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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Nova Humanidade

 "...É aconselhável manter-se um observador(a) informado(a), sem se deixar arrastar emocionalmente pelos eventos..."
"...Atualmente, muitos temem as previsões de desastres; é aconselhável, porém, ignorar tais mensagens, não entregando a elas a sua energia..."



Presenciamos atualmente o nascimento de um novo mundo. A luz de uma nova esperança chega à consciência das massas, preparando todos para a união.

Anos repletos de desenvolvimentos estimulantes em todos os setores da vida, de modo que mudanças significativas e duradouras possam ser feitas. É aconselhável manter-se um observador(a) informado(a), sem se deixar arrastar emocionalmente pelos eventos.

Durante milênios, todas as atividades políticas e religiosas têm sido projetadas para manter a maioria das pessoas prisioneiras. Através do medo as forças controladoras manipulam as escolhas de livre-arbítrio das massas.

Atualmente, muitos temem as previsões de desastres; é aconselhável, porém, ignorar tais mensagens, não entregando a elas a sua energia.

Os desastres acontecem apenas àqueles que não se alinham com a luz; quanto mais pessoas começarem a desejar um mundo de paz e harmonia, mais rapidamente as sombras se desintegrarão.

Chegou a hora de transformar o passado, incluindo experiências de relacionamentos mal entendidos. Decida simplesmente retornar à paz.

O despertar é um processo individual no qual descobrimos habilidades e valores em nós mesmos dos quais não tínhamos consciência anteriormente. Quando esses predicados são aplicados em nossas experiências diárias, ajudamos a implementar o processo de reforma.

Desse modo podemos participar na promoção do progresso. É uma questão de sintonia com as forças de orientação interiores.

Foi necessário que a humanidade passasse, no decorrer do seu processo de despertar, por um período de ´tentativa e erro`, para que pudesse aprender o discernimento. Quando a mente estiver treinada a abrir-se à voz do coração, as experiências serão bem mais criativas, espontâneas, cooperativas e emocionalmente recompensadoras.

A pergunta é, então: o quanto somos livres? O livre-arbítrio é um princípio universal. Trata-se de um conceito não muito bem compreendido. Há pouca experiência de livre-arbítrio em nosso mundo, por causa da programação cultural, pressões econômicas, rituais, hábitos, etc. Contudo, o livre-arbítrio está ao alcance de todos.

Refere-se à escolha da atitude que uma pessoa assume nas experiências que atrai de momento a momento em sua vida.

Por exemplo, quando algo acontece, a reação a esse evento é amplamente determinada pelo condicionamento que a pessoa recebeu e pelas características de sua personalidade, que é desenvolvida em parte por condicionamentos astrológicos, genéticos e psicológicos.

Essas energias, somadas às pressões ambientais, fazem de nós aquilo que somos, ditando as reações e as escolhas que fazemos ao nos expressarmos no que diz respeito a nossas experiências. São os condicionamentos que fazem de nós o que somos, e são os condicionamentos que escolhem por nós.

Há, no entanto, uma área onde temos livre-arbítrio. Trata-se de nossa capacidade de escolher evoluir e viver uma vida livre das programações, confiando que o coração guie nosso processo de vida.

Exercitar nosso livre-arbítrio é a experiência de felicidade.

Contudo, o livre-arbítrio depende do conhecimento que temos de nosso próprio poder. A felicidade depende do amor que damos e recebemos. Para conhecermos a verdade, devemos encará-la sem a interferência do filtro de nossas crenças.

O que parecia impossível em nossa história, muitas vezes tornou-se possível. Nosso futuro será ainda mais surpreendente à medida que descobrirmos o pior e o melhor. Ao tomarmos decisões baseadas no livre-arbítrio e gerenciarmos nossos próprios assuntos, poderemos atingir a maturidade espiritual e mental por nossa conta. Isto é evoluir.

A evolução somente é interrompida devido à falta de desejo de unificação, à ignorância, à indiferença e ao medo. A maioria das pessoas pensa em termos de prosperidade material e assim acumula somente objetos quando, na verdade, o que importa é nos tornarmos seres conscientes.
O objetivo é de se unir e realizar um projeto comum em que todos os povos e culturas possam, por sua vez, se unir e curar as energias que nos mantêm separados.

A liberdade é construída dia após dia, à medida que nos tornamos conscientes de nós mesmos e do ambiente em que vivemos. Nossa história até aqui é de guerras entre culturas e entre pessoas, sendo as conquistas sempre em detrimento dos outros.

Muito embora cada um de nós, enquanto filho da luz, tenha muitas qualidades e capacidades potenciais, são poucos os que podem exercê-las com dignidade, devido à falta de educação útil.

A educação e as condições da vida diária, incluindo a vida animal e vegetal, são controladas pelos representantes políticos, financeiros, militares e religiosos, forçando a maioria das pessoas a se tornar escrava de um sistema cruel que oferece riqueza para poucos e pobreza para muitos. Quando as verdadeiras regras do jogo forem conhecidas, entenderemos que não se trata
absolutamente de vencermos os outros, mas sim de conquistarmos a nós mesmos
.

O número de pessoas que começaram a despertar cresce diariamente e intenções cooperativas amorosas mostram uma atitude diferente para com a vida. Simultaneamente, porém, um trabalho de sabotagem é conduzido inteligentemente para sufocar esse serviço amoroso dirigido aos outros.

Não é fácil exercer o livre-arbítrio, pois é pesadamente bloqueado e manipulado pelos que querem a todo custo impedir que as nações deste mundo cheguem à paz e se unam umas às outras.

Conscientes da dádiva inestimável do livre-arbítrio, somos motivados a buscar um ponto de vista alternativo, mais holístico em relação à vida, onde aprendemos a ciência da interação construtiva, consequentemente entendemos melhor a consciência.

Cada um de nós é convidado a participar e fazer um esforço consciente para construir o mundo que deseja. A indiferença constitui uma negação do livre-arbítrio.

Quando sabemos que somos nós a criar nossa realidade com nossas intenções e pensamentos, logo procuramos limpar aqueles pensamentos que não são saudáveis, já que eles podem, de fato, criar uma situação incômoda para nós.
Quando finalmente avançarmos para uma consciência superior, o mundo será definitivamente baseado no reconhecimento."

Robert Happé em Evoluções
Fonte
AQUI


domingo, 25 de março de 2012

O Fim do Mundo, A Tirania do Medo e a Ilusão do Desejo

Fonte da imagem AQUI

"...Dentre os vários medos do homem, o do fim do mundo afigura-se como um dos mais temidos e prejudiciais..."


"...os verdadeiros homens de Deus, os verdadeiros sábios e avatares sabem que não se vence o medo com o medo. Sabem que o medo não liberta o homem, mas apenas aprisiona-o mais ainda..."


"...Os verdadeiros “despertos” não se preocupam com o tempo, com o amanhã ou com o futuro..."


"O medo é um dos piores entraves no caminho para o despertar..."


"...A necessidade e importância do despertar independe de quando será o fim do mundo – hoje, amanhã ou no próximo ano que importa?..."


"...Onde quer que estejamos, neste ou noutro mundo qualquer, seja físico ou não, ali estará nossa consciência ou desperta ou adormecida. Se ela estiver desperta aqui, assim o estará em qualquer dimensão ou mundo. Se adormecida aqui, assim o estará em qualquer outra dimensão ou plano..."


"...nada adianta viver falando no fim do mundo, quando não se trabalha para o despertar. Seria muito mais útil e produtivo alertar para um fato que pode ser constatado por qualquer um: o nosso mundo já acabou há muito tempo..."


 
"...O desejo de se alcançar qualquer coisa ou estado neste ou noutro mundo nos aprisiona cada vez mais nessas esferas terrenas ou astrais..."



O FIM DO MUNDO


Por que o medo sempre foi usado como armas de dominação das massas? Será que realmente precisamos dele para alguma coisa? Mudaremos ou salvaremos o mundo através do cultivo do medo? Qual é a relação entre o medo e o desejo? Será que não precisamos nos libertar destes dois para sermos realmente livres ? No texto abaixo refletiremos sobre estes e outros pontos relativos ao desejo, o medo e o fim do mundo.

OS PRIMÓRDIOS

A história do homem é uma história de bravura, de lutas, guerras, dominações, mas também é uma história de desejo e medo - muito medo. Desde a pré-história o homem oscila entre o medo do desconhecido, a necessidade de lutar pela própria sobrevivência e o desejo de expandir-se através de novos horizoantes. Diante do medo o que resta ao homem fazer? Confiar, crer em forças maior do que ele como o trovão, o fogo, o vento, o mar, a natureza e os animais. Ao render culto a essas forças primais procurava ele tornar o desconhecido menos arriscado e, ao mesmo tempo, fortalecer-se de coragem e fé para enfrentar os desafios das lutas diárias – de sobrevivência, dominação ou expansão. Os líderes religiosos sempre souberam do poder do medo, por isso, entre todos os povos e culturas – Astecas, Maias, Íncas, Egípcios, Gregos , Romanos, Hindus – foi marcante a presença de rituais “sagrados” muitos deles envolvendo sacríficios de toda espécie e natureza – inclusive de humanos. Esse poder, de tão notável, foi muitas vezes usado pelos governos – tiranos ou não – para dar legitimar suas ações aqui na terra. Assim, não era raro que o líder religioso e o líder terreno andassem paripasso fortalecendo-se mutuamente e cooperando na manutenção do status quo.

O MEDO, O DESEJO E A TIRANIA CATÓLICA

A história nos mostra que sempre foi assim. O medo e o desejo moveram o homem em boa parte dos acontecimentos históricos da Idade Média. A igreja católica é conhecida por protagonizar ações em que usou o medo e o desejo como principais armas de opressão: muitos temiam o inferno e desejavam ardentemente o céu, oferecido aos fiéis através das indulgências vendidas a peso de ouro a todos que obedecessem sem questionar as suas ordens e ditames – por mais absurdos e cruéis que pudessem ser. Foi através do cultivo do medo da condenação eterna e pela promessa do céus – por meio do perdão dos pecados – que muitos reis e imperadores, se renderam ao poder da Igreja. Foi assim, que ela consolidou-se como principal aliada do Estado. Chegou ao ponto de não precisar mais de discursos, passou usar a própria força e os poderes temporais a ela concedidos, para forçar e amedrontar a todos que a ameaçavam. O medo deixou de ser algo abstrato e passou a ser uma ameaça verdadeira: aqui merecem ser lembrados os temíveis tribunais de inquisição, as fogueira de mataram tantos e as Cruzadas. Mas, é bom lembrar que tudo isso iniciou-se com o medo do inferno e o desejo de se alcançar os céus. O resultado disso tudo foram séculos e séculos de dominação tirânica através do medo e do desejo.

HOMENS LIVRES QUE MUDARAM O MUNDO

Mas – graças a Deus – apareceram homens livres do medo da Igreja e sua teologia e estes homens mudaram a história. Homens como Francisco de Assis, Martinho Lutero, João Calvino, Rei Henrique VIII, dentre outros, tiveram a coragem de romper definitivamente com o medo que tanto oprimia os homens. Livres do medo, estes homens ousaram enfrentar a ira de uma organização poderosíssima e tirânica como o foi a Igreja Católica durante a Idade Média. Isso prova que a liberdade sempre começa na consciência. Uma mente livre atua destruindo grilhões e amarras que prendem a si mesmo e aos outros. Por isso que a liberdade nunca é bem vinda, seja onde e quando for. Homens como Jesus Cristo, Gandhi, Krishnamurti e outros grandes – mártires ou não – são verdadeiras ameaças ao poder estabelecido. Eles não se submetem ao poder do medo. Suas mentes e consciências são livres de tal forma que não temem a morte, a dor e o sofrimento. O que não significa que são tolos, sabem a hora de agir e até que ponto podem ir. Realizam, assim, o que Jesus disse “Sêde mansos como as pombas e prudentes como as serpentes”.

O MEDO, O DESEJO E A TIRANIA NA SOCIEDADE MODERNA

O problema todo é que esta problemática não é exclusividade da Idade Média. Até hoje o medo e o desejo são usados como forma de dominação em todas as áreas e setores da sociedade moderna. É um verdadeiro câncer que atinge a toda humanidade, com raríssimas excessões. É o professor que não aceita que o aluno discorde de suas posições. É a mãe e o pai que exigem obediência irrestrita dos seus filhos – mas não explica o porquê. É o marido que ameaça a esposa com violência e até morte caso ela ouse desobedecê-lo. São os patrões que não aceitam ser contrariados. São as seleções para empregos ou promoções de cargos internos, em que os mais independentes e questionadores são banidos pois representam uma ameaça . São aqueles que são rechaçados de uma empresa ou instituição por terem a coragem de denunciar os erros e as falcatruas. São as religiões que, como na idade média, continuam usando o medo do inferno e o desejo de viver no céu – para manter seus domínios sobre as mentes de seus seguidores. São as crenças de que quanto mais você desejar e quanto mais ambições tiver melhor será. São os chamados movimentos religiosos que alimentam a busca por estados superiores de consciência ou despertar como se este fosse resultado do desejo, esforço ou disciplina; É a crença geral e dominate de que devemos esforçar-mo-nos para ser mais, ser melhor, mais caridosos, mais bondosos – como se o ser humano pudesse tornar-se melhor através do desejo, do medo e do tempo. E assim por diante. E ai daqueles que discordem deles! Ai daqueles que ousem ter opiniões próprias! São taxados de obssediados, endemoniados ou mentalmente desequilibrados. Isso ocorre em quase todas as religiões e movimentos religiosos – com raríssimas excessões.

A CRENÇA NO FIM DO MUNDO

A PROFECIA DOS MAIAS ESTARÁ CORRETA?


Dentre os vários medos do homem, o do fim do mundo afigura-se como um dos mais temidos e prejudiciais. Ora, o fim do mundo é anunciado desde o tempo de Jesus, principalmente pelos apóstolos que agarraram-se às supostas profecias de Jesus sobre o fim dos tempos. Uma das sentenças mais intrigantes e que suscita polêmica é a seguinte “Em verdade vos digo que não passará esta geração até que isso tudo aconteça” ( MT 24 : 3- 34). Ora, obviamente ele não estava falando do fim do mundo físico, senão nem estaríamos aqui comentando estas questões. Estaria ele referindo-se a outros “finais” como por exemplo, as guerras ou o holocausto que arrasaram os Judeus? Estaria ele falando da morte dos próprios apóstolos martirizados em defesa da fé que propagavam e defendiam? Ou será que falou isso mesmo? Será que entenderam e registraram sua palavras corretamente? Ou seja, talvez tenha ele tenha se referido a outro fim, mas não no fim do mundo material.

TRAGÉDIA, DECEPÇÃO E A CRENÇA NO FIM

ADEPTO DA  FAMILY RADIO DE "MALAS PRONTAS"


Mas muita gente ainda acredita e prega o fim do mundo. O problema é que os anos vão passando e o fim não vai chegando, mesmo assim, esta crença vai fazendo estragos à medida que vai sendo anunciada por líderes malucos ou altamente espertos. Quem esquece de líderes religiosos como Jim Jones em 1978, David Koresh em 1993 e Marshall, Applewhite e Bonnie Nettles (Heaven's Gate) em 1997? E o que dizer de Jonas Wendell, Charles Taze Russel, William Millers, Joseph Flanklin Rutheford e outros profetas do Fim do Mundo que anunciaram e reanunciaram o fim do mundo várias vezes, gerando muita confusão, frustação e decepção? Por último, a imprensa mundial informou que um grupo religioso conhecido como Family Radio liderado pelo pastor Harold Camping, de 89 anos marcou a data final para a 21 de Maio de 2011, como nada aconteceu, obviamente ele já remarcou a data para 21 de Outubro de 2011. Outros, já adiaram a data um pouquinho mais a data e fixaram-na para 2012. Além desses casos mais notórios, há centenas de outros casos que envolvem anônimos. Recentemente, a televisão reportou o caso de umas famílias que – crendo-se eleitos e confiantes no arrebatamento – picotaram dinheiro, deixaram os empregos e o lar – e saíram sem destino caminhando ao longo das estradas pois acreditavam que iriam ser arrebatados ao longo do caminho. Ora até quando iremos conviver com tanta estupidez? Até quando as sementes perniciosas de crenças como estas continuarão fazendo suas vítimas?

OS VERDADEIROS ILUMINADOS NÃO ALIMENTAM O MEDO

Quero deixar bem claro que não estou aqui como defensor de minha verdade, mas também questiono todos aqueles que agem como se a detivessem – ainda convencem os outros de que a tem. Mas, se realmente essas pregações escatológicas tivessem alguma valia ou importância, teriam sido anunciadas pelos verdadeiros iluminados que visitaram nossa terra até pouco tempo. Seres como Paramahansa Yogananda, Sri Yukteswar, Lahiri Mahasaya, Babaji (o verdadeiro), Krishnamurti, Ramakrishna, Ramana Maharish teriam, de alguma forma, nos alertados para a proximidade do fim, mas por que não o fizeram? É simples, porque os verdadeiros homens de Deus, os verdadeiros sábios e avatares sabem que não se vence o medo com o medo. Sabem que o medo não liberta o homem, mas apenas aprisiona-o mais ainda. Sabem que o medo não pode ser usado como ferramenta de dominação e convencimento de ninguém. Sabem o mais óbvio: não se liberta o homem do medo usando o próprio medo como fator de libertação – é impossível. É uma grande incoerência. Quem assim o faz, prova não ser iluminado, atesta para si mesmo e para os outros que não é um “ser liberto”.

O VERDADEIRO DESPERTO NÃO ALIMENTA ILUSÕES

Os verdadeiros “despertos” não se preocupam com o tempo, com o amanhã ou com o futuro. Seria contraditório se o fizessem. Eles querem exatamente o contrário: libertar-mo-nos do tempo, pois no tempo, só há miséria, dor e sofrimento. É a dimensão do tempo e do desejo que nos mantém presos nas nossas próprias ilusões. O medo é um dos piores entraves no caminho para o despertar. É ele que alimenta as crenças, é ele que mantém a doentia relação guru- discípulo- relação esta que trouxe mais males que benefícios pois afigura-se como campo fértil da exploração, da dominação e do medo. O verdadeiro guru está além dessa dependência e também não a alimenta. O problema é que nem todos os gurus são verdadeiros e são raros os verdadeiros que saem do anonimato – por alguma razão especial o fazem – mas não por sua própria vontade e glorificação. Talvez, haja momentos em que os verdadeiros gurus tornam-se conhecidos – como no caso da linhagem que iniciou-se com Babaji e continuou com Yogananda – mas estes acontecimentos são excessões, não são regras. Além disso, tudo o que Yogananda escreveu e todos os milagres que ele presenciou não teriam sido possíveis se não houvesse uma ordem superior autorizando. Ou seja, não foi pela vontade dele, nem dos iogues que ele conviveu, que estes fatos foram por ele testemunhados e posteriormente revelados ao mundo. Mas foi por uma ordem superior, por uma causa que somente podemos inferir, mas dificilmente saber.

YOGANANDA, OS GURUS E O PROBLEMA DAS CRENÇAS

Autobiografia de um Iogue

É fato que depois de Yogananda, o mundo não teve mais nada parecido. Não foi por falta de tentativas. Há vários escritores, "iogues", e ex-discípulos de Yogananda que dizem ter passado por experiências similares as dele – inclusive com encontros com Babaji – mas seus testemunhos não tem a força e a influência alcançada por Yogananda e seu Autobiografia de um Yogue. É como se aquele "portal" do miraculoso, tivesses sido aberto por ele, mas encerrou-se nele também. Dificilmente a humanidade vai ter outro acontecimento como este na terra. O motivo é porque quando a humanidade tem conhecimento desses fatos e pessoas extraordinárias, ele multiplica os vários problemas e ilusões que já existem. Explicando: é fato que Yogananda com seu relato em primeira mão reviveu a chama da espiritualidade em vários corações desiludidos e desacreditados. Mas também é fato que as revelações por ele trazidas, até hoje provocam prejuízos de inimagináveis consequências tais como: as várias correntes que usam o nome de Babaji para se promoverem, as brigas pelos direitos autorais da verdadeira Kriya Yoga, as várias pessoas que se autoproclamadas encarnações de Babaji e Yogananda que pipocam na Internet, e os vários movimentos religiosos que se apóiam na tradição e autoridade de Yogananda como forma de “legitimar” seus movimentos e organizações – e assim por diante.
Talvez, por isso, Krishnamurti tenha recusado, até o último momento a dar descrições sobre o além, sobre quem era, sobre quem o acompanhava, ou sobre o “outro lado”. Disse ele certa vez: “É que se abrirmos esta porta, não poderemos conter o que está por trás dela”. Isso basta para percebermos o quanto é tolo ficarmos discutindo sobre o além, sobre o futuro, sobre a iminência ou não do fim do mundo. Nada disso nos transforma, nada disso nos liberta, nenhum significado tem para nossas vidas.

QUAL MUNDO QUEREMOS SALVAR?

O MUNDO DA MATRIX OU ILUSÃO

A necessidade e importância do despertar independe de quando será o fim do mundo – hoje, amanhã ou no próximo ano que importa? “ Onde estiver teu coração aí estará o teu tesouro”. “Onde estiverem os cadáveres alí se juntarão as águias”. Onde quer que estejamos, neste ou noutro mundo qualquer, seja físico ou não, ali estará nossa consciência ou desperta ou adormecida. Se ela estiver desperta aqui, assim o estará em qualquer dimensão ou mundo. Se adormecida aqui, assim o estará em qualquer outra dimensão ou plano. Por isso, importa trabalharmos para o despertar aqui e agora, pois somente no aqui agora, o eterno presente, pode o homem se libertar das ilusões do ego e do tempo. Por isso, aos arautos e profetas do fim do mundo e a todos aqueles que comungam da mesma crença, não esqueçam que nada adianta viver falando no fim do mundo, quando não se trabalha para o despertar. Seria muito mais útil e produtivo alertar para um fato que pode ser constatado por qualquer um: o nosso mundo já acabou há muito tempo. Nós vivemos em um mundo de ilusões, de sonhos, de pensamentos reativos e de desejos. O mundo que queremos salvar simplesmente não existe. Não sabemos o que é a vida, tudo o que fazemos nesta vida é apenas resultado de um emaranhado complexo de fatores, de causas e efeitos, cujo centro é desprovido de qualquer essência. Ou seja, o que somos? Condicionamentos? Desejos? Pensamentos? Memória? É este o mundo que queremos salvar? Para quê? Para perpetuarmos a ilusão e o consequente sofrimento?

OS SONHOS CONTINUAM NO ALÉM?

A MEDITAÇÃO  E AS VIAGENS ASTRAIS

A vida verdadeira, o verdadeiro mundo está aqui – exatamente onde nos encontramos apenas a Mente nos impede de percebê-lo. Nosso trabalho deve se concentrar no despertar pois nele é que se encontra a única saída possível. Assim dizia Buda, Jesus e assim reafirmou Sri. Yukteswar “um ser terreno não desenvolvido permanece a maior parte do tempo no profundo estupor do sono da morte e dificilmente tem consciência das belas esfera astrais”. Isso também pode ser comprovado por qualquer pessoa ao dormir. Os projetores conscientes (aquelas pessoas que ‘acordam’ dentro dos sonhos) sabem que quanto mais conscientes ficarem durante o dia, maior é a chance de se ter sonhos lúcidos. Isso pode ser comprovado por qualquer um, não precisa “crêr”. Implica dizer que toda nossa energia e atenção deve concentrar-se no despertar, do contrário continuaremos dormindo - tendo alguns momentos de semi-consciência e raríssimos momentos de verdadeira consciência.

O DESEJO E O MEDO IMPEDEM O DESPERTAR

Que me perdoem todos que acreditam no fim do mundo. Não esqueçam que crenças, são apenas crenças e que não podemos tê-las como Verdade. A Verdade está aqui diante de nós. Ela encontra-se na percepção do que somos e a consequente libertação de todo o medo e desejo. Medo e desejo são irmãs, como faces de uma mesma moeda. O desejo de se alcançar qualquer coisa ou estado neste ou noutro mundo nos aprisiona cada vez mais nessas esferas terrenas ou astrais. Buda já dizia que “o desejo é a raiz de todo o mal”. Sri. Yuktésar afirmou categoricamente que “o poder dos desejos não realizados é a raiz de toda escravidão humana”. (A.Y-457). Krishnamurti costumava dizer que o próprio desejo de se alcançar a Verdade ou Deus impedia-nos de percebê-la, pois desejo é tempo, é pensamento, ou seja é a perpetuação do próprio EGO.

MEDITAÇÃO: O CAMINHO DA LIBERTAÇÃO

A MEDITAÇÃO É A SAÍDA

Por fim, é bom ficarmos alertas para esses dois grandes fatores da escravidão humana: desejo e medo. Ora, porque desejamos? É simples, porque temos medo. Desejamos o céus porque tememos o inferno. Desejamos a saúde porque tememos a doença. Desejamos o sucesso e abundância porque tememos as dificuldades e a escassez. Desejamos um amor porque tememos a dor da solidão. Desejamos a iluminação e a bem-aventurança porque tememos a ilusão e o sofrimento – e assim por diante. Assim sendo, devemos estar conscientes do medo e do desejo, e não tentar vencê-los com mais medo e desejo – um eterno círculo vicioso muito difícil de escapar e perceber. Somente com o não-desejo, somente com a quietude da meditação, somente com o percebimento sem escolha, sem desejos de ser, vir-a – ser ou não-ser é que o homem pode libertar-se. A Bíblia já anunciava “aquietai-vos e sabei que Sou Deus”. Apenas na quietude da verdadeira meditação, libertos do tempo, do esforço e do medo é que o homem vai libertando-se aos poucos dos grilhões de Maia ou Matrix. Assim, anunciou os grandes avatares, assim alertou-nos os iluminados e assim nos diz nossa própria inteligência, razão e experiência. Abaixo a pedagogia do medo! Não precisamos de mais medo, basta-nos o que já temos! Necessitamos sim do despertar e esse só vem quando não há mais nenhum resquício de medo ou desejo. Inclusive do medo do Fim do Mundo e do desejo de se alcançar o céu, o paraíso ou até mesmo o Nirvana.

AUTOR: ALSIBAR (Sob inspiração?)

Fonte AQUI


sábado, 17 de março de 2012

Despertar da noite da alma

Pintura de Emile Munier
(París, França, 2 de junho de 1840 – Paris, França, 29 de junho de 1895)

Quando o discípulo começa a dar menos valor às coisas temporais, muitas vezes passa por um estado de indecisão, talvez de impaciência ou mesmo de angústia.

Então, sobrevem-lhe o desejo de isolar-se. Este desejo e as circunstâncias de sua vida forçam-no a uma reflexão mais profunda e favorecem, digamos, o despertar da “noite da alma”. Estado que é geralmente desesperador para o eu-personalidade; entretanto, vencida essa etapa, dá-se a desejada metamorfose. Nada mais lhe interessa a não ser progredir na Luz e no trabalho em prol do Bem Comum.

Reconhece que todas as pessoas, em essência, são iguais a ele – legítimos Filhos de Deus.

Saint Germain

Do livro Discursos de Saint Germain, trechinho da pag. 84 - Ponte Para Liberdade


terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Verdadeiro Despertar



Não tente medir aquilo que você é ou que pensa ser. Qualquer medição limita-se à forma, e limitado não é o seu verdadeiro Ser. Logo, ao fazer comparações, estipular medidas ou tentar apalpar o indivisível, há a perda da coisa em si. Seria como andar em círculos sem ter a noção do próprio tempo.
A não-forma, embora possa haver fisicalidade envolvida, como o ar que sopra ao nosso redor ou a água que nos sacia a sede, só pode ser medida através de seu reflexo, de sua projeção, como as camadas densas dos elementais citados. Todavia, em sua pureza essencial, em sua natureza divina, a não-forma é intangível e, por isso, incompreensível para a mente egóica.

Buscar tornar-se consciente é aprender a vislumbrar a não-forma. E isso não se dá através dos sentidos básicos, ao contrário, estes somente servem para o limitado e o finito. Compreender aquilo que está além compete à mente profunda, cuja total abstração abrange a própria expansão indeterminada da não-forma. E para que essa mente profunda possa se manifestar no homem, há de se ter humildade e paciência, sem as quais não pode haver qualquer tipo de evolução.

A humildade consiste em reconhecer seu próprio estado limitado, dando abertura para uma superação desta mesma limitação. Mais que isso, somente através da humildade é que a ignorância pessoal pode ser descoberta e definida.

Sem isso, há apenas a constituição do ego-agente que, para todos os meios, jamais poderá permitir a manifestação da mente abstrata, uma vez que ele vê na própria afirmação o princípio de qualquer entendimento. Mas em fato é justamente na não-afirmação do eu que o Verdadeiro Ser manifesta-se.

Já a paciência, mais do que um atributo que permita a constância e a impermanência, é a palavra comum que mais consegue definir aquilo que conhecemos como amor. E quando há a limitação corpórea, mental e emocional, desenvolvê-la passa a ser uma virtude do forte de espírito, do cosmo-agido.

Apenas os fortes têm paciência, apenas os que já se mostram divinos podem demonstrá-la, pois o amor verdadeiro é divino.

Logo, qualquer caminho pavimentado com humildade e paciência leva invariavelmente ao desenvolvimento da mente profunda. E quando esta se faz presente, a não-forma, antes apenas especulativa, torna-se tão concreta quanto qualquer objeto material. Mas sem a limitação que a este compete. Eis então o surgimento daquilo que se conhece como Consciência Pura.

Pois apenas quando a não-forma se faz evidente é que o indivíduo pode compreender tudo aquilo que abrange o seu ponto de vista, agora supraexpandido, tornando-o não apenas um ser humano com tendências espirituais, mas um deus com tendências materiais. E esse é o verdadeiro Despertar.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O Correto Adormecer e o Correto Despertar

"...o último pensamento do consciente
deve ser positivo, imbuído da vontade de ir para
um nível bem alto, superior..."

pintura de Josefine Wall

O Correto Adormecer

Quando nos deitamos e nos preparamos para adormecer, o eu superior vai reunindo todas as energias disponíveis, levando-as para a região do centro cardíaco. É importante acompanhar esse movimento, interiorizarmo-nos e partirmos para um sono tranquilo, na direção de níveis mais profundos.

Quando o corpo físico e o cérebro dormem, a alma recolhe-se em seu próprio nível, de onde pode ou não enviar impressões para os corpos da personalidade. Se os corpos estiverem prontos, em repouso, as mensagens da alma podem atravessá-los. Desse modo, quando o corpo acordar depois do sono terá registrado no cérebro o que a alma enviou.

Se não houver o devido relaxamento, o cérebro físico continuará registrando o que acontece em torno e estará impedido de captar o que ocorre nos níveis sutis durante a noite. É necessário também que o corpo emocional esteja em estado de relaxamento. A mente pensante, ou mente concreta, também pode produzir sonhos por conta própria, pois o que aconteceu durante o dia fica impresso nela. Como o corpo mental permite-nos atuar com a energia da vontade, basta querermos não sofrer influências de pensamentos externos, individuais ou coletivos.

Seria bom que ao adormecer atingíssemos logo, com a consciência, zonas mais profundas de nosso ser. Há uma técnica que pode ser usada. Consiste num cuidado especial para com o momento-limite que antecede o adormecer, momento em que vamos entrando no estado onírico. Aí, o último pensamento do consciente deve ser positivo, imbuído da vontade de ir para um nível bem alto, superior. Quanto ao hábito de ler antes de dormir, da qualidade do texto vai depender a qualidade da vida onírica. Toda leitura coliga-nos com o plano mental do escritor ou com o nível que o inspirou.

Outro ponto a ser considerado é o horário de dormir. É bom ter um horário fixo, regular. O uso dessas técnicas ou de outras não deve ser permanente. Obtido o autocontrole, a pessoa descobre a disciplina que lhe convém; pode até conseguir orientação interna a respeito, o que, a certa altura, costuma ocorrer.

O Correto Despertar

"...Os que usam despertador ignoram
que o corpo físico tem consciência própria..."

pintura de Jesefine Wall

Existe um momento de percepção muito curto, um instante em que notamos estar acordando e em que recapitulamos os acontecimentos da noite. É nesse momento que precisamos ter cuidado para não permitir a entrada de preocupações nem do programa para o novo dia. Procuremos nesse instante ficar imóveis e sem pensamento algum. Conseguido o silêncio, perceberemos o acordar do corpo e tomaremos cuidado para não movê-lo, principalmente a cabeça. Um simples movimento da cabeça pode alterar todo o quadro do sonho.

Se algum sonho tiver de vir à memória, poderá vir nesse momento especial; se nos lembrarmos de apenas um trecho, basta tê-lo presente para que os outros surjam aos poucos. Há casos em que, depois do acordar tranquilo, o sonho vem à memória de uma vez e não é necessário recapitulá-lo. Ainda assim devemos continuar quietos, com todos os cuidados previstos. Quando o sonho tiver vindo à lembrança, nós o anotaremos antes de passar à recordação de outro que possa ter ocorrido na mesma noite.

Após uma noite criativa, estaremos transformados, principalmente se o sono profundo for proveitoso. Há quem tenha ótimas ideias ao despertar. Para estes recomenda-se que antes de adormecer vejam com clareza o assunto a ser resolvido e entreguem-no à supraconsciência. Enviando-o para o mais profundo do ser e não pensando mais nele, a solução poderá imprimir-se no cérebro físico no momento do despertar.

Caso o sono seja interrompido pelo movimento de alguém próximo ou por um despertador, a consciência tem de voltar subitamente para dentro do corpo, o que pode eliminar a possibilidade de a pessoa lembrar-se do que se passou durante o sono. Os que usam despertador ignoram que o corpo físico tem consciência própria. Como está sempre ativa, basta pedir-lhe que desperte o corpo físico em determinado horário, e ela atenderá.

Na proteção especial que passamos a ter quando nos pautamos por aspectos superiores das leis universais, a realidade dos acidentes apresenta-se bem diferente para nós. Do ponto de vista energético, os acidentes são o resultado de vibrações de desarmonia e desordem em algum nível da consciência. Nos lugares onde a harmonia e a ordem são cultivadas, eles são raros ou inexpressivos.

Ainda que adotemos todas essas atitudes positivas, convém lembrar que o desenrolar dos acontecimentos nos níveis internos durante o sono do corpo físico escapa ao nosso controle – a não ser no caso do sonho comum, normal, produzido por desejo, sonho esse que pode até ser dirigido, se estivermos bem treinados.

Adaptado do livro “Nossa Vida nos Sonhos”,
de Trigueirinho – Págs. 31 a 40
http://www.trigueirinho.org.br/textos/php/correto_despertar.php
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