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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Devoção e busca pela união com o mais alto


"...A fusão do ser humano com seu mundo interno, sutil, não mais requer dele disciplinas ascéticas externas rigorosas, podendo ocorrer em qualquer tempo, espaço ou trabalho que ele esteja realizando..."



A insistência em aderir hoje em dia a antigas técnicas espirituais indica que o indivíduo não compreendeu o processo de evolução das energias. A fusão do ser humano com seu mundo interno, sutil, não mais requer dele disciplinas ascéticas externas rigorosas, podendo ocorrer em qualquer tempo, espaço ou trabalho que ele esteja realizando. Para tanto, basta que o indivíduo mantenha uma intenção firme e que sua consciência esteja identificada com o Único Criador de todas as essências e de todas as formas. Essa devoção permanente dissolve qualquer obstáculo à união.

É pela força dessa devoção pura e inquebrantável (atitude interna que dispensa toda espécie de manifestação física ou emocional) que se ingressa, nos tempos atuais, nos estados elevados de consciência. É esse o ensinamento que tem sido dado continuamente pelos grandes Instrutores da humanidade.

A beleza dessa elevação do homem está na fusão da sua consciência com seus níveis superiores, internos, e não na forma externa que esse processo assume.

O sinal de que isso está acontecendo com um indivíduo é que ele se torna encarregado de algum serviço útil a grupos ou à humanidade. Porém, para que isso se dê, ele passa por provas que colocam em conflito sua mente analítica, que deve, por fim, aprender a calar-se, sem, todavia, perder o discernimento e as qualidades que desenvolveu.

Ordem, harmonia e silêncio são firmados e, assim, a Lei Superior, divina, é conhecida e passa a ser vivida pelo indivíduo. Antes de desenvolver a devoção exclusiva pelo Altíssimo, ele vivia segundo as leis pessoais, psicológicas e materiais do planeta. Nesta fase personalista, o homem não sabia por onde andava nem aonde chegaria com o seu esforço. Todavia, quando alcança a etapa da devoção interior e secreta, ele percebe que faz parte de uma totalidade e que tudo, em sua vida, acontecerá para o melhor.

É preciso ter em mente, diante disso, que a Essência Única jamais trará fadiga ao ser. São os pensamentos errantes, as circunstâncias externas, as preocupações com os aspectos formais da vida e a identificação com o que é mutável que afetam o ânimo, a saúde e o equilíbrio do homem de superfície. Na era atual, ele perceberá a importância de ter o pensamento concentrado na meta espiritual e de canalizar as suas energias para o serviço ao Plano maior, divino. Já é tempo de se reconhecer que as enfermidades são produzidas também pelo pensamento dispersivo e pela concentração da mente só no que é material. É tempo de se saber que basta um pensamento na direção do Supremo, para que o caminho se abra. É bom que as pessoas não pensem em enfermidades e que busquem, unicamente, a união com o Alto, com o mais Alto.

A espera serena e a atenção permanente abrem a mente do homem à intuição. É essa linguagem da intuição que o Supremo usa para contatá-lo, desde que se mostre aberto à purificação e ao progresso. Purificação aqui significa liberação de obstáculos. Assim, quando se quer ser livre, ela é recebida com alegria e espírito de colaboração. Dessa maneira, vai-se produzindo aquilo que, em linguagem ocultista, se chamava de “luz dentro da cabeça”, e que significa compreensão superior.

O que une o ser humano à sua parte mais elevada é o saber caminhar sem paixões e apoios externos – mas com a mente e o coração fixos no amor divino, amor onipresente e onipotente.

Trigueirinho

Para aprofundar no tema ou para conhecer as obras do autor, acessar o site www.irdin.org.br ou www.comunidadefigueira.org.br.


Fonte AQUI


sexta-feira, 25 de dezembro de 2015



A consciência e o coração nos quais a compaixão já despertou são aqueles que sofreram com gratidão e fizeram esforços abnegadamente. E quanto mais tenham sofrido e se esforçado nesse sentido, mais capazes de compaixão se tornaram. A base desse caminho é passar pelas experiências sem lamentos. É vivê-las com alegria – mostrando assim grande compaixão por si mesmo, pelos outros e por tudo acontecer como acontece.

Trigueirinho


sábado, 23 de maio de 2015

A cura como expressão de uma realidade interna


Havasu fica nos Estados Unidos, com apenas 37 metros de altura e formando uma piscina natural colorida de azul turquesa, a Havasu corta o Grand Canyon, mais especificamente na região conhecida como Reserva Havasupai, fica bem escondida e só é alcançada depois de uma trilha de 19 km. O trajeto pode ser feito a pé ou a cavalo.

"...o conceito de cura, que normalmente se encontra na mente, vai sendo substituído pelo conhecimento de que a cura é a possibilidade de expressão de uma realidade interna, de um padrão de perfeição que temos dentro de nós..."

Véu da Noiva fica no Brasil. Um dos tesouros encontrados na Chapada dos Guimarães, a cachoeira conhecida como Véu da Noiva tem 86 metros de queda livre, por onde correm as águas do Rio Coxipó. Pode ser observada a partir de um mirante instalado próximo à administração do parque ou por baixo, depois de uma trilha que só pode ser feita com autorização do Ibama.


"...Momento a momento, do Cosmos chegam à Terra energias curativas..."

Seljalandsfoss fica na Islândia. Cachoeira tida como a mais charmosa da Islândia. Com 60 metros de altura, impressiona de duas maneiras: tanto na frente do véu de água que percorre a montanha pintada de verde, tanto no lado de trás, sendo este ângulo também muito famoso graças às inúmeras fotografias registradas ali. Fica próximo à cidade Selfoss, no sul da ilha, e perto ainda de Skógafoss, uma das maiores cachoeiras da Islância.


"...Compreendendo o sentido da Criação, o homem poderá ter as chaves para harmonizar a si mesmo e tudo o que o circunda..."

Cascata do Caracol fica no Brasil. Uma das principais atrações naturais de Canela, no Rio Grande do Sul, a Cascata do Caracol só pode ser avistada a partir de um imponente mirante, que fica bem em frente à queda d’água. Dentro do Parque Nacional do Caracol, porém, outras atividades podem ser realizadas, como trilhas ecológicas e percorrer a Escada da Perna Bamba. Depois da descida íngreme, os aventureiros chegam à base da Cascata e têm um contato mais íntimo com a imensa cachoeira.


A vida, a cura e a purificação, que em outros tempos eram simbolizadas pelo elemento água, devem ser hoje reencontradas nas correntes de energias sutis, espirituais.

A água pode abrigar em si a essência dessas energias, mas é bom saber que na realidade não é ela que vivifica, cura ou purifica. É a abertura e a aspiração do indivíduo que, ao fazê-lo contatar as energias que permeiam o elemento água, permitem que elas se fundam nas do seu próprio ser, elevando-o.

As energias que são atraídas por um instrumento de cura, seja esse instrumento a água ou qualquer outro, abrangem uma faixa bem ampla de vibrações, da qual cada um irá absorver o que lhe corresponde. Essa filtragem é feita pela consciência interna da pessoa, que permite penetrar em sua aura somente o impulso que lhe for adequado.

A água é símbolo universal da vida, no qual estão implícitas, entre outras, as qualidades de pureza, transparência e abundância.

É quando um indivíduo se desliga dos limites formais, quando vai mergulhando na sua própria essência, que ele passa a conhecer a Vida em cura, como uma realização suprema. Só então o conceito de cura, que normalmente se encontra na mente, vai sendo substituído pelo conhecimento de que a cura é a possibilidade de expressão de uma realidade interna, de um padrão de perfeição que temos dentro de nós. Sendo esse padrão saudável retirado dos níveis de escuridão e densidade, tendo a pessoa abdicado de lidar com as energias desses baixos níveis, ela passa a viver o cumprimento de uma Lei Maior, divina, e deixa de buscar realizações materiais. A pessoa pode ser então erguida do poço das dores, dos sofrimentos e das doenças para o trabalho com as energias da cura. A cura passa a ser vista como um ajuste daquilo que não exprime o padrão divino, como um processo que aproxima a criatura do arquétipo que lhe corresponde.

Momento a momento, do Cosmos chegam à Terra energias curativas. O homem deve contribuir para realizar a sua cura, onde quer que ele viva. Se puder tornar-se o que interiormente é em seu íntimo, irradiará essas energias, pois todo ser, consciência ou partícula vivente que realiza em si o que é destinado, torna-se curador.

O curador exprime em si a perfeição da vida. Sendo a energia de cura o que leva a vida à perfeição, como poderia ela ser veiculada por alguém que não a tem realizada em si mesmo?

No que se refere à cura nos níveis físicos, há uma chave para o reconhecimento da importância da ordem e da perfeita manutenção dos ambientes externos que espelhem a harmonia. Seguramente as pessoas que hoje buscam a cura interior já devem ter percebido esse fato.

Compreendendo o sentido da Criação, o homem poderá ter as chaves para harmonizar a si mesmo e tudo o que o circunda. Há muito foi dito que o macrocosmos reflete-se no microcosmos. Assim, o corpo do Cosmos reflete-se no corpo planetário e no corpo humano. Mas, para exprimir a harmonia de esferas cósmicas, o homem deve ter sua consciência na busca dos planos em que a vida cósmica se encontra.

Isso tudo é uma questão de abertura para o contato com o mundo interior, a alma, que pode levar ao despertar da consciência. E quando o processo de despertar interno tem início em um indivíduo, é necessário que ele siga as indicações que passa a receber desse mundo interior; caso contrário, ele não absorverá devidamente os ensinamentos que cada etapa do caminho lhe traz.

Trigueirinho

Para conhecer as obras do autor, acesse o site www.irdin.org.br ou o site www.comunidadefigueira.org.br.

Fonte das Imagens AQUI


terça-feira, 14 de abril de 2015

Vivências internas no caminho da busca espiritual


"...Aprendi que, se não interferimos no fluxo das coisas quando elas são guiadas internamente, tudo se dirige para o bem. Temos de vigiar sempre, estar atentos, mas sem preocupações..."


"...A fé é um estado da alma, do próprio eu interior, e que não nasce na mente humana..."


"...Ao ficarmos inteiramente receptivos às energias superiores, à ajuda que vem do Alto, usamos os atributos que temos, sabendo que jamais estamos sós...."


Posso dizer que nunca tive dúvidas de que participo de uma realidade maior e de que há outros níveis de consciência. Também nunca duvidei de que sou guiado por algo interno. Mesmo na infância e na adolescência, quando não me ocupava conscientemente da busca, essa certeza sempre esteve presente em meu íntimo.

Assim, pude ver que os fatos marcantes da minha vida estavam traçados e que só me cabia reconhecê-los. O que parecia novo, na verdade acontecia desde sempre, e no momento da experiência real apenas se projetava externamente. Apesar disso, quando os vivia, eram “novos” para mim, e nem sempre podia controlar seu desfecho.

Por causa da certeza de ser guiado, ao sucederem fatos incomuns, eu não opunha resistência a eles; entrava na experiência sem conflitos – e por estar inteiro, decidido a caminhar, não me preocupava com resultados.

Nunca me perguntei onde tudo aquilo iria acabar. Aprendi que, se não interferimos no fluxo das coisas quando elas são guiadas internamente, tudo se dirige para o bem. Temos de vigiar sempre, estar atentos, mas sem preocupações.

Fazer essas constatações é sinal de estar sendo guiado. Essa percepção é fruto da atuação do eu interior, porque ninguém chega a ela apenas contando com a própria parte consciente ou com a própria experiência.

As vivências não são iguais para todos os que fazem a busca espiritual. Conheci pessoas cujo eu interior as guiava para tomarem decisões graduais. Na verdade, podemos receber vários tipos de orientação interna. Algumas indicam o que não fazer, mas não o que deve ser feito. Outras mostram determinada coisa nos níveis superiores e o modo de concretizá-la na vida prática. Tanto num caso como no outro, a preocupação com os resultados tem de ser eliminada para que a entrega à condução interna seja incondicional. Obviamente é necessário fé. Só ela elimina a tendência natural a interferir no curso indicado.

A fé é um estado da alma, do próprio eu interior, e que não nasce na mente humana. Como todos têm alma, todos têm fé, embora a maioria se distancie dessa realidade fundamental. Mas, mesmo que não se reconheça a existência da fé, ela se encontra no centro de cada ser, e sem ela ninguém estaria vivo.

A certa altura, mais cedo ou mais tarde, todos entram na busca espiritual e descobrem a fé. Mas enquanto esse amadurecimento não se dá, grandes são os desvios e as vacilações a que se expõem.

A entrega ao eu interior não quer dizer ausência de razão. A razão continua existindo, e não temos de aboli-la. O exercício é usá-la sempre que necessário, da melhor forma, porém a serviço de algo maior. É ofertá-la continuamente à sabedoria que está além, para que as energias superiores a alimentem e transfigurem.

Algumas vezes nos é dado esquecer que somos guiados, para vermos a diferença entre agir conduzidos interiormente e agir por conta própria. Nessas situações, fazemos coisas com as quais não estamos de acordo. Perceber isso nos leva a querer deixar de agir por nós mesmos o mais depressa possível.

Ao ficarmos inteiramente receptivos às energias superiores, à ajuda que vem do Alto, usamos os atributos que temos, sabendo que jamais estamos sós. As energias que agem por nosso intermédio acabam por nos ampliar a consciência, e vemos então que não existe uma vida e nós, separados dela. Nossa própria vida fica à disposição da grande Vida que a inclui, e nada mais resta de fora.

Trigueirinho

Para conhecer as obras do autor, acesse o site www.irdin.org.br ou o site www.comunidadefigueira.org.br


segunda-feira, 6 de abril de 2015

A necessária busca do equilíbrio e da harmonia pela humanidade


"...na vida, as dádivas são também provas: é preciso saber usar com correção os dons e bens que nos são entregues..."


Sabe-se que na Terra sempre houve violência e massacre de inocentes, bem como a exploração não só de membros do próprio reino humano, mas também do reino animal, do vegetal e do mineral.

Como ciclos de ações desequilibradas e ciclos de impacto das consequências geradas por elas, até agora foram alternando-se sem se resolver, o jogo do destino se perpetua, e o homem custa a dar-se conta de que um reto viver, com renúncia ao desejo, é o caminho direto para a libertação. Nesse ponto Buda foi bastante explícito, mas através dos séculos, seus ensinamentos pouco repercutiram no dia a dia da maioria das pessoas, embora estejam vivos em seu mundo interno.

Enquanto os seres humanos compreendem os fatos com base em suas crenças ou agem segundo seu conhecimento pessoal, permanecem circunscritos ao retorno das ações que praticam, à necessidade de equilibrá-las. Baseados em propósitos individuais ou egoístas, seus atos pouco conseguem contribuir para o bem do Todo e demandam sempre reações neutralizadoras, que podem vir por intermédio de outras pessoas ou da natureza. Essas reações podem ser purificadoras, pois desmantelam estruturas não sadias de indivíduos, de grupos ou mesmo de povos e civilizações inteiras. Contudo, se estiverem imbuídas de forças humanas, provocarão novas reações. E, assim, surgem e se propagam as complicações do destino desta humanidade.

Muito pode ser feito por aqueles que já estão conscientes da necessidade de uma mudança nesse padrão repetitivo. Um novo estado poderá implantar-se neles e contribuir para a transformação da face da Terra, à medida que forem entrando nos ritmos de uma lei superior, divina.

Porém, na vida, as dádivas são também provas: é preciso saber usar com correção os dons e bens que nos são entregues.


Como tudo está incluído numa Consciência Única, fonte de toda manifestação, não há detalhe que não deva ser considerado na busca do equilíbrio e da harmonia. O que nos cerca e o que somos, tudo precisa converter-se em instrumento de serviço e ser utilizado de maneira adequada. Nesse sentido, a água, a eletricidade, o alimento, o dinheiro, o transporte, o labor, o sono, a palavra, o sentimento e o pensamento deixam de nos pertencer e passam a ser vistos pelo que na verdade são: expressões dessa consciência onipotente.

Quem se empenha em evoluir deve aprender a ter paciência e a aprofundar seu sentido de observação. Em certas fases da vida a pessoa pode pensar que não está progredindo ou que nada de promissor está acontecendo, embora esteja trabalhando para isso. Entretanto, não é bem essa a realidade. Pelo fato de dedicar-se com seriedade à evolução e de estar por isso sendo intensamente transformada, muitos eventos na sua vida podem ser suavizados.

Sei de indivíduos que viviam com grandes restrições materiais e as tiveram resolvidas ao ingressarem abnegadamente no caminho espiritual e prestarem serviço com um grupo altruísta; sei de outros que ficaram liberados de certos laços pessoais para servir em âmbitos maiores, como, por exemplo, o de um país e o do planeta. Pessoas que se mantinham limitadas por deveres básicos e circunscritas ao âmbito familiar veem-se de repente nesses processos de transformação, livres para dedicar seu tempo e energia a causas universais.

Trigueirinho



Para conhecer as obras do autor, acesse o site www.irdin.org.br, onde há gratuitamente mais de 2.000 palestras gravadas, ou o site www.comunidade figueira.org.br, que transmite ao vivo palestras mensais de Trigueirinho.


domingo, 1 de março de 2015

O planeta vive hoje uma época de grandes desafios


"...a desesperança está com os dias contados. Um novo estado de ser emerge em vários pontos do planeta..."


"...Para a mente superior se expressar nos adultos, estes terão de se determinar a não se estagnar no viver normal, e ir ao encontro da própria fonte interna..."


"...A força para trilhar tal senda vem da nossa própria consciência superior, que está fora da influência do tempo e do espaço..."


"...Temos, hoje, a impressão de estar sempre recomeçando e de que tudo transcorre com mais velocidade..."


"...“Todas as complicações vêm da mente e do cérebro”... ...Os limites da mente racional estão prestes a ser superados, e este é o momento da transição..."


Esta época apresenta grandes desafios. Os valores éticos parecem ter desaparecido, os diversos sistemas de governo se mostram inadequados, a violência e a fome aumentam sem limites, a ciência se perde em tecnologias e a Natureza, explorada, reage. Contudo a desesperança está com os dias contados. Um novo estado de ser emerge em vários pontos do planeta, e um número cada vez maior de pessoas começa a reconhecer uma mente superior.

Pode-se perceber a manifestação espontânea desse novo estado, sobretudo em algumas crianças antes de entrarem na educação comum, com programas escolares que se restringem apenas à parte externa do ser humano. Para a mente superior se expressar nos adultos, estes terão de se determinar a não se estagnar no viver normal, e ir ao encontro da própria fonte interna de conhecimento, paz e alegria. O certo é que um mundo novo está pronto nas profundezas do coração da humanidade. Por milênios sementes foram plantadas e regadas, e seu despontar, há muito aguardado, agora se deixa vislumbrar.

Há séculos santa Teresa de Ávila já tinha clareza a respeito do grande tesouro que constitui essa fonte interna no ser humano e do intenso trabalho que em geral se despende para contatá-la. Chegou a dizer que não se deveria desistir, viesse o que viesse, custasse o que custasse, quer se chegasse ao fim, quer se morresse no caminho. A força para trilhar tal senda vem da nossa própria consciência superior, que está fora da influência do tempo e do espaço. E como podemos chegar a isso? Pondo-nos em solidão e olhando para dentro de nós mesmos, recomenda-nos santa Teresa.
“Sê simples... Sê simples”, sugeriu por sua vez a Mãe, Mirra Alfassa, instrutora do Ashram de Sri Aurobindo, na Índia. Pioneira que em meados do século XX compreendeu profundamente a natureza oculta da vida das células, ela percebeu as imensas possibilidades que o surgimento de um novo estado de ser iria trazer e apresentou chaves para facilitar tal processo. “Todas as complicações vêm da mente e do cérebro”, disse-nos em sua “Agenda”. E o que a Mãe chama de simples nada mais é que uma espontânea alegria na ação, na expressão, no movimento, na vida. Ela propõe o reencontro dessa condição divina, verdadeira e feliz em nosso interior.

Leis ainda desconhecidas estão vindo à tona na vida de cada um de nós. Temos, hoje, a impressão de estar sempre recomeçando e de que tudo transcorre com mais velocidade. Estamos sendo convidados a transcender o sentido, desenvolvido há tempos e sempre alimentado, de que somos indivíduos separados uns dos outros. Os limites da mente racional estão prestes a ser superados, e este é o momento da transição.

A partir de suas experiências interiores, a Mãe revelou como ir além desses limites: ao nos sentirmos sob a pressão dos hábitos e da vida comum, devemos recolocar-nos por inteiro no presente, sem a influência das recordações do passado. Assim, com a ajuda, evocada sem cessar, dos níveis mais elevados da nossa consciência, o movimento correto se restabelece.

A humanidade está sendo estimulada a dar um passo para que novas condições de vida possam instalar-se na superfície da Terra. Algumas bases começam a consolidar-se. Para um número crescente de pessoas, metas materiais já não despertam interesse. Sua busca é de fortalecimento da ligação com a essência do ser.

Trigueirinho

Para conhecer as obras do autor, acesse o site www.irdin.org.br, ou o site www.comunidadefigueira.org.br, que transmite ao vivo palestras mensais de Trigueirinho.




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Superar fronteiras e tocar o desconhecido



"...uma pessoa pode permanecer inabalável diante dos fatos da vida. Nada retendo, não está ao sabor das ondas do consciente coletivo; sabe qual é o seu lugar, e este não é afetado pela turbulência externa..."



"Enquanto a razão não se curvar à sabedoria, o homem estará como um cego andando em um deserto, padecendo sobre as quentes areias que ele mesmo escolheu como caminho..."


"...É inútil clamar pelo Encontro Interno usando palavras do mundo; o reino interno é revelado àqueles que nada pedem..."



A travessia, a nado, de grandes extensões, a escalada dos mais altos picos e cordilheiras, o mergulho em grandes profundidades, e o salto de imensas alturas exemplificam a vontade íntima do ser humano de transcender seus próprios limites. Com essas proezas ele tenta superar fronteiras e tocar o desconhecido.

No caminho interior, aquele voltado para sua alma, a pessoa não mais deve empreender esforços ou canalizar suas energias externamente; trata-se de recolher-se e de preparar-se para viver um grande momento. São as fronteiras internas que devem ser cruzadas, são os elevados cumes da consciência que devem ser alcançados, e é a profundidade do ser interior que deve ser tocada. Toda e qualquer ação externa deverá ser fruto desse contato interior, desse mergulho no desconhecido, o cosmos revelando-se à consciência do homem, e este reconhecendo o seu destino infinito.

Sagrados são os estados de tranquilidade e de impassibilidade, e bem poucos os conhecem. Para alcançá-los, o homem precisa não ter raízes que o mantenham preso, ou vínculos que o façam reagir diante dos confrontos externos. Liberto dos laços, ele se acerca do recolhimento com mais liberdade; sabe, porém, que a prova consiste em manter-se sereno também quando se move e quando é movido pela vida.

Aquele que está unido ao Único – que chamamos de Deus – vê, em tudo o que recebe, uma advertência que o faz lembrar-se de que há um correto destino para cada coisa e de que tudo passa e flui sem jamais se deter. O que lhe é doado apenas completa o movimento de um contínuo fluir. Assim, uma pessoa pode permanecer inabalável diante dos fatos da vida. Nada retendo, não está ao sabor das ondas do consciente coletivo; sabe qual é o seu lugar, e este não é afetado pela turbulência externa.

Aquele que desatou os laços que o prendiam ao mundo dos homens pode percorrer os céus e a terra, pois traz a liberdade em seu interior. Não há vida liberta que não seja fruto do contato com níveis espirituais. Assim como não há vento sem ar, não há liberdade sem verdade e não há verdade sem que a essência da vida seja conhecida.

Aquele que busca conhecimento deve descobrir primeiro o que está dentro de si mesmo para depois ocupar-se do que o rodeia. Enquanto a razão não se curvar à sabedoria, o homem estará como um cego andando em um deserto, padecendo sobre as quentes areias que ele mesmo escolheu como caminho.

De nada vale querer chegar aos mundos internos, espirituais, pelos caminhos dos homens. Estes levam apenas aos confins da Terra, enquanto os caminhos que conduzem aos mundos sutis são trilhas em que os olhos não veem o solo onde pisam os pés. Sem fé, não é possível percorrê-los.

É inútil clamar pelo Encontro Interno usando palavras do mundo; o reino interno é revelado àqueles que nada pedem. Encontrar esse estado de consciência não é como encontrar os valores dos homens. Os que quiserem entrar pelo seu portal terão que saber curvar o que há de miserável em si mesmos diante da grandiosidade do Espírito. Mas isso não é logrado pelos que se vangloriam dos próprios feitos.

O Espírito, como energia, não leva em conta o que está guardado nos depósitos e cofres, mas o que vai pelos corações e pelo íntimo dos indivíduos. A energia espiritual penetra os pensamentos e os desejos, e conhece o grau de pureza que há neles.

Trigueirinho

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domingo, 25 de janeiro de 2015

Escolhas preciosas para a evolução espiritual


"...as energias transformadoras que hoje permeiam a Terra podem penetrar o nosso ser e, se o permitirmos, elevar nossas vibrações a qualquer instante..."


"...Muitos já a estão descobrindo, após reconhecerem que a vida humana comum é mero jogo de forças dispersivas, por vezes incontroláveis..."


Há decisões que, tomadas no silêncio do ser, o impulsionam em seu crescimento, na sua ascese, e o sintonizam com leis espirituais. Tornam-se possíveis quando as metas da vida interior – metas voltadas para a vida da alma – são reconhecidas pela personalidade e inspiram o indivíduo a seguir o destino designado pelo seu núcleo profundo. Não necessitam ser anunciadas ao mundo; fazem parte de um processo dinâmico e confirmam-se à medida que o ser caminha. São verdadeiros votos internos, pois contribuem para clarear a meta espiritual a atingir. Toda abertura ao que há de evolutivo no universo ajuda a fortalecer essas decisões.

Segundo a lei espiritual, a cada atitude retrógrada, o ser deixa de avançar em seu percurso cósmico. A todo instante há uma escolha a fazer entre o que é evolutivo e o que é involutivo. Enquanto a pessoa dá guarida ao seu livre-arbítrio e se mantém no âmbito das leis do mundo e humanas, terá de contar com o próprio discernimento. Mas, uma vez que transcende o livre-arbítrio, ou seja, quando a vontade do espírito passa a prevalecer sobre ideias e desejos pessoais, ela pode ter uma intuição ou receber um sinal sobre o rumo que deve tomar.

Além disso, uma sabedoria maior ajusta os fatos de sua vida externa de forma que no seu dia a dia um nível energético mais elevado se faça possível. Tanto nas fases em que o discernimento humano tem de ser usado sozinho como prova para o indivíduo, quanto naquelas em que os níveis internos, intuitivos, sinalizam claramente os passos a serem dados, o cultivo de uma serena vigilância muito auxilia o ser.

Tenha-se presente, contudo, que as opções variam de indivíduo para indivíduo. Dependem do que há a transcender, desenvolver ou aprofundar. Não podemos, de maneira generalizada, dizer o que é preciso fazer para colaborar nas transformações planetárias, mas podemos estar cientes de que as energias transformadoras que hoje permeiam a Terra podem penetrar o nosso ser e, se o permitirmos, elevar nossas vibrações a qualquer instante.

Nesta época em que o mundo terrestre passa por convulsões e dificuldades, é preciso estar firmemente unido à vida do espírito, que é onisciência, onipresença e liberdade.

Nestes tempos de tanta desarmonia e conflito nos planos materiais, faz-se premente assumir a vida própria dos Espíritos libertos. Muitos já a estão descobrindo, após reconhecerem que a vida humana comum é mero jogo de forças dispersivas, por vezes incontroláveis.

Muitos de nós já buscam sinceramente a essência do seu ser, e, quanto mais se introduzem nessa trilha, mais se identificam com a fortaleza que há no centro de si mesmos. É assim que ampliam sua oportunidade de aperfeiçoamento e de serviço ao mundo e à humanidade.

Mas o fruto dessa busca não amadurece artificialmente; requer sábia obediência às instruções divinas que vão sendo reveladas no silêncio do ser. É pouco a pouco que os dons sublimes afloram, dando a conhecer ao mundo os padrões de uma existência superior, abrangente e universal.

Diz um Ensinamento superior: assim como a semente morre para deixar nascer a árvore, devemos abandonar os anseios pessoais para a vida espiritual surgir no horizonte. Uma única ação dedicada ao Criador vale mais que muitas realizadas por impulsos humanos.

Trigueirinho


Para conhecer as obras do autor, acesse o site www.irdin.org.br, em que há gratuitamente mais de 2.000 palestras gravadas, ou o site www.comunidadefigueira.org.br, que transmite ao vivo palestras mensais de Trigueirinho.
Fonte: AQUI


domingo, 18 de janeiro de 2015

Na vida espiritual, precisamos expressar o que realmente somos

"...É uma falsa impressão, uma ilusão, acreditar que pensamos, sentimos e agimos por nossa própria conta, sem o respaldo do nosso eu interior..."



Todos nós estamos destinados a efetivar a união interna dentro de nossos seres, ou a que significa nos casarmos no sentido místico.

Um importante passo que podemos dar, para o preparo dessa união interna, seria tentar transcender a ideia humana de que somos nós que nesta vida fazemos nossas próprias experiências.

Se nos colocarmos num ponto de vista espiritual, poderemos perceber que é a Vida ou as energias do Plano Evolutivo que realizam suas experiências através de nós. É uma falsa impressão, uma ilusão, acreditar que pensamos, sentimos e agimos por nossa própria conta, sem o respaldo do nosso eu interior. Na realidade, somos pessoas vividas por uma energia sutil, que é a nossa essência.

Quando identificados só com a mente humana comum, dizemos: “Eu penso assim, eu sinto assim, eu faço assim”. Essas são impressões superficiais de quem está numa etapa que, cedo ou tarde, terá de transcender para entrar num tipo de evolução que vai além da humana.

Precisamente a união superior, interna, nos ajuda a efetivar isso. Ela é a porta que nos leva a uma dimensão nova e espiritual e à manifestação da futura humanidade, mais sutil e universal em seu modo de amar.

Portanto, para os que buscam a união interna, já está se aproximando essa grande transformação na forma de ver a realidade: “Somos vividos, há algo que vive em nós”. No Novo Testamento, Paulo de Tarso diz: “Eu vivo, mas já não sou eu, é Cristo que vive em mim”. Há milênios essa nova visão do viver está sendo reconhecida e preparada e finalmente agora começa a tornar-se fato consciente para um número maior de pessoas.

Mas, para transcendermos a visão primária das etapas anteriores, precisamos abdicar de fazer, sentir e pensar como um ente separado; precisamos desistir da ilusão de querer manifestar algo egoísta, de querer impormo-nos aos demais e a nós mesmos como personalidade. Ao mesmo tempo, é necessário aspirarmos a que a Vida flua com inteireza através de nós. Dessa maneira, conscientizamo-nos de que há um destino superior para nossa existência e um plano para este planeta onde nos encontramos.

A mente universal, da qual saímos e à qual retornaremos mais experientes, deve viver plenamente em nós, que somos seus prolongamentos e canais por onde ela deve fluir a fim de que o mundo seja algo belo, mais evoluído, e a Terra inteira seja um planeta harmonioso, enfim, uma Nova Terra.

E para haver uma Nova Terra – conforme está destinado, profetizado e já ocorrendo –, embora nem todos percebam, os seres humanos mais conscientes devem colaborar. Nossa personalidade, nossos níveis conscientes, nossa mente e sentimentos humanos e nossa ação física precisam perceber que chegou a hora de se doarem, de deixarem que realidades sublimes possam exteriorizar-se.

No momento em que deixarmos de ser o que vínhamos sendo para expressar o que realmente somos num nível superior da consciência, as energias agirão em nós com liberdade. É isso o que de fato transforma o mundo.

Começamos por nos liberar – em consciência – de tudo o que julgamos ser. Feita essa renúncia, que é básica, devemos desapegar-nos com coragem de hábitos e preferências, para sermos efetivamente aqui, no nível externo, o que somos nos níveis divinos do nosso ser interior.

Em essência somos livres filhos de Deus, centelhas cósmicas e mais conscientes, nos surpreendemos fazendo muitas coisas necessárias, para as quais éramos antes incapazes.

Trigueirinho

Para conhecer as obras do autor, acesse o site www.irdin.org.br ou o sitewww.comunidadefigueira.org.br.

Fonte AQUI


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

A consciência una é pura, diviniza a vida e tudo transforma


"...O que existe na mente e no plano intuitivo não é a consciência pura..."

"...deveríamos observar as ideias que nos surgem sem tê-las pensado sem confundi-las com a consciência. A partir daí, poderemos, com mais facilidade, encontrar o que está além..."


"...Há em nós algo maior, superior ao nível dos pensamentos e das intuições, algo em que a mente normal não penetra..."


Em nossa caminhada espiritual, vamos pouco a pouco transcendendo o conceito que se tem acerca de consciência. Para o senso comum, em geral, consciência é a mente ou, quando muito, o que vem do plano intuitivo. Enquanto nos mantemos polarizados no plano mental e no intuitivo, planos de onde proveem ideias, pensamentos e impulsos, tendemos a crer que nossa percepção é a consciência propriamente dita. Mas nesses planos há só uma parcela da consciência, aquela que ali se expressa. O que existe na mente e no plano intuitivo não é a consciência pura.

Para transcendermos nosso conceito atual de consciência, precisaríamos parar um pouco e observar de fora nossos pensamentos. Ao fazermos isso, não deveríamos confundi-los com a consciência. Da mesma maneira, também deveríamos observar as ideias que nos surgem sem tê-las pensado sem confundi-las com a consciência. A partir daí, poderemos, com mais facilidade, encontrar o que está além.

Há em nós algo maior, superior ao nível dos pensamentos e das intuições, algo em que a mente normal não penetra. Se ficarmos calmamente assistindo o que se passa na mente, cientes de que tudo aquilo é apenas uma parte da consciência, poderemos ter maior clareza. Passaremos a perceber realidades mais profundas, e a nos identificar com elas. Então, na presença de alguma pessoa, situação ou objeto, em vez de automaticamente nos envolvermos com nossas ideias e preconceitos a seu respeito, veremos essas realidades mais internas, subjetivas.

Podemos, por exemplo, estar diante de um acontecimento e saber para o que ele vai servir, sem havermos algo pensado; ou podemos estar diante de uma pessoa e perceber a realidade interna do seu ser, simplesmente. Quando isso começa a suceder, nossa vida muda por completo.

Passamos a compreender melhor os fatos, a conhecer os outros mais verdadeiramente, sem mesmo chegarmos a pensar sobre isso, sem nos basear no que a pessoa diz, ou no que externamente vemos nela, no que achamos dela.

Nessa descoberta, descobrimos que a consciência existe também nas coisas materiais, nos ambientes e na Natureza. Vemos que tudo é consciência -- e que a consciência é una. Então, passamos a entrar nos lugares com outra atitude, porque distinguimos o que se poderia chamar de “consciência ambiental”.

Tamanha ampliação traz significativo aprofundamento à nossa vida. Nossos sonhos mudam de qualidade e, ao despertar, notamos que algo se transformou em nós. A consciência vai trabalhando nosso ser por dentro. E em dado momento ela emerge, seja qual for o estado de nosso ser exterior – queira ele ou não, possa ou não segui-la. Ela romperá qualquer obstáculo e a veremos agir, veremos que basta darmos a permissão para estarmos completamente imbuídos dela. É uma energia maior, e, mais cedo ou mais tarde, nosso ser inteiro a seguirá.

A consciência começa a trabalhar nosso ser pelas suas partes menos resistentes. Pouco a pouco, contudo, outras partes vão integrando-se nesse processo, que a tudo englobará: a matéria do corpo físico, do corpo emocional e do corpo mental, o ambiente, o mundo. A consciência, que é una, faz isso para acender-se em tudo e despertar a luz que há dentro de tudo, faz isso para sutilizar, elevar, expandir. Ela tudo transforma. É viva. Sua expansão diviniza a vida.

Trigueirinho

Para aprofundar no tema ou para conhecer as obras do autor, acessar o site www.irdin.org.br ou www.comunidade figueira.org.br.

Fonte: Aqui


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