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terça-feira, 14 de maio de 2013

O Segredo de Krishnamurti...


"J Krishnamurti, um dos maiores filósofos e grande mestre espiritual indiano, proferiu palestras e trabalhou quase continuamente por todo o mundo durante mais de 50 anos, tentando
transmitir por meio das palavras – que representam o conteúdo – o que está além delas, além do conteúdo.
Numa de suas apresentações, já no final de sua vida, ele surpreendeu o público perguntando: Vocês querem conhecer o meu segredo?”

Todos os presentes ficaram atentos. Muitas pessoas na platéia vinham acompanhando suas palestras ao longo de 20 ou 30 anos e ainda não haviam conseguido captar a essência do
seu ensinamento.

Por fim, depois de todos aqueles anos, o mestre lhes daria a chave para a compreensão: “Este é o meu segredo: eu não me importo com o que acontece, disse ele.

Como ele não explicou mais nada, desconfio de que a maior parte de seu público ficou ainda mais perplexa do que antes.

As implicações dessa simples afirmação, entretanto, eram profundas.

O que está implícito quando dizemos que não nos importamos com o que acontece? Simplesmente que no nosso interior estamos alinhados com o que acontece. “O que acontece” refere-se, é claro, à especificidade do momento, que é sempre como é.

Trata-se de uma menção ao conteúdo, à forma que esse momento assume. Estarmos alinhados com O QUE É significa estarmos numa relação de não-resistência interna com os acontecimentos.

Isso significa não rotular essa realidade mentalmente como boa nem má, e sim deixa-la ser o que é. Isso quer dizer que não devemos mais agir para provocar mudanças nas nossas vidas? Ao contrário.

Quando a base para as nossas ações é o alinhamento interior com o momento presente, elas se tornam fortalecidas pela inteligência da Vida em si."

Eckhart Tolle em O Despertar de uma nova Consciência




sábado, 15 de outubro de 2011

Liberto estou



Foto: Orquídeas... na segurança da majestosa árvore (Crédito: Hora Cósmica)


A BUSCA

(...)

Minha casa está pronta e bem abastecida,
E agora sou livre
Para iniciar a viagem.
Como o rio potente conhece
Desde sua nascente
A meta de sua longa jornada,
Eu também conhecia
A meta.
Assim como em tempo de Inverno
A árvore desnuda
Conhece as alegrias da vindoura Primavera,
Eu também conhecia
A meta.
Desde a mais remota antiguidade,
Desde as origens da Terra,
Eu conhecia
A meta final de todas as coisas.
Olha! É chegada a hora,
A hora que eu aguardava,
Liberto estou
Da vida e da morte.

(...)

J. Krishnamurti

terça-feira, 28 de junho de 2011

A comparação


"Estamos constantemente a comparar-nos uns com os outros, com alguém que teve mais sorte, o que somos com aquilo que deveríamos ser. A comparação, de facto, mata. A comparação é degradante, ela perverte a nossa observação. E é no seio da comparação que somos criados.

Toda a nossa educação se baseia na comparação, assim como a nossa cultura. Portanto, existe uma constante luta para sermos uma coisa diferente daquilo que realmente somos.

A compreensão do que somos liberta a criatividade, mas a comparação alimenta a competitividade, a crueldade, a ambição e, pensamos nós, isso gera progresso. O progresso só nos levou até agora a guerras cruéis e à infelicidade como jamais o mundo conheceu.

A verdadeira educação é educar as crianças sem comparação."

J. Krishnamurti, em
"Cartas a uma jovem amiga"
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