefletida.

Também é bom lembrar que, quando fazemos muitas refeições ou quando comemos em excesso, provocamos lentidão nos processos mentais e nas atividades diárias, alem do desperdício de alimento.

Aqueles que preparam alimentos devem cultivar o espírito de oferta: usar tudo o que estiver disponível, desde que não seja nocivo ao corpo, à mente ou à alma; agir com flexibilidade e adaptabilidade, sem confirmar vícios ou fazer concessões a hábitos, mesmo aos mais arraigados. Já devem ter transcendido a gula.

A higiene deve estar neles incorporada, bem como a ordem externa, o amor ao silencio e elevado grau de controle da palavra e das emoções. Os que têm a intenção de comer corretamente devem usar produtos que aumentem a força vital, a força mental e a saúde, alimentos suculentos, frescos e agradáveis.

Devem evitar os excessivamente amargos, azedos, salgados, doces, apimentados, pungentes, ácidos ou picantes. Se os encontrar à mesa, é melhor não servir-se deles ou, pelo menos, faze-lo com parcimônia. Que não reclamem do alimento disponível e aprendam a sugerir melhorias pacificamente e de forma construtiva.

Recomenda-se, ainda rejeitar alimentos que não sejam frescos, alimentos fermentados, estragados ou impuros. Não se devem usar restos dos outros. Que se evitem produtos animais, excetuando-se o mel. Tudo isso é da maior importância para a irradiação magnética superior.

Como efetuar mudanças com harmonia

No caminho ascendente, jamais se pode interferir no modo de se alimentar dos demais, nem querer impor o seu. O mais salutar é agir sem dogmatismo, respeitando a própria necessidade e a dos outros.

Na escolha da alimentação mais adequada para nós à prudência é sempre necessária, porém nunca devemos deixar de seguir um novo impulso evolutivo, nem nos acomodar ao que já não nos corresponde.

Para que o novo impulso possa emergir com força e clareza, para que possa desenvolver-se sem dificuldades, é bom assumir por etapas qualquer proposta de mudança na alimentação. As mudanças na consciência são muito mais rápidas do que as dos corpos!

Uma nova alimentação deve ir emergindo naturalmente para que sua própria força e energia vá eliminando o que nos impõem os hábitos, condicionamentos e vícios do passado. Se os pensamentos, sentimentos e ações não forem puros e neutros, isentos de tendências e envolvimentos emocionais, os impulsos evolutivos que recebemos se frustram.

Assim, a todo momento podemos exercitar-nos para aceitar de forma imparcial esses impulsos, mantendo-nos amoldáveis, gratos e reverentes por tudo o que a providencia Divina nos traz. Sejamos neutros e impessoais, de forma a ter clareza suficiente para perceber e absorver o que nos prepara para etapas vindouras.

Nesse continuo avanço, lembremo-nos de que nada do que eliminamos da nossa alimentação deveria ser encarado por nós como sem serventia, pois outras pessoas, em diferentes situações, podem necessitar do que eventualmente já não nos corresponde. Assim também evitamos que entrem em conflito por não estarem talvez preparadas para assumir certas mudanças.

Tudo isso, porém, deve ser feito sem que ninguém deixe de avançar! Lembremo-nos sempre de que o real propósito dos cuidados com alimentação é o refinamento continuo dos corpos, para que energias magnéticas mais puras impregnem toda a vida externa do ser.

Esses cuidados propiciam verdadeiros processos de cura interior. Que a alimentação se torne, pois, ato sagrado em nossa vida, e que humildemente consigamos, também por meio dela, expressar as melhores aspirações do nosso eu maior.

Dr. José Maria Campos (Clemente)
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