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terça-feira, 30 de abril de 2013

Devo estar muuuito distante da "Iluminação"...



Esta é uma suposição que costuma rondar as cabeças de muitos espiritualistas, por todas as partes do planeta. Em muitos casos, isto é devido à formação religiosa que a maioria das pessoas receberam durante sua infancia, juventude, ou mesmo em sua fase adulta, o que se explica pela teoria do “pecado original”; segundo ela, todos nós já nascemos pecadores e o mais provável é que “assim seguiremos”, até o final dos nossos dias; e em alguns casos, até mesmo desprezíveis, se comparados com os chamados “santos”, bastando contentar-nos com suas orientações, bem como as dos avatares, profetas e mesmo de espíritos considerados mais evoluidos.

Porém, segundo os Mestres Ascensionados, isto não tem razão de ser! O que nos torna mais próximos ou distantes deste fenômeno conhecido como “Iluminação”… é tão somente a distancia que nos separa de nossa Essência Divina Interior, ou melhor dizendo, da intensidade com que nos sintonizamos com Ela, cujo alcance pode ser perfeitamente acelerado através da prática da ‘meditação’ apropriada. Mas isto não é somente um jogo para que se atinja uma meta, cuja recompensa repousaria apenas no resultado final; antes, é algo que irá chegando aos poucos, da forma mais empolgante possivel, através da sensação crescente de bem-estar, paz no coração, clareza de consciência e alegria de viver! Aquisições que vão crescendo a cada momento… tornando nossos dias cada vez mais distantes daquilo que antes conheciamos como “rotina”!

As orações executadas com muita fé também são formas de se atingir a ‘plenitude’, porém a primeira é o caminho considerado mais curto, uma vez que meditar envolve disciplina, deve ser uma prática diária, cujo prazer é invariavelmente crescente e auto-sustentável! Ou seja, ao persistimos no ato de sentir amor por Deus e logo recebermos a resposta do Seu Amor, em pouquísimo tempo fica dificil nos imaginarmos sem praticá-la… por restar uma sensação de estar faltando algo em nosso dia a dia. Neste preciso momento, nos damos conta de que a felicidade e paz são ‘irradiantes’, a partir do Coração, até mesmo tornando-se um absurdo continuar buscando estas sutis aquisições lá… “do lado de fora”!

Passa a existir um perfeito equilibrio, uma suave sintonia… entre o sentir e a realidade do dia a dia; mais do que isto, um novo modo de perceber os eventos externos diários começa a florecer, na mente e no coração. A expansão da consciência e da paz vai tornando possivel uma visão menos turva do mundo que nos cerca, até que a terceira visão se manifesta em toda a sua maravilhosa nitidêz! Lembremo-nos daquelas tão pouco compreendidas palavras de Jesus: “Quando teus olhos tornarem-se um só olho… todo o teu corpo será luminoso!”

Que frase maravilhosa… que contexto imenso de sabedoria ela encerra, justamente por haver sido dita por um ser altamente Iluminado; ainda que intelectualmente, analisemo-la por partes. “Teus olhos”: Estas palavras expressam a dualidade da condição humana, justamente a que nos mantém distraídos para a realidade ilusória e dual da existência e do meio em que vivemos; feio e bonito, bom e mau, verdade e mentira, etc. “Um só olho”: Momento de captação da “verdade real”, da transparência absoluta dos fenômenos, momento em que o mundo fenomênico passa para um segundo plano; justamente aí é que a pessoa humana passa a vislumbrar o “Imutável”… momento em que se evidência a explicação inquestionável da Lei da Causa e efeito, juntamente à proposta de auto-liberação e da situação em que momentaneamente se encontra, já que o ser em questão começa a crescer através da ‘Iluminação’… e não mais pela dor! “Todo o teu corpo será luminoso”: O processo de iluminação começa a acontecer… e isto se deve à aceleração eletrônica das células, onde a proximidade com a Essência Divina faz aumentar a velocidade dos elétrons ao redor dos núcleos… e o corpo passa a tornar-se gradualmente mais e mais Luminoso!

Se a pessoa dedicar quinze ou vinte minutos do seu dia a dia, apenas isto, para aprender a relaxar, silenciar o intelecto e dar atenção ao que existe de mais precioso na Vida: "Sentir a Presença de Deus no coração"... o processo de iluminação estará sendo colocado em marcha... E não existe bem maior na vida do que 'isto'... ainda que momentaneamente não o saibamos! Isto explica porque é tão comum as pessoas dizerem que não têm tempo para tais coisas… porém, sinceramente, urge que cada qual reflita profundamente sobre o significado e as prioridades de sua existência... e o que estará fazendo desta oportunidade maravilhosa que é estar vivo, 'aqui e agora'!

É chegado o tempo das profunda mudanças, a começar por nossas equivocadas escalas de valores, porque somente crescendo em 'consciência e unidade'... é que poderemos construir uma realidade bem mais linda e luminosa... E somente irradiando Amor Fraterno e Paz... é que estaremos colaborando para edificação de uma humanidade muito, mas ‘muito mais descomplicada, Una, livre e feliz!’

Fonte AQUI


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Sintomas da Iluminação


Existem apenas dois sintomas da iluminação, apenas duas indicações que a transformação está ocorrendo dentro de você em direção a uma consciência mais elevada. O primeiro sintoma é que você para de se preocupar. As coisas não incomodam mais. Você se torna leve e cheio de alegria.

O segundo sintoma é que você encontra coincidências mais significativas em sua vida, cada vez mais sincronicidades. E isso acelera ao ponto onde você realmente experimenta milagres.

Deepak Chopra, Synchrodestiny


sábado, 31 de março de 2012

COMO IDENTIFICAR UM ILUMINADO

HOW TO IDENTIFY AN ENLIGHTED PERSON


Você seria capaz de reconhecer um iluminado caso se encontrasse com um? Já pensou que pode haver iluminados vivendo muito próximo a você, talvez, na mesma rua, bairro, cidade ou país? Mas, como reconhecê-los? Existe algum “critério infalível” que nos permita reconhecê-los? Será que os autoentitulados iluminados o são realmente? Todos os iluminados tem grandes missões no mundo assim como Buda, Cristo e outros mais? Não seria importante refletirmos sobre essas questões?

Primeiramente, temos que definir o que se entende por "Iluminados". Iluminado é aquela pessoa que compreende claramente a essência das coisas. É aquele indivíduo que sabe diferenciar o que é verdadeiro do que é falso. É que "despertou". Livrou-se do sono da ignorância e ilusão . É o homem que acordou para a Verdade e não vive mais de enganos, ou mentiras. É o ser liberto da dor psicológica e do desejo de ser, não ser, ou vir-a-ser. Vive na Eternidade, na dimensão do Desconhecido, do Atemporal, além das limitações do pensamento e da prisão do EGO.

Sendo assim, pode ser que o Iluminado não se encaixe em nenhuma das nossas classificações mentais ou convenções sociais. A imagem que geralmente se tem de um iluminado é a de uma pessoa desapegada, calma, serena e amorosa. Em geral, despojada dos vícios e imperfeições humanas. Na verdade, tudo isso são imagens estereotipadas, criadas por nossos desejos e idealizações. Estas imagens, podem ser fantasiosas e , em alguns casos, podem não corresponder à realidade.

JESUS MEDITANDO

Começando por Jesus Cristo, percebemos que ele era, aparentemente, uma pessoa absolutamente comum. Nós, muito provavelmente, não seríamos capaz de identificá-lo como sendo um Avatar. Não havia sinais externos. A Bíblia nos informa que "nem mesmo seus irmãos criam nele” (João 7:5 ). Ou seja, mesmo as pessoas mais íntimas, que conviveram com ele, viram nele algum sinal que o identificasse como um ser superior. Além disso, Jesus manifestou em sua vida terrena, muitas das características humanas consideradas “imperfeitas” tais como raiva, tristeza, solidão, dor, sede, fome etc. Enfim, dificilmente Jesus se encaixaria em qualquer dos nossos padrões estereotipados sobre os iluminados.

Buda, talvez, seja o que mais se aproxima da imagem estereotipada que se criou sobre ele. Isso se deve, provavelmente, por sua postura meditativa e serena . Todavia, resistimos à idéia de que Buda poderia ter manifestado quaisquer dos defeitos humanos - após seu despertar. Como se em um simples click, ele tivesse se tornado perfeito. Essa noção apenas serve para fortalecer o mito – que muito interessa às religiões organizadas de que seus mestres e fundadores eram divinos. Afinal, não se coloca fé no que é humano, mas apenas no que é celestial.

Buda vivido por Keanu Reaves

Mas, obviamente o mito não é o real. Buda era uma pessoa comum e não deixou de sê-lo após sua iluminação. Muita gente quer elevar o estatus de Buda ao de um deus, mas ele foi tão humano quanto todos nós somos. Ou tão divino quanto nós também somos. A diferença talvez esteja no grau de percepção desta verdade. Considerar Sidarta Gautama um ser além de todos os defeitos humanos é destruir o cerne do seu próprio ensinamento e missão : provar que todas as pessoas são budas em potencial . Se não podemos nos tornar o que ele se tornou, nem alcançar o que ele alcançou então qual é o sentido de sua vida e missão? Mas se já somos budas em potencial então tudo muda. Mas esta ideia não parece agradar às igrejas, nem às organizações religiosas. Se já somos Budas, por que haveremos de ir às igrejas? Por que haveremos de seguir os monges, os padres e os lamas? Mas, sabemos que muitas pessoas preferem seguir a terem que "descobrir". Muitos se refugiam na imagem estereotipada do salvador como forma de amenizar sua dor, alcançar uma graça ou resolver seu problema. Mas Buda nos ensinou que o refúgio está dentro de nós mesmos. E que a libertação não está nas religiões, nem nos livros, nem nas orações, nem nos gurus, mas na compreensão da verdade sobre si mesmo e a vida.

O fato é que não temos elementos suficientes para analisar se tudo o que se diz sobre Jesus e Buda foi, assim, de fato. Muitos de nós apenas cremos que assim o foi baseado na autoridade das religiões e tradições . Mas o próprio Buda alertou-nos para não crermos na fé das tradições, nem no testemunho de sábios antigos, nem em coisa alguma só porque foi dita e repetida por muita gente. Ou seja, temos que considerar a crença como crença. E a verdade como verdade. E o certo é que não temos como atestar se uma crença é verdadeira ou não. Do contrário, não seria crença. Mas, isso não significa que não podemos fazer conjecturas. Ou levantar hipóteses e dar opiniões. Afinal, crer ou não crer é algo muito, muito pessoal.

Se não temos como sondar os grandes iluminados da antiguidade, resta-nos procurar iluminados mais contemporâneos. Alguns deles, tiveram sua vida, obra e atitudes amplamente registradas. Isso nos confere maior exatidão na busca de saber se nossos estereótipos e imagens, correspondem à realidade ou não. Analisemos abaixo alguns mitos e verdades sobre os iluminados:

· Todo iluminado é pobre.
Mito.
Por definição o iluminado não tem apegos nem ao luxo nem à pobreza. Pode ser extremamente pobre como Ramakrishna e Ramana Maharshi. Pode ter uma vida modesta como trabalhador ou exercer uma profissão, como Lahiri Mahasaya e Sri. Yuktéswar. Ou levar uma vida de classe média alta, como Krishnamurti. Este último, apesar de gostar de carros, morar em casas bonitas, usar roupas elegantes e frequentar bons restaurantes, não considerava-se dono dessas coisas. Não andava com dinheiro e dizia que tudo que precisava era um lugar para dormir, roupas para usar e comida para se alimentar.

Nisargadatta Maharaj

· O Iluminado não tem vícios, desejos, nem defeitos.
Mito. O vício está ligado ao corpo. Sri. Nisargadatta Maharaj fumava e também comia carne – um hábito considerado pecado mortal pelos conservadores hindus. Krishnamurti, apesar de não ser hindu, era vegetariano, não fumava e não bebia. Todavia, chegou a manifestar desejos carnais, pois teve um relacionamento amoroso com Rosalind Willians Raja Gopal- esposa de seu secretário particular. Isso foi revelado em um livro lançado pela filha de Raja Gopal , Radha Sloss “Lives in the Shadow With J. Krishnamurti”- ainda sem tradução para o português. Este fato não foi desmentido nem por sua biógrafa, Emily Lutiens, nem pelas Fundações que o representam. Para mim, isso não foi motivo de escândalo. Pelo contrário, fiquei satisfeito em saber que ele era tão humano quanto nós e que também teve seus defeitos e deslizes ao longo do seu "processo". Além disso, está coerente com seus ensinamentos, pois nunca pregou a castidade, nem a repressão dos desejos biológicos. O iluminado não é um ser “celestial”, “infalível” , ou “perfeito” - K. quebrou este mito. É bom saber que eles passaram por um processo de desenvolvimento e maturação, como nós estamos passando. Isto nos serve de motivação para buscarmos nossa própria Iluminação. Além do mais, K. nunca se arvorou em santo, ou casto ou qualquer outra coisa. Sua fala era que não importava quem era o orador, e sim se o que ele ensinava era verdadeiro ou não.

Ramakrishna e Sarada Devi

· O iluminado deve levar uma vida casta e renunciada.
Mito.
Lahiri Mahasaya era casado, pai de família e chegou a ter dois filhos. Trabalhava como contador para sustentar sua família e continuou casado até a morte. Ramakrishna também era casado com Sarada Devi.

· O iluminado não tem emoções humanas, não hesita e não se abala com nada.
Falso.
Conta-se que Sri Yukteswar chorou muito quando Yogananda viajou para a América. Jesus agonizou no jardim do Getsêmani, pedindo ao pai para afastar o cálice, libertando-o do drama que estava prestes a viver. É dito também que ele chorou sobre Jerusalém. Krishnamurti demonstrava, com uma certa frequência, impaciência e irritação em público. E, mesmo Babaji, hesitou. Conta-se que ele manifestou o desejo de despojar-se de sua manifestação carnal e pediu a opinião de sua irmã Mataji, esta aconselhou-o a nunca deixar sua forma humana. E assim, ele prometeu fazê-lo – fato descrito no livro Autobiografia de um Yogue.

· O iluminado sabe de tudo.
Outro grave erro.
O iluminado sabe de tudo acerca das ilusões da mente, da libertação e da compreensão da Verdade. Mas, não sabe "tudo". Certa vez Krishnamurti estava no Brasil e alguém da plateia perguntou-lhe acerca de seu próprio futuro. K. respondeu que não era advinho. Temos que compreender que o iluminado não tem a posse e controle de seus poderes. Talvez haja casos específico em que a intuição do iluminado se amplie fazendo-o perceber coisas extrafísicas. Mas, estes casos são raros. Temos que lembrar que nem mesmo Jesus se considerava dono de seus poderes. Tudo vinha do Pai, de acordo com suas próprias palavras.

Babaji

· O iluminado tem poderes.
Em tese sim, mas nem sempre e não necessariamente. Na literatura budista não há um só caso de milagres atribuído a Buda. Nem por isso ele deixou de ser iluminado. Jesus fez muitos milagres. Mas, entende-se que no caso dele, tinha a ver com a particularidade de sua missão. Krishnamurti tinha poderes de cura, mas raramente os usava e não gostava que este fato fosse mencionado. Vários de seus amigos e conhecidos mais próximos testemunharam casos de curas atribuídas a K. Diziam que, na juventude, ele lia cartas antes de serem abertas, percebia auras e ainda tinha poderes de telepatia. Lahiri Mahasaya fez vários milagres, inclusive curou doenças graves. Manifestou ainda: bilocação, materialização e ressuscitação de algumas pessoas. Assim também, com menos regularidade o fez Sri Yukteswar. E Babaji é , em si mesmo, um grande milagre, pois se diz que ele é imortal e não há limites para os seus poderes. Tudo isso foi descrito por Yogananda no livro Autobiografia de um Yogue.

· O iluminado não sonha.
Verdade.
Por definição, o iluminado extinguiu a barreira entre o consciente e o inconsciente. Tudo nele é consciência, não havendo, pois, necessidade de sonhar. Em geral eles dormem pouco e vivem a maior parte do tempo em meditação. Krishnamurti descreve em seu diário que costumava “experimentar certos estados interiores ocorridos durante o sono” (DK-13). Lahiri Mahasaya dormia muito pouco, vivia quase que constantemente em samadhi ou consciência desperta.

· Manifestação da Ananda ou Bem-aventurança.
Verdadeiro. Esse é um dos critérios mais convincentes sobre a iluminação: a manifestação da Ananda ou Êxtases. Grandes místicos cristãos, tais como Francisco de Assis e Tereza de Neumann, viveram seus êxtases místicos. Krishnamurti também. Em que difere os êxtases de K. de um santo cristão ou iogue hindu? Nada. A diferença parece estar apenas em elementos periféricos tais como a cultura , o país, a formação e a sociedade em que cada um viveu. Destarte, Francisco de Assis, revivia a paixão de Cristo e isto se refletia em seu corpo através das chagas. Assim também acontecia com Tereza de Neumann, a estigmatizada católica (AI-394). Um hindu provavelmente teria visões de Krishna ou algum outro avatar. Mas a profundidade e a intensidade dos êxtases eram muito parecidos – senão similares. Foi Sri. Yuktéswar quem revelou a importância deste critério na identificação do estado búdico . Yogananda perguntou-lhe quando ele iria encontrar Deus, seu mestre respondeu: “Pode-se adquirir o poder de controlar o universo inteiro e, no entanto, descobrir que Deus se esquiva. O progresso espiritual não é medido pela exibição de poderes externos, mas apenas pela profundeza da bem-aventurança alcançada em meditação”.

Sri Yukteswar e Yogananda

Por fim, como poderemos identificar um iluminado se não há sinais externos visíveis comprobatórios e definitivos? Jesus disse que pelos frutos é que se conhece a árvore. Mas também alertou contra os falsos profetas que iria, se possível, enganar até mesmo os eleitos. E hoje em dia, há muita mistificação e muitos Avatares fabricados. Nesta selva de enganação, exploração e ilusão, resta-nos sempre usar o bom-senso, a inteligência e a sabedoria para tentarmos identificar os verdadeiros iluminados pois eles, em geral, são reclusos e nunca anunciam quem verdadeiramente são- a não ser por uma missão muito específica ou para atender uma ordem superior.Basta lembrar-nos de Babaji que viveu em reclusão e anônimato nas regiões do Himalayas por séculos ou até milênios . Se não fosse por Yogananda , o mundo não saberia de sua existência.

Mas, porque queremos tanto encontrar um iluminado? Não seria importante analisarmos essa ânsia, essa angústia, esse desejo de encontrá-los, como se eles fossem solucionar nossos problemas e nos dar a paz que tanto precisamos? O Iluminado nada pode fazer por você que você não possa fazer por si mesmo. Quantos pessoas não foram discípulas de Lahiri Mahasaya, Sri Yukteswar e Yogananda e quantos realmente alcançaram a iluminação? Quantas pessoas conviveram intimamente com Cristo, Buda e Krishnamurti e quantos foram realmente transformados? Esses seres são pura luz e amor, mas se nossas portas estiverem fechadas de nada valerá encontrá-los. E eles não forçam a porta do seu coração. Eles batem, se você abrir eles entram com a luz dos seus ensinamentos. Essa luz é que liberta. Não o seguir, não o adorar, mas o viver realmente aquilo que eles ensinam.

Mas, o problema é que há tantas pessoas se autoentitulando iluminados que fica muito difícil para o leigo ou o buscador saber quem é quem nessa história toda. Por isso que Krishnamurti foi tão insistente em sua guerra contra os gurus. Ele sabia que a Iluminação não depende dos gurus. Se fosse assim, coitados daqueles que não tem dinheiro para viajar para a Índia, o celeiro dos grandes "iluminados". Independente disso, todos os mestres sempre foram unânimes em dizer: quando o discípulo está pronto o guru aparece. Não há necessidade de encontrá-los fisicamente. Qualquer coisa pode lhe dá uma luz, um insight, quando você estiver pronto. Pode ser um livro, a vida, a natureza, a família, os amigos, um acontecimento... qualquer coisa.

Lembro-me que Buda não teve guru, Cristo não teve guru, Krishnamurti não teve guru, nem Ramana o teve . Isso não implica dizer, que não existam os verdadeiros mestres. Nem que não seja bom encontrá-los. Mas eles não são essenciais ao seu despertar. Eles não podem despertá-lo por você. Somente você pode fazer isso e ninguém mais. Abaixo descrevo algumas características que podem ajudar na identificação dos verdadeiros iluminados:

O Verdadeiro Iluminado:

· É desapegado, uma vez que ele não tem EGO. Mas este desapego, não é percebido através de sinais externos, pois é interno.

· Não se abala com ter ou não ter desejos biológicos ou carnais. O que ele não tem é o desejo mental ou psicológico. Pode viver uma vida completamente normal, pois sua liberdade é interior e ele não precisa prová-la pra ninguém.

· Pode ter discípulos ou não. Tanto faz . Depende muito de sua missão particular no mundo. Todavia, o verdadeiro iluminado não anda à caça de discípulos, não se angustia por não tê-los, nem anda por aí se autopromovendo.

· Pode manifestar ou não poderes. Ele nem deseja tê-los, nem deseja não tê-los. Mas, em geral, não buscam aplausos ou aclamação pública e evitam demonstrações públicas de seus poderes.

· Vive completamente no aqui-agora, uma vez que o futuro, o presente e o passado são relatividades do mundo da mente condicionada, do qual o iluminado está liberto.

· Em geral, é humilde, e evita reconhecer a si mesmo como um sábio. Não tem arrogância por seu conhecimento, nem manifesta a detestável falsa humildade. Como dizia Lao Tsé: "o sábio cala, quem fala não sabe". Vive em um eterno aprendizado, ensina baseado em sua própria experiência e percepção direta . Pode ser um orador – como Krishnamurti. Ou falar pouco, como Lahiri Mahasaya e Ramana Maharshi.

Para finalizar, penso que bom senso e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Você é o seu mestre. Cristo, a Verdade ou a Luz estão dentro de nós. E devemos nos guiar por ele sempre. Nem sempre os iluminados se tornam lideres espirituais ou gurus. Talvez, sua missão, naquele momento específico seja ficar anônimo. Podem atuar nas áreas da educação, medicina, física, arte… ou podem simplesmente ser seu vizinho ou colega de trabalho. Há um provérbio hindu que diz que apenas um médico pode reconhecer outro médico. Referindo-se ao fato de que apenas um iluminado pode reconhecer outro iluminado. Como um cego pode saber se o outro enxerga? Recuperando sua própria visão não? Sendo assim, o primeiro passo é iluminar-se, encontrar sua própria luz . Enxergar as coisas como elas são. Só então o indivíduo se torna capaz de perceber quem é Iluminado ou não. E então concluirá que essa questão não é assim, lá, tão importante!

Muito Obrigado!

Autor: ALSIBAR (inspirado)


Obs: Pode ser copiado integralmente, desde que, informe-se a fonte.

Referências: (DK) – Diário de Krishnamurti – J. Krishnamurti,Cultrix – São Paulo
(AI) – Autobiografia de um Iogue – Paramahansa Yogananda – Self Realization Fellowship, 2009.
Lives in the Shadow With J. Krishnamurti - Radha Sloss

Você pode baixar gratuitamente o livro em que Mary Lutiens comenta as revelações do livro de Radha Sloss em:



Fonte AQUI


quarta-feira, 7 de março de 2012

O Despertar dos Deuses

Pintura de Emile Munier
(París, França, 2 de junho de 1840 – Paris, França, 29 de junho de 1895)


"...para que a divindade presente em cada ser humano finalmente encontre a liberdade e que cada um possa deixar a tridimensionalidade para trás, é necessária a volta à inocência..."


* por HigherThanEagle

Há pessoas que questionam a divindade presente em cada ser humano, justamente pela limitação material, que não condiz com o conceito de um ser divino. Obviamente é um raciocínio correto, todavia limitado a apenas um aspecto do grande cenário existencial presente neste universo. Então veja, querido leitor, que embora haja este questionamento, ele está fundamentado apenas, e tão-somente apenas, no esquecimento. Se as lembranças estivessem presentes, não na forma vaga com que lembramos de acontecimentos, mas na maneira como identificamos um pouco nossa presença corporal, então poderíamos ter as respostas necessárias.

Nenhuma realidade vibratória é criada por entidades de mesma frequência, assim como nenhuma realidade é criada sem propósito. Este universo é constituído de várias dimensões, 12 conhecidas, e nossa vibração tridimensional faz parte do pacote. Todas têm finalidades distintas, mas todas elas afluem num ponto: experenciar.

"Não leve as experiências da vida tão a sério. Não deixe principalmente que elas o magoem, pois na realidade, nada mais são do que experiências de sonho... Se as circunstâncias forem ruins e você precisar suportá-las, não faça delas uma parte de você mesmo." (Yogananda)

A questão maior da realidade experencial das dimensões ainda está distante do entendimento de todos nós, então nem me atreverei a ponderar a respeito, mas o que sabemos é que as frequências inferiores foram criadas unicamente para propósitos experenciais de situações e padrões inexistentes em planos vibratórios elevados. Desta maneira, nesses planos inferiores, no princípio de tudo, quem aqui desceu não foram entidades pouco desenvolvidas, mas seres excelsos em busca de experenciar novas possibilidades existenciais.

Mas os espíritos que por ventura acabaram sendo criados para adentrar unicamente nesta frequência em busca da evolução, por mais inexperientes e limitados, ainda assim transcendiam as barreiras da matéria, portanto sendo seres de elevada grandeza em comparação com a frequência a qual se submeteram.

No caminho evolutivo de cada um desses espíritos, todos cedo ou tarde alcançam o padrão que nossos espíritos se encontram há muitos milhares de anos. Este é o estado já constituído da divindade, porém agora submetido ao florescer do Ego. Antes era o estado de inocência primeva, depois adentramos no estado do Ego, e para que a divindade presente em cada ser humano finalmente encontre a liberdade e que cada um possa deixar a tridimensionalidade para trás, é necessária a volta à inocência, estado que temos total controle sobre nossos padrões mentais e que apreciamos o existir pela presença do coração e da aceitação total de nós mesmos.

A PRISÃO DOS DEUSES

Como pode o oceano caber dentro de um copo? Como pode o oceano experenciar o que é viver dentro de um copo? Apenas diminuindo-se, submetendo-se às limitações da existência dentro de um copo. Deus, numa analogia singela é o oceano e nós, os seres humanos, somos a água do oceano dentro de um copo, e este é a 3D. Mas existem vários tipos de copos, recipientes e tanques. Porém apenas quando há água o suficiente é que podemos preenchê-los. Uma água de um simples copo não pode sequer molhar um tanque de milhares de litros de capacidade. Deste modo, só podemos experenciar viver numa realidade maior, quando expandirmos nossa divindade, nosso volume consciencial.

Num passado primordial fomos apenas gotas do oceano, hoje podemos preencher um copo, mas para preenchermos um galão, precisamos expandir nossas consciências e elevar nossas vibrações, aumentando assim o volume de nossas essências divinas.

Esta analogia, embora simples, serve para que você, querido leitor, tenha noção de o porquê parecer tão difícil acreditar que somos deuses em corpos mortais. Sim, temos necessidades tolas. Precisamos nos alimentar, beber água, dormir, ir ao banheiro, etc, etc, etc. Mas isso é porque há esta densidade que impede que recordemos que somos divinos, e portanto não podemos exercer nossa verdadeira posição sem a total consciência de quem realmente somos. Mas veja que embora haja essas necessidades tolas, nem todos as têm. Comer, beber, dormir? Há várias pessoas no mundo que não fazem nada disso, já transcenderam essas limitações específicas do corpo físico.

A evolução espiritual tem como prioridade a lembrança total de nossas verdadeiras identidades. Todos os aprendizados convergem para isso, pois é quando este mundo perde o poder sobre nós e podemos finalmente nos lembrar, no âmago de nossos seres, quem de fato somos. Essa é então a liberdade e o total reconhecimento da divindade. É um trabalho árduo nesta prisão tridimensional.

Mas veja que não está apenas na 3D a prisão dos deuses, ela também está presente em frequências superiores, nas quais ainda nos são negadas as lembranças de nós mesmos e por conseguinte, acabamos sempre voltando à matéria, cometendo os mesmos erros e continuando na roda encarnatória. Seria uma visão triste a de ver tantos seres magníficos acorrentados à matéria, mas tudo tem uma razão de ser e no momento certo, quando estivermos evoluídos o suficiente, iremos saber.

Todavia, o importante é entender que quando um ser encontra a iluminação, nem mesmo as barreiras da matéria podem mais ser um empecilho para sua divindade. Nestas condições, ele de fato se torna um deus na terra. Muitos iluminados já passaram por este planeta, da maioria nem você nem eu ouvimos falar, pois a divindade não engloba orgulho, e portanto não se importa com besteiras a respeito de fama ou coisas do gênero. Lembrando que iluminação não é o mesmo que ascensão. Esta se dá por escolha consciente no momento da morte. O que veremos em breve na Terra será uma exceção à regra.

DESPERTANDO OS DEUSES

A concepção comum de um deus normalmente inclui seres que podem voar, ler pensamentos, criar matéria do vácuo, que não têm necessidades mundanas, com poderes de cura, entre outras coisas. E por nós, neste mundo, não podermos fazer nada disso, tornou-se muito difícil o despertar para nossas próprias identidades, aliando-se também àqueles que sabem quem somos e querem nos manter na ignorância. Mas como a luz não abandona a si mesma, ao longo da história humana (embora isso também seja comum em incontáveis planetas neste e em outros universos), diversos espíritos mais elevados se submeteram à esta prisão para ajudar o melhor possível os que aqui já se encontravam.

A maioria deles nunca despertou em vida, mas manteve parte das intenções sendo realizadas. Foram médicos, professores, pensadores, artistas, até religiosos e políticos, todos de alguma forma ajudaram a ampliar a consciência de um número grande de pessoas, criando então para futuras encarnações mais experiência e memória espiritual. Dos que despertaram em vida tivemos os mestres espirituais e os avatares. Suas influências foram gigantescas e seus ensinamentos conseguiram libertar incontáveis espíritos de suas condições de clausura. Outras entidades também nos ajudaram sem adentrar na fisicalidade, por meio de revelações, seja por médiuns ou por canalizadores.

Essa ajuda para muitos parece suspeita já que é limitada e não alcança a todos, mas esse é um julgamento baseado apenas no padrão mental criado pelo Ego, já que não avalia os motivos por detrás de tudo isso. Há Livre Arbítrio envolvido e não me refiro ao pretensioso livre arbítrio de sua mente racional, mas sim ao do seu Eu Superior, querido leitor. A vontade que você expressa não é seu verdadeiro Livre Arbítrio, mas sim um desejo egóico pouco fundamentado. É aqui que a maioria cai na compreensão do Livre Arbítrio, achar que ele tem como base a mente racional. Só há uma verdadeira decisão transcendente, e é quando tanto mente quanto espírito estão de comum acordo. Em outras palavras, se não for do fundo do coração, com toda a sinceridade possível, não é uma escolha verdadeira.

Todas as ajudas foram efetivas, pois do contrário você, querido leitor, sequer estaria lendo estas linhas. Pois se chegou aqui é porque alguma mensagem de algum mestre, mesmo que alterada ao longo de séculos, veio até você em determinado momento e acabou guiando-o por incontáveis outras formas de pensamento e conceitos espirituais até você alcançar o que já alcançou. Entende então que o contexto é sempre maior? E é de escolha de nossas verdadeiras essências que nos libertemos por nossos próprios esforços, pois somos divindades e podemos fazer qualquer coisa. E à medida que o consciente coletivo vai se alterando, podemos ver que mais e mais pessoas estão ficando cientes disso. É assim que se estrutura a evolução.

OS DEUSES SOMOS NÓS

Todos os deuses do nosso passado são um reflexo do que nós seremos no futuro. É inevitável que grande parte desta humanidade evolua e transcenda as barreiras das dimensões inferiores, pois estamos nos aproximando do período em que voltaremos à inocência espiritual, agora com toda a maturidade necessária para expandirmos nossas essências e habitarmos os planos superiores. Em breve, teremos volume o bastante para preencher um galão de água. E cada vez que mudamos de recipiente, estamos mais próximos da fonte de tudo e isso já é um pensamento encorajador.

"Eu Sou Deus, mas vocês também o são; somente que Eu sei disso e vocês não!" (Sai Baba)

Deste modo, querido leitor, tenha sempre na mente e no coração que apesar de não parecer, apesar de todas as dificuldades de viver neste mundo pesado e por vezes agressivo, você é muito, mas muito superior a tudo isso. Aquela sensação que vem de dentro dizendo que este não é seu lugar não é apenas um sentimento vago e sem fundamento, é uma lembrança profunda brigando para florescer em sua mente. Você está preso num corpo limitado, num mundo limitado, numa vibração limitada. Está sujeito à dor e à morte física. Mas com o devido esforço, estará apto a se libertar quando o momento chegar.

Pare de duvidar, pare de querer respostas concretas. Não percebe que todos os pensamentos conflitantes são apenas produtos de seu ego brigando para sobreviver? Não percebe que quanto mais você se aproxima da unidade, mais ele vai apelar? Não pense que é divino, saiba que é. Sem nada de "Eu acho", este é o momento para "Eu Sou".

Se existe alguma limitação em sua vida, física ou financeira, não é desculpa para inferiorizar a maravilhosa essência que vive em você. Quando há a intenção de despertar, o espírito antes do encarne cria circunstâncias para que se possa acordar. Já imaginou onde estaria se fosse rico ou famoso? Com um carro do ano, um duplex, uma vida social agitada? Estaria feliz? Quem sabe. Mas estaria desperto? 95% de chances que não. E depois da morte, a riqueza e o sucesso iriam embora e mais para frente você teria de reencarnar e sem dúvida sua vida seria bem diferente da anterior, uma vez que, com certeza, a riqueza adquirida na vida passada não teria vindo ou se mantido sem uma boa dose de atitudes negativas, portanto, seria a hora de colher o que plantou. Compreende, querido leitor?

Você está onde deveria estar e ponto. Agora faça o que deve ser feito. Busque e alcance o Despertar Total, sanando todas as suas dúvidas pela voz interior e por fim, por fim começando a viver e experenciar essa maravilhosa jornada chamada vida. E quando o passeio acabar, que venha o próximo!

Vamos na Paz.



terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Iluminação


A sabedoria que acumularam em todos os períodos de sua vida e que cresceu em sua consciência e no coração, somente agora torna possível levá-los à Iluminação. Em primeiro lugar precisam ser desenvolvidas as Forças do Amor e da Compaixão. Isso leva à grande vivência da Iluminação. Geralmente tem uma curta duração e vocês voltam à sua consciência cotidiana. No entanto, quando as puras forças estiverem completamente desenvolvidas, a Iluminação se tornará permanente. Vocês reconhecerão quais passos deverão dar, até que esse grande desejo se realize. Já lhes dissemos muitas vezes que a Força da Iluminação está acoplada às suas boas virtudes, e, portanto, esforcem-se para realizá-las cada vez melhor.

Nem sempre é visível aos amigos que esta seja sua absoluta intenção. Quanto amor é necessário para perdoar realmente, mesmo que seja uma injustiça. Quanta misericórdia é indispensável para aceitar pessoas que não lhes agradam e envolvê-las em seu amor. Quanto amor também para os seres na natureza que vêm ao seu encontro na forma desagradável de insetos ou animais!

São exercícios que vocês ainda não desenvolveram satisfatoriamente. Isso ainda os impede de alcançar a iluminação. Certamente, não é a coisa mais importante em sua vida terem vivenciado tal experiência; no entanto, é um importante passo em seu caminho à perfeição.

Por que falamos sobre isso com tantas minúcias? Porque disso depende muita coisa que é necessário aprender. É disso que se trata, amigos. Se desenvolverem a Força do Amor da maneira como a exemplificamos, em conseqüência acontecerá tudo o que os faz progredir em seu caminho. Sempre o Amor deveria ter a primazia em seus esforços.

Dêem os necessários passos e então seus desejos íntimos se realizarão. Para ajudá-los chegamos reiteradamente, tomamos sua mão para guiá-los, se o permitirem e ajudar-lhes a superar as desigualdades de seu caminho, acolher seus pedidos e desejos em nosso coração e estar ao seu lado em todos os seus esforços pelas Forças da Luz, que dirigem ao Mundo com tanto amor. Esse é um importante ponto de seu trabalho e os faz progredir no caminho ao lar.

Amigos na Luz

sexta-feira, 5 de março de 2010

O Que é Iluminação Mística?

"...A revelação que o homem tem do infinito,
a inspiração especial que ele alcança,
é chamada de iluminação..."


por: Ralph M. Lewis

A palavra iluminação geralmente alude a um objetivo simbólico para progresso intelectual. A associação do vocábulo luz com conhecimento e compreensão remonta às mais primitivas observações do homem reflexivo. A nossa sensação visual comum depende da luz. O nosso sentido da visão é o mais importante de todos os sentidos receptores. Ele nos revela sempre mais do mundo exterior. Portanto, a luz é a causa da visão.

Conhecimento é, fundamentalmente, aquilo que percebemos. A luz, portanto, simbolicamente representa aquilo que pode ser percebido e conhecido. A escuridão, o oposto da luz, também dela difere simbolicamente. Esta diferença está, do mesmo modo, associada à sensação humana primitiva. Onde há escuridão há sombras e mistério. Aquilo que não podia ser visto era, portanto, o desconhecido.

O desconhecido tem sempre causado efeito dual sobre o homem. Por um lado, ele o desafia a penetrar o seu véu. O homem tenta descobrir o que lá pode estar oculto. Por outro lado, o desconhecido e as trevas mentais que ele causa, geram medo. Quando temos conhecimento de alguma coisa, dispomos, então, da possibilidade de enfrentá-la. Podemos dominá-la ou, se necessário, defendermo- nos contra ela. O desconhecido também pode sugerir perigo, a ameaça do incontrolável. Ele pode se tomar a substância com a qual a imaginação fabrica distorções pavorosas.

A verdadeira iluminação é mais do que percepção. Em outras palavras, é ela mais do que o sabermos que alguma coisa existe. Para que alguma coisa nos seja verdadeiramente conhecida, devemos saber o que ela é, e por que existe. Até certo ponto, o conhecermos realmente alguma coisa significa podermos relacioná-la conosco mesmos; ela deve, para nós, ter significado; deve se enquadrar no plano total de nossa existência ou naquilo que chamamos de natureza. A iluminação, portanto, significa compreensão.

A compreensão que é alcançada através do empirismo, isto é, da objetividade, é limitada. Muita coisa da vida escapa à nossa atenção. Além disso, nem tudo que sentimos é por nós compreendido. Pode ser que não disponhamos de tempo ou de capacidade mental para analisar cada coisa que sentimos, quanto à sua natureza e função. Conseqüentemente, a vida, então, para todos nós, consiste de uma série de hiatos, isto é, de lacunas do desconhecido. Isto se assemelha a caminharmos por uma alameda com luz alternada e escuridão impenetrável. Por esta razão, é difícil estabelecermos uma filosofia de vida que inspire confiança. Somos freqüentemente levados a nos sentir isolados, perdidos em um oceano de incertezas. Esta é a razão de muitas pessoas recorrerem à profecia. Elas querem saber o que o desconhecido pode revelar. Desejam modificar sua vida em conformidade com o que possa ser revelado. Não obstante, tudo que possa ser vaticinado nessas profecias deixa sempre uma dúvida persistente quanto à sua exatidão.


Para que haja paz mental na vida, necessário se faz um elo de continuidade. Nenhuma coisa deve parecer estar completamente separada do homem, e, inversamente, o homem separado de qualquer coisa. Até certo ponto, coisas diversificadas como a vida, a morte, o cosmos, o passado, o presente e o futuro, devem se converter, para nós, em seqüência harmoniosa de compreensão subjetiva. Não devem continuar como mistérios insondáveis. Contudo, a inteligência, por si só, não pode propiciar a união desses mistérios com a compreensão. Como pode, então, ser alcançada a compreensão perfeita, a iluminação?

O místico é que pode alcançara verdadeira iluminação. Ele faz isto transcendendo o finito e alcançando o infinito. Deve ser compreendido que não há, verdadeiramente, um mundo finito do qual falamos como coisa distinta em si mesma. O mundo finito, assim chamado, constitui os limites dos sentidos objetivos do homem. É a parte do infinito em redor da qual os sentidos do homem e suas limitações construíram um mundo mental. Todavia. a consciência que os místicos podem alcançar é capaz de atravessar esse muro. É, então, que o homem sente o infinito como uno. Disse, certa vez, um filósofo e místico: "A experiência mística da realidade é como que um imenso reservatório de essência vivificadora".

A revelação que o homem tem do infinito, a inspiração especial que ele alcança, é chamada de iluminação. Com tal iluminação, o mistério da existência é revelado ao homem. Ele percebe interiormente a divindade que existe em todas as coisas. Não percebe apenas peculiaridades ou separação de coisas, sentindo, porém, a essência da qual TUDO consiste.

Essa iluminação consiste de três estágios:

O primeiro é o despertar do Eu para o que é sublime. Esse despertar representa a compreensão do homem no sentido de que ele não está apenas ligado ao corpo; em outras palavras, que o Eu pode sentir prazer, estados de consciência que ultrapassam os estados proporcionados pelos apetites e pelas paixões. Como analogia, se o homem olhasse continuadamente para o seu reflexo em um espelho, esse reflexo lhe parecelìa constituir o seu Eu total. No entanto, ao se afastar do espelho e fechar os olhos, despertaria, então, para a realidade de um outro Eu, do Eu que é sentido em seu próprio interior.

O segundo estágio da iluminação é a percepção das mudanças na natureza do Eu. Na verdade, aquilo que denominamos Eu consiste de estados de consciência inseparáveis. Esses estados são o físico, o mental, e o estado de êxtase. O êxtase é o prazer sublime que parece ter causa ou natureza imaterial. Neste segundo estágio, o místico se apercebe da maneira em que, anteriormente, estava restringindo, embora de modo inconsciente, o seu desenvolvimento potencial de autoconsciência.

O estágio final da iluminação ultrapassa a compreensão de que há uma realidade absoluta. Isto significa que o místico, nesse estágio, sente que está verdadeiramente imerso no Absoluto. Sente, então, a união mística, apercebendo-se de que está em todas as coisas e que todas as coisas nele estão. O místico aprende que não é necessário oscilar, alternar a sua consciência de um para outro lado, através dos vários estágios. Ele pode, à vontade, alcançar a iluminação suprema, ou Consciência Cósmica. Todavia, isto somente é possível quando o místico aperfeiçoou a técnica dos três estágios resumidamente acima apontados.

Iluminação é a transição do conhecimento material (do conhecimento estritamente intelectual) para o conhecimento psíquico. O místico gradualmente transforma muitas das coisas desconhecidas em conhecimento subjetivo.

O aspirante, contudo, deve aprender que a purgação e a iluminação estão relacionadas. Em outras palavras, o místico deve purgar-se daquilo que a sua consciência lhe diga ser, para ele, indigno.

Imagens Google
Revista Rosacruz
Julho de 1982
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