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quinta-feira, 8 de março de 2012

Resgate de golfinhos em Arraial do Cabo no RJ

Fiquei emocionada!!! Por atitudes como essa... acho que a humanidade ainda tem jeito. Os cetáceos estão agradecidos.

Veja o vídeo no final do texto.


 Imagens impressionantes foram feitas por turista na última segunda-feira. (5/2)

Um vídeo com um resgate de cerca de 30 golfinhos encalhados na tarde da última segunda-feira na Prainha, em Arraial do Cabo, está dando o que falar na internet. As imagens mostram o momento em que eles se aproximam da praia e não conseguem voltar. Logo depois, banhistas se unem para devolver os cetáceos ao mar com rapidez. A ação termina com uma salva de palmas. O vídeo, que até o fim da tarde desta quarta-feira teve mais de 66 mil acessos no youtube, gerou mais de 500 comentários, a maioria saudando os ‘heróis’ anônimos que fizeram o salvamento.

Além de banhistas e moradores, funcionários da Empresa Cabista de Desenvolvimento Urbano e Turismo do Município de Arraial do Cabo (Ecatur), que trabalham na limpeza das praias, também participaram do resgate. Ângelo Márcio Barbosa Ribeiro, operador de máquina da prefeitura, foi outro que ajudou.

- Fiquei emocionado. Foi a primeira vez que vi um golfinho. Estava com outros três colegas trabalhando, quando vimos eles se aproximarem, atrás de um cardume de peixes. Quando percebemos a proximidade com a areia, ficamos em alerta para ajudar caso eles encalhassem, que foi o que acabou acontecendo - explicou.

A explicação de Ribeiro comprova a teoria do biólogo marinho e diretor do Instituto Aqualung, Marcelo Szpilman, de que os golfinhos estavam perseguindo um cardume de sardinhas. No ímpeto da caça, os animais foram cercando o cardume até o raso e não perceberam que podiam encalhar. O biólogo acredita também que a praia tem uma configuração com um declínio brusco, o que fez com que os golfinhos não percebessem que estavam indo para o raso:

- O evento que aconteceu em Arraial do Cabo não é tão raro como acontece em alguns lugares do mundo quando grupos imensos de golfinhos encalham sem uma causa explicável. No vídeo de Arraial, vemos que grupo de golfinhos se divide e alguns indivíduos se separam e seguem em direção à praia. Outra coisa que dá para perceber é que todos os golfinhos tentam dar meia-volta, alguns conseguem e outros não. Vimos que o grupo todo fica confuso, e mesmo os bichos que não estavam encalhados tentam ajudar aos outros.

Szpilman lembrou ainda que em Arraial do Cabo ocorre eventualmente uma matança de tubarões, que acabam encalhando, como em 2005. Os pescadores aproveitam as sardinhas para cercar tubarões para a praia e acabam pegando 200 a 300 animais. Além disso, de acordo com Szpilman, o procedimento dos banhistas foi correto, embora arriscado para ambos. O especialista explica que só se pôde puxar o animal pelo rabo porque eles estavam no rasinho, mas boiando:

- Não adianta você puxar o animal na areia porque vai machucar. Há também o risco de o animal morder ou, no movimento, dar uma pancada na pessoa. Os banhistas agiram de forma correta e rápida e conseguiram fazer com que todos voltassem para o mar. Em muitos casos, você salva e, depois, o animal encalha novamente, o que, felizmente, não aconteceu - diz ele, ressaltando que cada animal deve pesar entre 60 e 80 quilos e provavelmente eram indivíduos adultos.

Já o especialista em fauna marinha, Salvatore Siciliano, pesquisador da Fiocruz, a forma como foi feito o salvamento foi inadequada. De acordo com ele, arrastar os golfinhos pela cauda pode causar lesões sérias, até a morte . Ele, no entanto, reconheceu que era o que devia ser feito.

- As pessoas fizeram tudo errado, mas era o que devia ter sido feito, exatamente como no caso em que o sobrevivente do desabamento do prédio no Centro do Rio usou o elevador – afirma Siciliano.

Segundo ele, o evento é considerado extremamente raro, e será investigado por pesquisadores brasileiros e americanos. Entre as causas mais prováveis está a poluição sonora, já que os animais usam sons para se orientar, como um sonar natural. Salvatore Siciliano afirma que o encalhe dos golfinhos acende a luz amarela. Ele explica que os animais são muito habilidosos. Normalmente, dois ou três deles encalham por ano, e geralmente isto ocorre quando já estão doentes.

- Até então não tínhamos conhecimento de um fato como este. A imagem, portanto, é extremamente importante e vai desencadear uma série de estudos, além de reforçar a importância de monitorar estas populações - disse Siciliano. - As imagens já chamaram a atenção de pesquisadores de fora do Brasil. Fui procurado por cientistas que trabalham para o governo americano. Vamos trocar informações sobre o caso.

Duas hipóteses são as mais prováveis para explicar o encalhe coletivo. Os golfinhos poderiam estar fugindo de algum predador ou estavam desorientados por causa do barulho.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Felino e Cetáceos


Amei este vídeo! Coisa mais querida o gato e golfinho brincando.
Esse gato parece a minha Ísis. Vejam no endereço abaixo, que interessante esse encontro entre esses dois queridos.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

ONG britânica oferece cursos para salva-vidas de animais marinhos

Por atitudes assim, penso que a humanidade ainda tem jeito...

 
Aqui sobre a mudança magnética da Terra - A inversão dos pólos começa a dar sinais que está próxima.


Uma entidade britânica está oferecendo cursos para voluntários que queiram se tornar especialistas em primeiros socorros de mamíferos marinhos.

A ONG British Divers Marine Life Rescue (BDMLR, sigla em inglês) já formou 2.500 especialistas que ficam de prontidão em vários pontos do país para salvar mamíferos marinhos --entre eles, golfinhos e baleias-- encalhados nas praias do Reino Unido.


Segundo especialistas, o número de encalhamentos tem aumentado e atualmente chega a 500 por ano.

Em um caso recente, o diretor da entidade, o biólogo Alan Knight, viajou por terra, água e ar para atender a um chamado de emergência: uma baleia corcunda corria risco de vida porque sua cauda havia ficado presa em uma corda na região das ilhas Shetlands, na costa da Escócia.


Mas o resgate que empolgou os britânicos ocorreu em 2006, quando a BDMLR participou da operação de salvamento de uma baleia que ficou encalhada em um trecho londrino do rio Tâmisa.

A megaoperação, que teve participação também do corpo de bombeiros, da polícia e da autoridade portuária de Londres, foi transmitida ao vivo pela TV britânica.


Infelizmente, a baleia, da espécie Hyperoodon ampullatus, ou nariz de garrafa do norte, acabou morrendo.

Porém, em entrevista à BBC, Alan Knight disse que ele e sua equipe aprenderam lições valiosas com a experiência.

"Estudos de patologia nessa e em outras baleias que morreram durante resgates nos ajudaram a entender o que acontece quando as baleias encalham na praia", disse o biólogo. "Como resultado, nós mudamos nossos procedimentos."


Segundo Knight, quando os músculos da baleia se rompem, ocorre a liberação de uma substância chamada mioglobina, que bloqueia o funcionamento dos rins do animal, contribuindo para a sua morte.

"Hoje em dia, sabemos que, para evitar o sofrimento do animal, devemos fazê-lo dormir antes de tentar resgatá-lo".

ENCALHE

Estudos feitos por especialistas em todo o mundo mostram que as baleias, assim como outros cetáceos, estão sob crescente ameaça por atividades humanas.

Entre os perigos, estão redes de pesca lançadas por navios pesqueiros, choques entre barcos e animais e substâncias poluentes que enfraquecem sua imunidade.

No caso específico das baleias, os cientistas acreditam que o sistema natural de orientação que utilizam para navegar pelos mares esteja sendo perturbado pelos sonares de navios de guerra.

Isso poderia explicar, ao menos parcialmente, um aumento de 25% no número de encalhamentos registrado em anos recentes.

Tomando como exemplo o caso da baleia que encalhou no Tâmisa, Alan Knight especula: "Sabemos do que essas baleias se alimentam e sabemos que esse tipo de alimento não está disponível no mar do Norte. Ela deveria ter cruzado pelo topo da Escócia, em direção às águas profundas do Atlântico Norte. Acreditamos que ela estava tentando nadar para o oeste, seguindo a rota normal de migração, mas acabou entrando no Tâmisa. Aquela baleia já devia estar em sofrimento considerável quando desceu (para o Tâmisa)."

Uma outra possível explicação, mais positiva, para o aumento nos encalhamentos, seria o aumento nas populações de baleias em consequência das restrições à pesca.


ONG

A BDMLR foi fundada em 1990 e se baseia inteiramente em trabalho voluntário, com membros de prontidão 24 horas por dia durante todo o ano.

A entidade treina especialistas em primeiros socorros de mamíferos marinhos e possui vários tipos de equipamentos posicionados em locais estratégicos em todo o país. Há barcos de resgate, dispositivos de flutuação para os animais e kits para desembaraçá-los de redes, entre outros materiais.

Alan Knight, que também é presidente da ONG International Animal Rescue, disse que não é necessária qualquer experiência prévia em mergulho ou em medicina para se tornar voluntário. "Eu encorajaria qualquer um a integrar nossa equipe. É uma experiência muito gratificante", comenta ele.


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